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BLOG: (Explicação resumida e mastigada) É um tipo de diário virtual. Uma página onde o cara que é o dono da página escreve sobre o que quiser, sobre o que ele tem feito, comenta filmes ou livros, fala de outros sites, fala de tudo um pouco. É tipo um depósito de pensamentos quase sempre desnecessários.

31 de janeiro de 2004, 16:50
Ontem eu quase vendi minha alma. O contrato chegou a ser redigido, mas felizmente (ou não) eu hesitei na hora de assiná-lo.

E ao contrário de quase tudo que eu escrevo e aparentemente não faz sentido, isso não é uma metáfora.

31 de janeiro de 2004, 16:36
Músicas para jogar WAR

A idéia é simples: para cada território do tabuleiro de WAR é atribuída uma música-tema, que tenha a ver com o território, claro. Durante o jogo, é necessário que a cada ataque a música-tema dos dois territórios envolvidos seja tocada. Sugere-se ainda que a cada território conquistado o jogador atacante execute uma coreografia de acordo com a música-tema do território vencedor.

Abaixo, a lista das Músicas para Jogar WAR:

América do Norte:
México: Tequila - The Champs
California: California Dreaming - The Mamas & The Papas
Nova York: New York New York - Frank Sinatra
Groênlandia: Girl From Ipanema Goes To Greenland - B-52's
Alasca: North To Alaska - Johnny Horton
Mackenzie: Blame Canada - South Park
Ottawa: Blame Canada - South Park
Vancouver: Blame Canada - South Park
Labrador: Blame Canada - South Park

América do Sul:
Peru/Bolívia/Chile: Lake Titicaca - Animaniacs
Colômbia/Venezuela: Legalize Já - Planet Hemp
Brasil: Na Cadência do Samba (Que Bonito É)
Argentna/Uruguai: Filha da Puta - Ultraje a Rigor

Europa:
Polônia/Iugoslávia: Miss Sarajevo - U2
Islândia: Human Behavior - Bjork
Inglaterra: Anarchy In The UK - Sex Pistols
Suécia: Dancing Queen - ABBA
Moscou: Moskau - Dschingis Khan
Alemanha: Garota de Berlim - Supla
Espanha/Portugal/França/Itália: Vira-Vira - Mamonas Assassinas

África:
África do Sul: Mandela Day - Simple Minds
Argélia/Nigéria: Alalaô
Egito: Walk Like An Egyptian - Bangles
Sudão: The Drummers of Burundi
Congo: Canção Para o Senegal - Banda Reflexus
Madagascar: Madagascar Olodum - Banda Reflexus

Oceania:
Nova Guiné: Bora Bora - Paralamas do Sucesso
Austrália: Down Under - Men At Work
Bornéu: Jungle Boogie - Kool & The Gang
Sumatra: Bali Eyes - Porno For Pyros

Ásia:
Oriente Médio: Mesopotamia - B-52's
Índia: Boom Shack-a-Lak - Apache Indian
Vietnã: Holiday in Cambodja - Dead Kennedys
China: China Girl - David Bowie
Japão: Made in Japan - Pato Fu
Mongólia: Gengis Khan - Gengis Khan
Aral: Korobeiniki (theme from Tetris) - Ozma
Omsk: Back in the USSR - Beatles
Dudinka: Russians - Sting
Tchita: Tarzan Boy - Baltimora
Sibéria: Ice Ice Baby - Vanilla Ice
Vladivostok: It`s The End of the World As We Know It - R.E.M.

29 de janeiro de 2004, 19:45
Trecho de musica dos The Beatles da semana:
I pretend that I am kissing
The lips I am missing
And hope that my dreams will come true

29 de janeiro de 2004, 19:29
Sugestões de apostas para o Bolão Pé na Cova do Cocadaboa:
- Pilotos e automobilistas são sempre uma boa aposta: jovens (ou seja, valem muitos pontos) e se expõem voluntariamente a um risco considerável.
- O mesmo se aplica a atores e músicos célebres pelo alto consumo de entorpecentes (ilegais ou não).
- Criminosos procurados têm uma grande chance de não chegarem ao final do ano. E criminosos procurados que têm por habitat natural os morros cariocas são apostas com grande possibilidade de retorno.
- Ser eleito para a Academia Brasileira de Letras é praticamente a garantia de figurar no obituário de uma das próximas 5 retrospectivas de final de ano da Globo.
- Mas a melhor sugestão ainda é apostar naquelas celebridades que todo mundo acha que já morreram. Em 2003, por exemplo, Katharine Hepburn, Aureliano Chaves e Bob Hope passaram pro andar de cima. Alguém ainda lembrava que eles estavam vivos?! O certo é que onde eles estavam se escondendo ainda tem muito mais gente.

29 de janeiro de 2004, 00:13
Sobre os indicados ao Oscar:
Dos cinco indicados a Melhor Filme, não vi nenhum. Dos indicados às categorias principais, vi Piratas do Caribe (ator principal - Johnny Depp) e Procurando Nemo (longa animado e roteiro original). Aliás, os dois únicos fimes indicados que vi. Ambos muito bons. Não posso falar nada, dar palpites sobre os prêmios e tal. E fico feliz que o Cidade de Deus, filme que não tenho a menor vontade de assistir, ter conseguido indicações nas categorias técnicas, mostrando que o cinema nacional está aprendendo alguma coisa e conseguindo reconhecimento lá fora. Mas continuo sem a menor vontade de assistí-loe continuo achando que a imensa maioria dos filmes nacionais são toscos e com atuações demasiadamente teatrais. Os Normais está aí para me dar razão.

Já dentre os indicados ao Framboesa de Ouro, assisti seis filmes: As Panteras: Detonando, Cruzeiro das Loucas, A Filha do Chefe, Recém-Casados, Debi & Lóide 2 e Pequenos Espiões 3D. E gostei muito de todos eles, comentei no blog e tudo mais. Tipo assim, mais vale um filme ruim divertido do que um filme artístico lento, pretensioso e sem graça.

28 de janeiro de 2004, 13:22
E hoje começa, finalmente, a minha temporada 2004 de futebol. Depois de quase 3 meses - a última vez que fui a um estádio foi no longínquo dia 9 de novembro, para assistir Atlético 0x2 Internacional - retornarei ao mesmo Estádio Raimundo Sampaio (o Independência), hoje para apreciar a promissora partida entre o América e o Social de Coronel Fabriciano, pelo Campeonato Mineiro. Já estou até com síndrome de abstinência de arquibancada, as pessoas mais próximas a mim já devem ter notado que nas noites de quarta e nas tardes de domingo eu começo a falar mais alto e xingar laterais-esquerdos sem motivo aparente...

28 de janeiro de 2004, 13:17
Esse vírus está se espalhando pela internet e já o recebi umas 20 vezes. Ele começou a se espalhar dia 26, mesmo dia em que o recebi pela primeira vez. Ou seja, acho que já faço parte de uma elite de heavy users da web. Não sei se devo ficar feliz ou assustado por isso.

E não custa reforçar: não abram anexos de e-mails suspeitos, nada com extensões .exe, .pif, .bat, .scr, .cmd e nem mesmo arquivos .zip ou .txt que você não esteja esperando receber. Leiam a descrição do vírus pra entender o que não se deve fazer.

28 de janeiro de 2004, 13:06
Olha o que eu consegui segunda-feira:


Sim, autógrafos! Não autógrafos simples e comuns, mas dos maiores jogadores da história do Atlético Mineiro: Reinaldo e Dario. O Rei fez 254 gols jogando pelo Galo (283 em toda a carreira) e Dadá Maravilha fez 208 gols com o manto sagrado alvinegro (545 na carreira).

26 de janeiro de 2004, 20:04
Sobre alguns dos meus posts e certas reclamações que eles têm gerado:

Eu, Paulo Torres, na condição de personagem de várias das histórias reais e/ou fictícias aqui relatadas, me reservo o direito de decidir se a identidade dos demais personagens deve ou não ser divulgada. Aqui nesse blog, tal decisão deve ser tomada apenas por mim - o cara que escreve aqui, o dono do buteco, o ditador perverso, o todo-poderoso, o onipotente. E, na verdade, quase sempre eu acabo por omitir esse tipo de informação irrelevante, com o intuito de queimar apenas o meu próprio filme, não o dos outros. (Isso eu posso e prefiro fazer pessoalmente, e não pela internet e tal.) E tenho dito.

23 de janeiro de 2004, 22:40
Tipo assim, entre meus amigos é notória a minha capacidade de fazer programas de índio, escutar música ruim, gostar de refrigerantes esquisitos, assistir filmes obscuros (e ainda memorizar várias cenas e diálogos), e por aí vai. Com o tempo, acabei ganhando uma certa imunidade de tosqueiras. Explicando: hoje em dia eu posso falar "Já vi esse filme, é mó legal!" sobre qualquer filme, e, esteja eu me referindo a Xuxa Abracadabra ou a algum filme do Godard, todo mundo vai acreditar em mim. Ou posso sumir por horas e justificar dizendo "Fui assistir o jogo-treino do Villa Nova.", e vão considerar a história como verídica. Toda a minha vasta quilometragem em programas de índio e vários anos de auto-ridicularização contribuíram, de alguma forma bizarra, para que eu adquirisse credibilidade.

Eu sei que eu poderia usar isso para o mal. Poderia usar esse meu poder para enganar, destruir, ludibriar, tirar vantagem. Poderia criar toda uma mitologia em torno de mim mesmo. Mas não! Essa mistura de Grilo Falante e Ben Kenobi chamada "consciência" não permite que eu faça isso, vive me atazanando e continua falando no meu ouvido todo o tempo, mesmo quando eu não quero escutá-la.

23 de janeiro de 2004, 22:29
Ah sim... fui o 12o. colocado do Bolão Pé na Cova 2003, do Cocadaboa. Isso fazendo minhas apostas no começo do ano, antes de estourar guerra no Iraque, e sem apostar nos defuntos-padrão tipo o Roberto Marinho. Para o Bolão de 2004, não me contentarei com nada menos do que o pódio. Quem entrou na minha lista de apostas, se cuide! Ou melhor, não se cuide!

23 de janeiro de 2004, 22:20
Isso vicia. Muito.

22 de janeiro de 2004, 22:37
Trecho de musica dos The Beatles da semana:
Sing a sad song
And make it better

22 de janeiro de 2004, 22:31
Eu sou um idiota. Disso eu sei há muito tempo. Eu só não sei se eu sou um idiota por fazer/falar/deixar de fazer/deixar de falar certas coisas das quais me arrependo depois, ou se é por me arrepender dessas coisas que na verdade eu fiz certo. Mais ou menos isso.

22 de janeiro de 2004, 22:28
Meu novo sonho de consumo.

22 de janeiro de 2004, 22:09
Vi uma propaganda na Globo do penúltimo capítulo da novela das sete, Kubanacan. (Não, não vejo a novela, isso de "vi uma propaganda" não é desculpa inventada, até porque eu já admiti publicamente, entre outras coisas tão ou mais lamentáveis, que eu escuto Rouge.) E pelo que eu entendi um cara lá na novela tomou a presidência do país derrotando o presidente em uma luta de telecatch.

Esse sim é um sistema político justo e democrático. Se você estiver insatisfeito com o governo, suba ao ringue e encha o presidente de porrada. Simples e objetivo. E, claro, divertido. Imagina uma luta entre o Babá e o Lula. Eu me intteressaria muito mais pela política, certamente.

20 de janeiro de 2004, 23:17
Se você está começando a ficar entediado de tanto jogar WAR - se é que isso é possível - exitem algumas variações nas regras que podem tornar esse jogo ainda mais interessante. Alienígenas, bombas nucleares, catástrofes atômicas, revoluções populares, jogo em múltiplos tabuleiros, exércitos batendo em retirada. Todo tipo de alopramento e falta de noção é possível. Veja nesse site aqui.

Obs.: Para quem não sabe, o nome original do jogo (ou seja, em inglês) é Risk. Ele se chama WAR é só aqui no Brasil.

20 de janeiro de 2004, 23:06
Tipo que eu ainda não coloquei nenhuma imagem por aqui em 2004. Então aí vai uma pitoresca foto do churrasco pré-reveillon lá em Anchieta.


Sim, o churrasco foi realizado na rua. Ou pelo menos começou lá, depois o pessoal fo migrando para a garagem. E a churrasqueira migrou para lá também.

20 de janeiro de 2004, 00:30
Chegou aqui em casa o presente de natal do R.E.M. para os membros do fã-clube oficial. Tem um single com Country Feedback e It's The End of the World ao vivo com o Wilco tocando junto com eles, mais um calendário e um livrinho com fotos da banda. Bem legal e tal.

18 de janeiro de 2004, 23:50
Papai Noel trouxe para mim vários livros legais. Um deles, Estrela Solitária, a biografia do Ruy Castro sobre o Garrincha. Excelente livro, não se prende aos grandes espetáculos do craque em campo, mas busca em sua vida pessoal e em seu passado as verdadeiras razões para o seu triste final.

Outro livro legal é o Minha Bola, Minha Vida, autobiografia do Nílton Santos, a "Enciclopédia do Futebol", lateral-esquerdo do Botafogo nos tempos de Garrincha e com quatro Copas do Mundo no currículo (50, 54, 58 e 62).

Pois bem: terminei o livro do Garrincha, que termina com sua morte, obviamente. E logo em seguida comecei a ler o do Nílton Santos. Vi que tinha um capítulo inteiro sobre o Garrincha, fui direto nele. E nele o Nílton Santos descreve o funeral de seu amigo, tipo que o capítulo se encaixa perfeitamente após o fim do outro livro. Ler isso na seqüência perfeita foi tipo assim uma coincidência mágica. Dessas coincidências que nunca acontecem quando eu preciso de uma.

18 de janeiro de 2004, 05:10
Depois do falecimento do meu celular, peguei um celular emprestado por uns dias, mas hoje (sábado, dia 17 e tal), resolvi tomar vergonha e me comprar um telefone móvel de verdade, leve e pequeno. Assinei uma nova carta de escravidão de 1 ano com a TIM e adquiri um GSM. É feio, azul-calcinha, mas em breve eu compro uma capa com uma cor de gente, preto ou cinza escuro.

E poucas horas depois de tê-lo comprado, já enchi a memória com ringtones divertidos. Estou acordado atré 5 da madrugada por conta disso... Olhaê:
- I Wanna Be Sedated, dos Ramones
- Closing Time, do Semisonic
- Rock Lobster, dos B-52's
- All Apologies, do Nirvana
- Can't Take My Eyes Off You, Frankie Valli
- Kiss Me, Sixpence None The Richer
- Hey Hey My My, do mestre Neil Young

E parei por aí porque só cabem sete toques, além daqueles que já vêm com o aparelho - e que eu nunca usarei. E ganha um prêmio imaginário quem acertar qual desses é o toque-padrão do meu novo telefone.

16 de janeiro de 2004, 22:15
Vi Todo Mundo Em Pânico 3. É engraçado, mas não é nenhum filme inesquecível cheio de piadas que seriam citadas e copiadas por toda a eternidade, como eu esperav de um filme que juntou Kevin "Dogma" Smith, Pat "Top Secret" Proft e David "Corra Que a Polícia Vem Aí" Zucker para escrever o roteiro. Eles poderiam ter feito muito melhor...

Minha sugestão é: ver Todo Mundo Em Pânico 3 no cinema é válido, porque filme no cinema sempre é mais legal. Mas em vídeo (ou DVD, ou DIVx, sei lá) , prefira rever Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu, ou O Balconista, ou Barrados no Shopping, ou Baseketball.

15 de janeiro de 2004, 22:02
Trecho de musica dos The Beatles da semana:
If I were you I'd realize that I
Love you more than any other guy

15 de janeiro de 2004, 21:55
Substituí o finado e jurássico Ericsson KF788 por um mesozóico Nokia-tijolo emprestado. Acho que o que mais vai me fazer falta é o tão característico toque La Cucaracha. Mas ainda me sinto meio abandonado. Eu deveria me apegar menos a meus utensílios eletroeletrônicos, quando meu primeiro walkman estragou foi a mesma sensação ruim.

13 de janeiro de 2004, 22:58
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R.I.P.   o meu Ericsson KF788   *1998 +2004
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13 de janeiro de 2004, 22:54
"É por isso que gosto de você: por esse gosto musical estranho."
Essa frase foi dirigida a mim. E sem sarcasmo. E o honorável Sr.Shuffle, o cara que pilota meu Winamp, acaba de pular direto de Gatinha Manhosa, do Erasmo Carlos, pra Maldito Hippie Sujo, do Matanza.

13 de janeiro de 2004, 22:50
Ontem eu vi uma reportagem no MGTV (o noticiário local da Globo aqui em Minas Gerais) sobre a diferença de preços de material escolar. Agora sim eu posso considerar 2004 como começado.

13 de janeiro de 2004, 01:33
Minha coluna nova lá no Show de Bola. Leia. Mande o link para seus amigos. Imprima várias cópias e distribua pelas ruas. E coloque o Show de Bola como página inicial de todos os computadores de sua escola.

13 de janeiro de 2004, 01:29
Uma banda que tem músicas com títulos como I Want an Alien For Christmas, The Man In The Santa Suit, Laser Show e a fenomenal You Curse At Girls, e ainda faz uma versão baladinha de Baby One More Time, não pode ser ruim. Essa banda é o Fountains of Wayne. Como credencial, pode-se dizer que um dos caras da banda escvreveu nada menos que "That Thing You Do!". Se o mundo fosse justo, eles venderiam milhões de discos e haveria uma verdadeira Beatlemania em torno deles. E a Deborah Secco seria apaixonada por mim.

11 de janeiro de 2004, 22:41
Aqui em casa agora a gente tem uma câmera digital. Eu gosto de tirar algumas fotos de vez em quando. E para que os próximos resultados sejam menos desastrosos do que os da noite passada, devo lembrar-me:
1. Em ambientes sem iluminação, o uso do flash torna as pessoas visíveis para a câmera.
2. Existe um modo do flash dessa câmera que chama-se "redutor de olhos vermelhos".
3. A luz do flash reflete em óculos.
4. No visor da câmera a foto sempre parece melhor do que ela é.

11 de janeiro de 2004, 22:16
Esse texto é tipo um manifesto contra a existência dos weblogs (e foi citado pelo Bernardão uns dias atrás). É bem longo, mas vale a pena a leitura. E, por mais que isso seja contraditório, eu concordo com o texto. E reconhecendo a enorme insignificância de cada linha escrita em nesse meu blog de fundo incompreensivelmente roxo, publico aqui o Statement of Audience sugerido no texto - e traduzido pelo Bernardão.

Declaração de Audiência

Reconheço que ninguém, em todo o planeta, se importa com o que eu digo. Minhas opiniões são inúteis e sem foco. E não sou especialista em nada. Eu não conheço nada. Eu me confundo a respeito de praticamente tudo. É impossível que eu, como indivíduo, saiba tudo, ou pelo menos o suficiente para escrever notas e comentários sobre a vasta vasta maioria de coisas que existem no mundo. Este é um documento imbecil; é um blá-blá-blá sem sentido que eu não espero que nenhum dos vários bilhões de indivíduos do planeta leiam. Pessoas que efetivamente lêem minha babaquice incoerente e prolixa são provavelmente tão confusas quanto eu, senão mais, porque estão procurando esta figura patética atrás de opiniões quando deveriam estar ao ar-livre, jogando frisbee com seu cachorro ou trepando com sua cara-metade ou comprando um cachorro ou correndo atrás de uma cara-metade. Qualquer um que perde seu tempo lendo minhas merdas provavelmente merece ingerir minhas opiniões escrotas e obviamente enganadas sobre qualquer que seja o assunto que eu tenha escrito a respeito.

Assinado: Paulo Torres


Ou, resumindo a declaração: jamais levem a sério o que eu escrevo aqui.

07 de janeiro de 2004, 21:51
Não entendo muito as superstições e tradições do reveillon. Todo mundo de branco, as bobagens de pular sete ondinhas, de comer lentilhas, jogar três caroços de romã sei lá pra onde, fazer alguma oferenda a Iemanjá, nada disso me convence. Pra mim isso lembra aquela velha história dos macacos na jaula.

Em compensação, eu compreendo e respeito todo o significado da passagem de 31 de dezembro para 1o. de janeiro, e a cada ano eu crio uma nova "tradição" que só faz sentido para mim mesmo. Por exemplo, já passei o ano-novo de camisa preta (só pra zoar, aposto que todo mundo que já tentou ser adolescente revoltadino já fez isso), de cueca nova, de camisa do Galo, de camisa do Milan, com uma nota de dólar no bolso, já fiz uma fita só de músicas otimistas e felizes pra ouvir no carro voltando pra casa depois da festa... Nesse último reveillon, cometi apenas dois atos simbólicos: estava com uma camisa do Íbis (extremamente simbólico, quem conhece um pouquinho do rico folclore do futebol brasileiro me entenderá) e dentro do mar, andando sobre um recife (isso apenas porque andar sobre o recife dentro do mar é legal).

07 de janeiro de 2004, 22:11
Nota explicativa antes do post: "Terror ruim" é um subgênero dos filmes de terror. Um filme de terror ruim pode ser um filme bom. E um filme de terror ruim pode ser ruim. Um filme de terror ruim seria aquele que para tentar assustar usa de clichês como monstros, assassinos seriais, cientistas loucos, portas batendo e adolescentes seminuas fugindo para o sótão. Eu gosto de filmes de terror ruim, e não gosto dos filmes de terror que não são de terror ruim. Sim, eu sou esquisito, já sei.

De volta ao post, agora:

Os melhores filmes de terror ruim são aqueles nos quais eu fico sem saber se o filme é ruim de propósito ou por ruindade mesmo. É muito raro ver um filme que chegue ao nível exato de tosquice. A maior parte dos filmes de terror ruim que vejo nem tenta se levar a sério e fica tosco propositadamente. Freddy vs. Jason, Brinquedo Assassino, Malditas Aranhas!, A Volta dos Mortos-Vivos, todos esses. Outros se levam a sério e são toscos, o que os torna inassistíveis: os primeiros Halloween, por exemplo.

Olhos Famintos 2 tem o tom perfeito. Eu juro que não descobri se o filme é daquele jeito de propósito ou não. História inverossímil, monstro/assassino com um figurino que só pode ser descrito como "tosco e sem noção", cortes nas cenas de sangue que estratagicamente barateiam os efeitos especiais, interpretações dignas de teatro de pré-escola. Há muito tempo eu não via um filme de terror ruim tão bom!

06 de janeiro de 2004, 19:21
Retornando outra vez ao tema autocensura:
Eu pensei em colocar aqui as minhas resoluções de ano-novo, que eu sempre juro que não faço mas sempre faço. Só que não rola. As mais comuns, daquelas promessas que todo mundo faz no início do ano, tipo parar de fumar, por exemplo, eu prefiro mantê-las para mim mesmo. E tem outras que se eu contar para alguém vão começar a me olhar torto. Sei lá. Em todo caso, já é dia 6, passou da hora de começar a cumprir as tais promessas idiotas de ano novo.

05 de janeiro de 2004, 23:35
Eu não costumo sair bem em fotos, mas nessa daqui até que fiquei bem :-)

Também, não é todo dia que eu apareço na mesma foto que alguém que já morou na mitológica cidade de Aurora, Illinois.

05 de janeiro de 2004, 23:26
E a principal missão dessa minha curta temporada na praia não foi cumprida: não consegui eliminar a marca do relógio no meu punho direito. Diminuiu, é verdade, mas quando tiro o relógio ainda surge uma mancha branca que me envergonha bastante.

05 de janeiro de 2004, 23:24
Calendário do futebol em 2004. Autoria deste que aqui escreve. Clica aí logo.

05 de janeiro de 2004, 23:18
Fui hoje ao cinema ver Olhos Famintos 2. E minha entrada na sala foi saudada por um surreal grito de "ONZE!" vindo de uns caras do fundão do cinema. Aparentemente, estavam contando quantas pessoas iam se dignar a ver esse filmaço. Parece que um deles apostou que não seriam mais de 20 pessoas. Perdeu feio, tinha mais de 40 fácil.

04 de janeiro de 2004, 11:33
E me tornei uma das poucas pessoas no mundo (talvez a única) que pode afirmar ter adentrado o novo ano vestindo a camisa do Íbis. Bastante simbólico, isso.

04 de janeiro de 2004, 11:29
Então isso aqui é que é 2004... Até agora parece mais legal que 2003. Vamos ver no que dá.