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BLOG: (Explicação resumida e mastigada) É um site onde o dono do site escreve sobre o que quiser, sobre o que ele tem feito, comenta filmes ou livros, fala de outros sites, fala de tudo um pouco. Tipo um depósito de pensamentos quase sempre desnecessários. Mas no fundo, citando a primeira cena do filme do Homem-Aranha, "this story, like any worth telling, is all about a girl".

29 de abril de 2005, 22:27



"Quando nasci, Papai do Céu apontou pra mim e disse: esse é o cara!"
                                    Romário de Souza Farias

Quando eu crescer, quero ter um ego igual ao dele.

29 de abril de 2005, 10:44
Perceber que se está em um caminho sem saída não é a parte mais chata. O pior é parar, fazer o retorno, respirar fundo, procurar aquele restinho de ânimo que deve estar guardado em algum lugar para percorrer toda a estrada em sentido contrário.

24 de abril de 2005, 23:11
O Show de Bola, o melhor site de futebol do país a contar com a honrosa colaboração deste que aqui escreve, chega a seu sexto Campeonato Brasileiro. Desde 1999 estamos nessa inglória luta (estivemos fora do ar durante o Brasileirão de 2000), e apesar de todas as dificuldades, apesar da escassa mão-de-obra, esperamos, um dia, conseguir ganhar muito dinheiro e muitas mulheres fazendo um site independente de futebol.

E 2005 parece ser a grande arrancada do Show de Bola rumo à glória. Pela primeira vez, o Especial do Campeonato Brasileiro entrou no ar antes que o campeonato começasse. Mais exatamente, 1 hora antes do pontapé incial da primeira rodada. Meio capenga ainda, faltando algumas partes, mas durante as próximas semanas eu vou acertando o que ficou faltando.

21 de abril de 2005, 21:47
Muitas pessoas que vão a churrascos levam os seus CDs. Fica aquele monte de CD em volta do som. E em meio à pilha de CDs sempre tem um CD gravado em casa e não identificado, todo cinza e sem nada escrito, cujo dono colocá-lo-á para tocar quando o churrasco estiver em seus melhores momentos. E será o fim do churrasco. Aconteça o que acontecer, jamais permita que isso aconteça: o CD cinza deve ser eliminado antes que tenha a oportunidade de ser colocado no som. O CD cinza acaba com toda e qualquer diversão. CD cinza não-identificado, o grande mal criado pela popularização dos gravadores domésticos de CD.

20 de abril de 2005, 01:40
Pornografia bizarra. É disso que estão em busca aquelas pessoas que caem aqui no meu blog por acaso. E eles são muitos. Olha esse momento que eu me vi obrigado a imortalizar:

18 de abril de 2005, 17:22
Meio da tarde de segunda-feira, e a Globo News entrevistando uma especialista em vaticanismo a respeito da primeira fumaça preta do tal do Conclave.

Acho que a Globo News tem um armário cheio de especialistas. Se explode uma guerra em Ruanda, eles abrem o armário e pegam um ruandólogo... Se a AOL compra Time-Warner, abrem o armário e pegam lá um analista de macroeconomia... Início do ano letivo, tem lá uma entrevista com uma especialista em ortopedia infantil falando do peso das mochilas escolares...

17 de abril de 2005, 21:18
Não há frustração maior do que a de um zagueiro que, no dia em que estréia suas caneleiras novas, fica no banco de reservas o jogo inteiro. Sensação de vazio absoluto, de que nada vale a pena, de que o mundo não faz sentido.

E tudo o que o zagueiro queria era batizar suas novas caneleiras com o sangue de algum jogador adversário. Deveria ser proibido privar um zagueiro de seu direito sagrado de batizar as caneleiras novas com sangue adversário!

17 de abril de 2005, 21:10
Passei o final da minha tarde de domingo tentando entender o que acontecia em cada um dos dez campeonatos estaduais que terminaram hoje. TV aberta, TV por assinatura, rádios online (incluindo muitas que não funcionam), sites toscões de clubes, sites de notícias de estados longínquos, regulamentos dos campeonatos em arquivos .doc nos sites porcos das federações... A web é uma fonte inesgotável de informação imprecisa e parcial!

E sobre os estaduais, informação rápida, precisa e parcial tem nesse especial que um cara muito bom de serviço fiz pro Show de Bola.

16 de abril de 2005, 12:35
post de 03 de abril do corrente ano
copiar e colar com a data de hoje

15 de abril de 2005, 15:08
Da série "Como conviver bem com Paulo Torres"
Lei número 83: Caso ele esteja dirigindo, ele se considera a única pessoa que tem o direito de xingar outros carros, chamar os motoristas adversários de "Dona Maria", conversar com os sinais de trânsito ou comentar a escolha do itnerário.

12 de abril de 2005, 23:55
Da série "coisas que eu gostaria de ter escrito":

(Sobre uma sugestão de colocar comentários no blog do Cocadaboa)
Se eu quisesse interação maior com o público, faria teatro, e não um site na internet.
Mr. Manson, no Cocadaboa Responde publicado hoje

12 de abril de 2005, 16:41
Praticamente em frente à minha escola de espanhol tem uma lanchonete especializada em sucos, dessas com milhares de sabores de sucos de frutas exóticas e combinações esquisitas. Vez por outra arrisco algum suco diferente (mas sempre com o precavido pedido de "põe bastante açúcar!"), e já até fiz algumas boas descobertas. Mas eu não soube segurar a onda e me arrisquei demais. Sou apenas um principiante nesse ramo, e jamais deveria ter pedido um suco de agrião, hortelã, couve, mel e limão. Ultrapasei os meus limites; me faltou humildade. E sei que em breve sofrerei algum tipo de punição dos deuses da junk food.

11 de abril de 2005, 23:45
Calor infernal, sol de rachar, nem uma brisa leve para refrescar e uma visita técnica meio chata a ser feita em um ponto bastante distante da cidade. Tendo os acessórios certos à mão, isso pode se tornar uma tarde feliz. Os acessórios em pauta: carro com ar-condicionado, toca-fitas e porta-copos; óculos escuros; uma fita do R.E.M.; e um McDonald's no caminho, garantindo assim um McShake na ida e outro na volta.

O porta-copos não é essencial, mas dá uma impressionate sensação de mordomia!

11 de abril de 2005, 01:20
Coisas desconexas:
1. Preciso passar a dormir mais cedo.
2. Uma pequena e insignificante coincidência pode ser surpreendentemente animadora.
3. Odeio viajar a trabalho.
4. Se eu começo a ganhar o jogo, o tempo acaba e a partida é interrompida. E isso não é metáfora, é boliche.

10 de abril de 2005, 12:58
E então me ensinaram a baixar/ler histórias em quadrinhos pela internet... Se antes eu já pouco tempo passava longe desse computador, agora praticamente todas as minhas opções de entretenimento estão aqui.

08 de abril de 2005, 23:31
Um jardim sem flor
triste sorriso vazio --
É noite de sexta.

Isso é o mais próximo que eu consigo chegar de escrever um haikai (ou haiku, ou haicai, aquele poeminha japonês bem curto, vocês entenderam). Se eu tentar trocar a prosa pelos versos alguma outra vez, punições físicas à minha pessoa serão não apenas autorizadas mas também encorajadas.

06 de abril de 2005, 01:53
Filas de bancos e repartições públicas. Inevitáveis, em certos momentos da vida. Muita gente tem pavor delas, eu não. Encaro numa boa, já que ficar resmungando não vai fazer a fila andar mais rápido. Pena que poucos compartilham da minha linha de raciocínio, muita gente tem como passatempo preferido para os longos minutos gastos em uma fila distribur resmungos a todos aqueles que estejam por perto. "É uma vergonha", "aposto que na Europa não tem dessas filas", "esse governo que só quer saber de cobrar taxas", esse tipo de sabedoria popular. É interessante notar que grande parte dos resmungões são também parte daquele grupo de pesssoas que preenche errado o formulário que tem uma lista de instruções à prova de idiotas.

Os não-resmungões tentam se entreter socializando-se com os vizinhos de fila. Normalmente puxa-se assunto com um resmungada educada, um ô fila que não anda ou algo assim. E daí se desenvolve a conversa. No caso de senhoras de idade, o tema preferido é falar da família. Homens adultos tendem a discutir política, futebol, economia, sempre demonstrando ter todas as soluções para todos os problemas do mundo e não aceitando opiniões distintas da sua própria. O típico papo de taxista.

Quando um desses personagens tenta puxar conversa comigo, eu penso em dizer um olha, me desculpe, mas eu não quero discutir nem política nem futebol com você, sei que mesmo que eu tenha razão e bons argumentos não vou conseguir mudar sua opinião a respeito de nada durante os 40 minutos que passaremos lado a lado aqui nessa fila, e tenho a mais absoluta certeza de que te dar atenção só vai servir para me aborrecer e estragar o meu dia, e se eu quisesse participar de uma conversa dessas eu estaria agora em um táxi ou em uma cadeira de barbeiro, mas tudo o que faço é concordar através de balanços de cabeça e murmúrios monossilábicos pouco compreens�veis.

Para evitar tal situação, além da minha tradicional expressão de não-gosto-que-falem-comigo, tenho feito uso de uma arma de alta eficiência: um livro. Mas não se pode tentar ler em uma fila repleta de populares algo que tenha o mínimo risco de se tornar assunto. Ou seja, best-sellers, livros de futebol e biografias. A capa deve ser vaga, obscura, monocromática ou em tons pastéis. O livro não deve ter ilustrações ou fotos coloridas. Se for um xerox, melhor ainda, passa a imagem de qe você está estudando para um prova e não pode perder a concentração. E hoje, dia em que sabia que encararia uma fila longa, demorada e repleta de pseudotaxistas, apelei para a arma mortal: um livro obscuro, de capa vaga, e em idioma estrangeiro. E ainda assim me importunaram! Uma senhora de idade que resmungava sobre a fila e o calor tinha dúvidas sobre o preenchimento do grande formulário que tinha ao final uma extensa lista de instruções intitulada "INSTRUÇÕES PARA PREENCHIMENTO" e pediu para ver o meu formulário, que neste instante estava guardado dentro do envelope apoiado no meu colo, sob o livro que eu lia com expressão de não-gosto-que-falem-comigo. Tudo o que pude fazer foi balançar a cabeça concordando e emitir aguns grunhidos monossilábicos pouco compreensí­veis.

Da próxima vez eu levo um discman.

06 de abril de 2005, 01:41
Terça-feira, Rede TV!, mais ou menos 10:15 da noite. SuperPop no ar. Pode-se dizer mita coisa sobre o estilo de um programa de TV apenas pelo fato de ter uma legenda sensacionalista na parte de baixo da tela. E a legenda da vez era: "Modelo coloca piercing no mamilo ao vivo". E lá estavam TODOS os elementos que um programa de TV tosco pode ter, JUNTOS: a legenda sensacionalista, a modelo sem camisa, o cara fazendo o furo na modelo sem camisa, a Luciana Gimenez perguntando por que não estava sangrando, o Sérgio Mallandro falando qualquer coisa no fundo e Festa no Apê como trilha sonora.

Nem eu conseguiria bolar um programa desses. Aliás, nem assistir eu consegui, voltei logo pra MTV porque ia começar a luta do Ozzy contra o Rob Zombie no Celebrity Deathmatch.

03 de abril de 2005, 11:33
Se um dia alguém construir um Museu do Tédio, vão exibir lá um vídeo desse meu final de semana. Se a visitação do museu for boa, talvez até animem de lançar em DVD. Já estou até imaginando o que vou dizer na faixa de comentários: "Esse foi o momento de maior tensão do sábado: o celular tocou! Mas era engano, e a cobrar ainda por cima!", ou então "Sempre organizo minha coleção de latinhas de refrigerante por marcas: Coca-Cola à direita, AmBev e Pepsi à esquerda; essa latinha da Itu-Cola é hoje uma raridade, o refrigerante mudou de nome para Schin Cola.".