Cidade do Cabo: Two Oceans Aquarium e Península do Cabo

July 16th, 2011 por Paulo Torres

No primeiro dia em Cape Town, chegamos no meio da tarde e aproveitamos as poucas horas disponíveis para visitarmos o Two Oceans Aquarium. O aquário tem espécies típicas da região do Cabo, de grande riqueza devido ao encontro de uma correntes quentes no Oceano Índico com uma corrente fria no Atlântico. Não só peixes ornamentais ou exóticos estão no aquário, mas também tubarões, arraias, tartarugas, peixes pescados comercialmente, crustáceos, algas, águas-vivas, sapos, e até exemplares de duas espécies de pinguins por aqui encontrados.

Nesta foto, o tanque dos animais de grande porte: tubarões, tartarugas, arraias, uns peixes daquele tamanho de história de pescador. E um túnel que circula por baixo dele.

Um aquário só de Nemos. E com um núcleo onde podemos tirar fotos cercados de Nemos.

Na quinta-feira, fizemos o tour pela Península do Cabo – reservamos esse tour através do Ashanti Lodge, o ótimo albergue em que estamos hospedados, e a empresa responsável pelo passeio foi a Baz Bus. A Península, ao sul da Cidade do Cabo, é onde se situa o Cabo da Boa Esperança, protegido por um parque nacional, e algumas pequenas cidades costeiras.

Fizemos duas paradas antes de chegarmos ao parque nacional, em Hout Bay e em Simon’s Town. Em Hout Bay, fizemos um curto passeio de barco até a Seal Island (Ilha das Focas). Em uma pequena ilha logo atrás da montanha que delimita a baía, vivem algumas centenas de lobos-marinhos. Dali, fomos pela Chapman Road, uma estrada panorâmica que contorna montanhas junto ao oceano, para Simon’s Town.

Em Simon’s Town, fomos a Boulders Beach, praia que tem a maior colônia de pinguins da África. Essa espécie de pinguim é chamada de jackass penguin, por fazer um barulho semelhante a um burro. Não havia lá tantos pinguins quanto na minha visita de 2010, mas havia muitos filhotes, que têm uma pelugam marrom em vez das penas pretas e brancas características.

Dentro do parque – que é uma seção do Table Mountain National Park – descemos da van e pegamos bicicletas (que vinham numa carretinha puxada pela van) para pedalarmos cerca de 4km até o centro de visitantes onde faríamos nosso almoço. Mesmo sob o sol de meio-dia, mesmo quem não subia numa bicicleta havia meia década conseguiu cumprir o percurso – mas as duas holandesas do grupo, que usam a bicicleta como transporte diário, abriram uma distância considerável dos demais turistas.

Após o almoço, fomos finalmente ao Cabo da Boa Esperança – que é essa pontinha tripartida de terra entrando mar adentro – e ao Cape Point, onde existem DOIS faróis: o primeiro, construído pelos portugueses no topo desse monte de onde a foto foi tirada, ficava constantemente encoberto por nuvens. Após um sem-número de naufrágios, resolveram fazer um segundo farol a cerca de 1/3 da altura do anterior.

Dentro do parque nacional, vimos uma família de babuínos comendo algo que parecia ser um pacote de biscoito de algum turista descuidado, vimos avestruzes comendo grama à beira-mar, vimos pássaros coloridos, e já na saída encontramos um tímido eland – esse antílope do canto inferior direito – a coisa de 20 metros da estrada.

De volta à cidde, jantei um filé de kudu – um outro tipo de antílope – possivelmente inspirado pelos animais vistos durante o tour.

Links:
- Two Oceans Aquarium
- Table Mountain National Park
- Ashanti Lodge Gardens
- Baz Bus

Da Cidade do Cabo

June 9th, 2010 por Paulo Torres

Segunda-feira (dia 7) cheguei aqui, após uma razoavelmente longa jornada (1 hora de TAM até Guarulhos, 8 horas e meia de SAA pra Joanesburgo, e 2h10 de Kulula aqui para a Cidade do Cabo. O que a South African Airways tem de pose (aeromoças elegantes, refeições cuidadosamente bem apresentadas) a Kulula tem de moderninha/engraçadinha, com direito a piadinhas nos avisos de segurança (“Não é permitido o uso de telefones celulares até que as portas da aeronave estejam abertas. Caso algum passageiro seja visto contrariando esta regra, vamos confiscar o celular e ligar para todos nossos parentes no exterior.”)

SAA's no aeroporto de Joanesburgo

Meu albergue é o Ashanti Lodge, na região de Gardens, próxima ao centro e aparentemente segura. No meu quarto para oito pessoas, havia eu e seis mexicanos até ontem – hoje, os seis mexicanos saíram e chegou um inglês. Albergue muito limpo, com um bar que terá um telão com os jogos da Copa, quartos com cofres individuais e armários com cadeados, e internet a 20 rands por hora. E na recepção do albergue são oferecidas várias opções de passeios guiados, como o que fiz hoje, para a Península do Cabo – vide post seguinte.

Table Mountain, meio escondida ali

Já deu pra sentir como é a cidade: região central tumultuada; o Waterfront (área do porto reformada na década passada e hoje cheia de shoppings e restaurantes) é o principal habitat dos turistas – que são muitos; grandes congestionamentos pela manhã e no fim a tarde nos acessos aos subúrbios; clima chuvoso e agora e junho um tantinho frio – mas estava pior no dia que cheguei.

Vuvuzela tamanho Godzilla

Sobre a Copa do Mundo, algumas coisas vêm sendo feitas em cima da hora, tipo a FanFest (gigantesca) que está ainda sendo montada, mas a cidade já está toda sinalizada e enfeitada. A animação dos capetonians é notável. Bandeiras nos carros, muitas camisas dos Bafana Bafana, vuvuzelas pra todo lado – sendo vendidas e sendo sopradas. Turistas uniformizados já se fazem notar, com uniformes, com bandeiras amarradas no pescoço, com sombreros (mexicanos por todas as partes), e agora há pouco uns brasileiros tentavam puxar uma batucada na Long Street – a principal rua de restaurantes da cidade – sob o olhar meio indiferente dos locais.

Prometi a mim mesmo que escreveria sem muita demora sobre meus dias legais por aqui, para aproveitar a memória ainda fresca. Espero cumprir a promessa.