April 2nd, 2010 por Paulo Torres
Daí viajarei de férias para a África do Sul, em junho. Sim, Copa do Mundo! Mas depois de atravessar o Atlântico, não vou deixar de turistar um tanto – afinal, quem (além do Ricardo Teixeira) deixaria o Dunga ser o fator determinante do sucesso de alguma coisa?
Resolvi então fazer um blog sobre essa viagem. Não que eu esteja desistindo do meu blog velho de guerra – esse aqui é tipo um projeto paralelo, sobre a viagem Copa 2010. Com páginas individuais pra cada post, com tags, com bordas arredondadas, com todos esses mimims da web 2.0 e do wordpress. Sim, me rendi e estou me arriscando no wordpress. E comprovando que ele é feio, bobo e difícil de usar.
Acho que esse blog paralelo terá boas serventias. Na fase atual, pré-viagem, ele me ajuda a me organizar: qualquer coisa colocada por escrito parece mais fácil de entender. Uma vez na África, servirá para manter algum tipo de comunicação com família/amigos/tietes aqui no Brasil. Escrever “hoje eu fui no Museu do Apartheid”, ou “um babuíno roubou meu sanduíche de presunto”, ou “vi o Kaká entrando numa boate suspeita”. Mostrar vídeos do mergulho com tubarões, ou das dancinhas da torcida da Costa do Marfim. Colocar fotos do babuíno comendo meu sanduíche de presunto.
E um blog é também um jeito de devolver à internet um pouco do apoio que ela tem me dado. Estou viajando sozinho, sem pacote, resolvendo tudo (ingressos, hospedagem, voos) via internet. E a África do Sul não é exatamente o mais popular dos destinos para o turista brasileiro. Até que para Cidade do Cabo e Parque Krüger achei algumas informações em português, mas tenho a impressão que serei o primeiro cidadão lusófono a colocar os pés em Bloemfontein, nem esses guias de viagem de 800 páginas falam muito sobre a capital judiciária da África do Sul.
Então se um dia outro brasileiro desavisado inventar de viajar por conta própria pra Bloemfontein, provavelmente vai achar algum post daqui dizendo que os voos pra lá não são muito caros, e que escolhi um hotel – na verdade uma pousada – na base do uni-duni-tê.