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BLOG: (Explicação resumida e mastigada) É um site onde o dono do site escreve sobre o que quiser, sobre o que ele tem feito, comenta filmes ou livros, fala de outros sites, fala de tudo um pouco. Tipo um depósito de pensamentos quase sempre desnecessários. Mas no fundo, citando a primeira cena do filme do Homem-Aranha, "this story, like any worth telling, is all about a girl".
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30 de junho de 2005, 15:59
Na tarde de ontem, Brasil 4x1 Argentina, pela final da Copa das Confederações. (E não importa se vale alguma coisa... Brasil x Argentina é sempre Brasil x Argentina!) Consegui ver os quatro gols do Brasil cada um em um lugar diferente:
11' do primeiro tempo - Adriano, Brasil 1x0 - Paulo sentado em seu computador, trabalhando, e antes mesmo que o Livescore.com registrasse o gol o pessoal do escritório veio chamar pra ver o gol na TV sem antena e cheia de chiado que tem na recepção.
16' do primeiro tempo - Kaká, Brasil 2x0 - Paulo em pé na recepção, vendo o jogo na TV sem antena e cheia de chiado enquanto deveria estar trabalhando. Meu chefe estava lá também.
2' do segundo tempo - Ronaldinho, Brasil 3x0 - Paulo sozinho dentro do carro, escutando a Itatiaia, teve a felicidade de passar em frente a um bar que tinha uma TV de frente para a rua. Alguns outros motoristas não compreenderam a necessidade que aquele Uno tinha de ficar parado esperando o replay do gol enquanto o sinal estava verde.
18' do segundo tempo - Adriano, Brasil 4x0 - Paulo via o jogo na sala de recreação do Minas I, enquanto aguardando o início de sua aula de natação. Também no recinto, um pequeno batalhão de gente desocupada cuja idade variava de 6 a 15 anos.
E dia 4 de setembro, Paulo estará nas arquibancadas do Estádio Mané Garrincha, em Brasília, assistindo Brasil x Chile pelas Eliminatórias da Copa de 2006.
30 de junho de 2005, 02:29
O desktop do meu computador lá no trabalho:
Acho que minha vontade de sair de férias aumentou muito depois que adotei esse plano de fundo aí...
28 de junho de 2005, 10:04
Mais uma forte concorrente ao título "nome de música mais legal de todos os tempos": O Mundo, Nathalia e a Lasanha, do disco novo do Carbona.
26 de junho de 2005, 19:54
Eu sou brasileiro e não desisto nunca! Mais do que isso, sou atleticano e não desisto nunca! Um computador idiota passou os últimos 15 dias rindo da minha cara, criando problemas aparentemente insolúveis e se comportando como uma criança mimada. Mas eu conseguirei domesticá-lo, nem que eu tenha que acender uma vela de sete dias e esquartejar uma galinha preta numa encruzilhada na porta da casa do Bill Gates.
24 de junho de 2005, 20:07
Quando eu crescer, eu quero ser igual esses caras do Jogos Perdidos. Olha só:
"No domingo segui para o Vale do Paraíba para ver o XV de Jaú tentar conseguir o acesso à Série A2. Esse jogo foi muito especial para mim, pois ao assistir o XV em campo, consegui ver todos os 19 participantes da Série A3. Do mesmo modo que eu já havia completado todos os da Série A2 (20). Agora só falta completar os 39 times da Segunda Divisão. Até o momento vi 27 e vou perseguir os 12 restantes."
Depois que comecei a ler esse blog, passei a compreender que aquela sensação de vazio interior que sinto quando eu fico uma semana inteira sem ir a um estádio ver um jogo de futebol profissional é perfeitamente normal.
23 de junho de 2005, 01:17
Já comentei aqui do meu novo celular, mas não falei dos toques polifônicos dele. Com um simples cabo de conexão ao computador, posso jogar arquivos midi no telefone. E já passei algumas divertidas horas escolhendo os meus novos ringtones. Agora quando me telefonam, eu escuto a versão elevador de uma dessas músicas:
- Jump, do Van Halen
- Itsy Bitsy Teenie Weenie Yellow Polkadot Bikini
- Hawaii 5-0, dos Ventures
- Rebelde Sem Causa, do Ultraje a Rigor
- I'm a Believer, dos The Monkees
- Você Vai Lembrar de Mim, do Nenhum de Nós
- Walk This Way, clássico do Aerosmith
- As Time Goes By, tema de Casablanca
E ainda tem espaço para mais. É a tecnologia a serviço da falta do que fazer!
21 de junho de 2005, 23:41
De vez em quando o senso de responsabilidade vem com toda a força. E muitas vezes em sentido contrário à possibilidade de diversão. Tipo um Airbus e um urubu em sentidos opostos. A responsabilidade dá uma balançadinha, mas segue seu rumo; o urubu é sugado pela turbina e vira um monte de poeira indefinida.
20 de junho de 2005, 02:05
Um time em penúltimo lugar no Campeonato Brasileiro, vindo de uma seqüência de sete jogos sem vitória, jogo às 18h10 de sábado, e 37.500 malucos vão ao Mineirão assim mesmo, quase o dobro do segundo maior público do campeonato até aqui. O motivo? O retorno de Marques.
Marques Batista de Abreu, o 14o. maior artilheiro da história do Clube Atlético Mineiro, um daqueles raros jogadores que a cada jogo tentam fazer o melhor, seja uma final de Copa do Mundo ou um amistoso contra o Perilima, um dos últimos jogadores do futebol brasileiro capazes de desequilibrar uma partida, o terros dos laterais-direitos, Marques reestreou nesse sábado com a camisa do Atlético. Não com a sua camisa 9 tradicional, mas com a 17. Começou no banco, entrou aos 33 minutos do primeiro tempo, marcou dois gols e foi o melhor jogador em campo. Ainda assim, o São Caetano venceu por 3x2. Mas ver o Marques jogando como naqueles seis anos em que ele carregou nas costas o time atleticano trouxe esperanças de dias melhores.
Foto tirada com o meu novo e pós-moderno telefone móvel: a torcida gritando Olê, Marques, olê, Marques no intervalo, depois do primeiro gol no seu retorno ao Atlético, o 116o. com a camisa alvinegra. Detalhe para o meu dedo aparecendo na parte inferior da foto.
18 de junho de 2005, 21:22
Finais de semana são supervalorizados pela sociedade.
16 de junho de 2005, 21:20
500 quilômetros dirigindo Minas Gerais adentro, viajando a trabalho, sozinho, tem tudo para ser o inferno na Terra. Mas quando o percurso inclui visões como essas aí embaixo, eu chego em casa todo quebrado, cansado, como não poderia deixar de ser, e ainda assim sorrindo.
Da esquerda para a direita: 1) Museu da Inconfidência e estátua do Tiradentes, na praça Tiradentes, em Ouro Preto; 2) fachada da Igreja de São Francisco, em São João Del Rei; 3) Igreja Matriz de Tiradentes (a cidade, não o inconfidente).
A foto do meio eu tirei com o meu novo e pós-moderno telefone celular. As outras duas são graças concedidas pelo São Google.
E tem um quadro com uma foto da Igreja de São Francisco na sala de jantar da casa da minha avó, uma sanjoanense que mora em Goiânia, e só hoje fui conhecer a tal igreja. Só isso já valeu o dia, o resto veio de lucro.
15 de junho de 2005, 22:12
Então "bamboocha" significa "comer a vida com uma colher grande"... Gostei desse conceito!
15 de junho de 2005, 21:27
Da série: Discos que mudaram a minha vida
Lá pelos meus 16 ou 17 anos, o meu gosto musical ainda estava em processo tardio de consolidação. Minhas bandas preferidas eram basicamente as mesmas de hoje - R.E.M., Ultraje a Rigor, Nirvana - mas de todos aqueles 40 anos de rock'n'roll que não era mostrados nas tardes da MTV eu conhecia muito pouca coisa.
Um parágrafo explicativo se faz necessário: em meados dos anos 90, a MTV ainda era uma emissora de videoclipes, sem cicarellices, sem joões gordos/marcos mions e seus egos enormes, sem programas de entrevistas, sem plágios tardios do Sílvio Santos.
Em 1994 foi feito um filme sobre os primórdios dos Beatles, sobre a fase pré-Ringo, quando os futuros fab four tocavam covers de rock americano em boates de terceira linha em Hamburgo. Antes de ver o filme, vi os clipes de Money e Please Mr. Postman, músicas que a Backbeat Band gravou para a trilha sonora. Regravações de músicas dos The Beatles. Na época, eu ainda não sabia que essas não eram músicas compostas pelos Beatles, apenas versões que eles haviam gravado de cantores americanos mais ou menos obscuros.
E a tal Backbeat Band era na verdade uma superbanda com grandes nomes do rock-alternativo-MTV da época: Mike Mills, baixista do R.E.M., David Grohl, baterista do Nirvana, Thurston Moore, guitarra do Sonic Youth, J. Mascis, guitarra do Dinosaur Jr., Dave Pirner, guitarra/vocal do Soul Asylum, Greg Dulli, vocal do Afghan Whigs, e Don Fleming, guitarista do Gumball. Essa galera toda gravou 12 clássicos do rock'n'roll dos anos 50 e 60, músicas que os The Beatles também gravaram ou tocavam nos shows do início de carreira.
Gostei tanto das duas músicas que conhecia que troquei um vale-CD que ganhei de aniversário por esse disco. Cheguei em casa, coloquei o cdzinho no som, "Doze músicas em 27 minutos! Legal!!!" Algumas das músicas dos disco eu já conhecia - meses antes tinha comprado numa liquidação um cd chamado "Giants of Rock'n'Roll", que tinha músicas de Chuck Berry, Little Richard, Jerry Lee Lewis e Bill Haley. Outras, como C'Mon Everybody, soavam como se eu há as houvesse escutado antes.
Escutei a trilha de Backbeat - Os Cinco Garotos de Liverpool inúmeras vezes. E como nerd dedicado que sou, fui aos poucos buscando informações sobre aquelas músicas. Minha então pequena coleção de CD's foi crescendo rumo aos anos 50, ganhando integrantes como Bo Diddley, Eddie Cochran, Larry Williams. Fui conhecendo algumas histórias legais (uma delas: Paul, um garoto de 14 anos, entrou para os The Quarrymen porque sabia tocar Twenty Flight Rock, e isso impressionou John, outro garoto de 14 anos), e descobrindo que mais gente de quem eu já gostava também era fã desses caras que eu só conhecia dos filmes A Fera do Rock e La Bamba, por exemplo, João Penca & Seus Miquinhos Amestrados, que faziam versões avacalhadas de algumas dessas músicas, o Ultraje, que muito antes que fosse moda, gravou um disco de covers em 1989, com muita coisa desses caras, e os eternos Ramones.
Se hoje eu sou um grande fã do rock'n'roll clássico, de Elvis, Chuck Berry e seus contemporâneos, devo tudo isso a esse disco de doze faixas em apenas 27 minutos.
13 de junho de 2005, 10:06
Eu sou bom em animar pessoas que estão meio tristes. Inclusive aquelas que insistem em dizer que não querem ser animadas.
10 de junho de 2005, 22:41
Acontece com todo mundo, pelo menos é o que me dizem. Tudo o que você quer é estar com uma certa menina, passar um tempo ao lado dela; você passa semanas sem pensar em outra coisa que não aqueles olhos misteriosamente encantadores, você planeja cuidadosamente tudo o que farão juntos, você sonha acordado. E nem imagina que a outra metade da equação pode não pensar o mesmo em relação a você. Eis o ponto crucial que divide sonho e realidade.
Recentemente tive mais uma série de sonhos ser reduzida a pó, só que dessa vez, meu algoz não foi uma menina com sorriso bonito e coração de pedra: foi um país. E nunca antes a minha companhia havia sido dispensada de modo tão franco e direto. Acho até que as meninas de sorrisos bonitos e corações de pedra podiam aprender alguma coisa com os diplomatas desses países, afinal, "O senhor não se qualifica para obter um visto de entrada em nosso país" é bem mais sincero do que todos aqueles "Minha sobrinha me convidou em cima da hora para a festa de aniversário dela" e "Preciso ficar em casa tomando conta do cachorro".
9 de junho de 2005, 13:28
Ontem o meu corpo, já tantas vezes possuído pelos espíritos malignos do McDonald's, voltou a receber o exu-caveira do Dunkin' Donuts depois de um longo intervalo. E de quebra ainda foi apresentado aos demônios do Burger King. Isso tudo entre o final da tarde e o início do jogo da seleção. No almoço, foi consumido um saudável balde de pipoca com cobertura de manteiga do Cinemark. Hoje, infelizmente, já estou de volta à minha alimentação normal.
6 de junho de 2005, 22:09
Existe uma pequena parte do meu cérebro que proclamou sua independência e resolveu funcionar como uma espécie de ombudsman da outra parte. E esta parte amotinada é consideravelmente mais veloz do que a parte que ainda procura me ajudar. Tipo assim, antes que os neurônios fiéis ao meu comando consigam processar qualquer tipo de reação a um fato novo, os neurônios rebeldes já estão antecipando qual será esta reação: "Olha só, vai ficar todo vermelho, encabulado! Eu já sabia!", ou então "Fala alguma coisa, seu idiota, ou pelo menos faça uma expressão que não essa cara de surpreso-desconcertado."
6 de junho de 2005, 17:25
Hoje é segunda-feira e - nem eu mesmo acredito - eu não estou ansioso pela chegada do próximo final de semana. Estou bem disposto para a trabalhar, para implantar executar alguns dos muito projetos inacabados do Show de Bola, e isso não é muito comum.
Faz muito tempo que eu não começava uma nova semana com esse ânimo. Deve ter a ver com o ótimo jogo da seleção ontem. Ou colocaram alguma coisa na minha Coca-Cola, sei lá.
3 de junho de 2005, 14:53
Ontem tive o meu dia de rockstar. Infelizmente, não fui perseguido por tietes alucinadas. E felizmente, não promovi nenhuma quebradeira em quarto de hotel. Mas acordei cedo, entrei num ônibus, encarei cinco horas de estrada esburacada, fiz o meu trabalho em menos de duas horas, entrei no ônibus de volta, passei por outras cinco horas de estrada e voltei para casa.
Em minha próxima viagem a trabalho vou exigir 500 toalhas brancas no meu camarim.
2 de junho de 2005, 11:21
Até cidades históricas "patrimônio cultural da humanidade" têm cybercafés. Legal isso. Bem mais divertido para matar o tempo do que fazer visitas a igrejinhas. Não que eu não goste de igrejinhas de duzentos e tantos anos de idade, mas é meio esquisito ser a ÚNICA pessoa na cidade a estar passeando por igrejinhas numa manhã de quinta-feira.
1o. de junho de 2005, 01:17
Sexta-feira próxima estréia O Guia do Mochileiro das Galáxias, filme baseado no clássico livro (também já foi série de TV e de rádio) do inglês Douglas Adams, certamente uma das coisas mais engraçadas que eu já li. E para a estréia do filme - que só devo conseguir assistir no sábado, não na sexta-feira - vou aderir à Campanha da Toalha. Ou seja, levarei uma toalha ao cinema. Acreditem, isso faz sentido.
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