28 de fevereiro de 2006, 19:11
Um filme que conta com Steve Martin e Kevin Kline tem um potencial fantástico. Mas para fazer aquilo que eles, e mais o Jean Reno, fizeram nessa nova versão de A Pantera Cor-de-Rosa, ficaria mais barato ter contratado, respectivamente, Didi Mocó, Sargento Pincel e Dedé Santana.
27 de fevereiro de 2006, 18:25
"Quando a oportunidade bate à porta, algumas pessoas estão no quintal procurando trevos de 4 folhas."
George Bernard Shaw
20 de fevereiro de 2006, 22:54
Existem filmes que são impossíveis de se descrever. E existem pessoas que são pagas para descrever filmes e que perdem a linha completamente quando se deparam com um filme que não se enquadre em seus padrões estético-culturais.
Voltando ao princípio da história: Ontem aluguei um filme que, pelo título - Miss CastAway no original, traduzido para Missão Quase Impossível, pela capa e pela sinopse (veja aqui), tinha potencial para ser um dos piores filmes de todos os tempos. Mas corria o risco de ser engraçado. Minhas expectativas se confirmaram, o filme é não apenas ruim, ele é ruim de uma forma épica, é péssimo, horrível, lamentável, os atores terão vergonha em admitir que um dia participaram disso, quem deixou que esse filme fosse produzido deve ter perdido uma aposta. E mesmo assim é engraçado.
Depois de assistí-lo, vim à internet buscar referências sobre tal obra-prima. E encontrei críticas completamente emocionais, carregadas de paixão, raiva e remorso. Selecionei alguns trechos:
* "Nos mais de dois anos que passei escrevendo críticas de DVDs para o washingtonpost.com, certamente recebi minha cota de box-sets ruins e filmes intragáveis. As duas primeiras temporadas de "Punky, a Levada da Breca". Inúmeros filmes baseados-em-fatos-reais. Praticamente qualquer filme estrelado por Vin Diesel. Mas nada me preparou para este DVD que ultrapassa as fronteiras do bizarro."
Jen Chaney - washingtonpost.com
* "Quando eu digo que está entre os piores dos piores, esse é o meu jeito de advertí-los para não apenas evitar alugá-lo, mas também, caso você aviste o DVD em sua locadora local, afaste-se bem dele, só pro precaução."
David Cornelius - hollywoodbitchslap.com
* "Se eu tivesse dirigido esse "filme", consideraria isso como uma motivação legítima para o suicídio."
Oren Goldschmidt - imdb.com
* "Faz toda a série "Ernest Faz Alguma Coisa" se parecer com as obras completas de Oscar Wilde."
* "É como um "2000.1- Um Maluco Perdido no Espaço" ruim."
* "Filmes assim fazem com você se envergonhar, e temer que quando os primeiros alienígenas chegarem ao nosso planeta... este seja o primeiro filme que eles assistam."
* "Faz com que você deseje que seja necessária uma licença (e um exame psiquiátrico) para que uma pessoa possa dirigir um filme."
Scott Weinberg - DVDtalk.com
E como eu descreveria o filme? Hmm... Lembra dos meados dos anos 90, quando os films-paródia eram moda, toda semana tinha um novo sub-Top Gang! na TV a cabo e/ou na locadora? Gemas raras como Máquina Quase Mortífera 1, A Repossuída, Duro de Espiar, O Foragido... Esse filme eleva à quarta potência a falta de noção do roteiro a quantidade de piadas, e conta com efeitos especiais aparentemente produzidos pela mesma equipe daquele seriado "O Elo Perdido".
17 de fevereiro de 2006, 01:01
Essa carta escrita pelo comediante Rowan Atkinson ao The Times em outubro de 2001, a respeito de uma lei que poderia ser usada como base para a censura de piadas com motivos religiosos e estava por ser votada no parlamento britânico, se mantém uma letura atual com esse alvoroço em torno das tais charges ditas ofensivas a Maomé.
Esclarecimentos necessários: a tal lei foi vetada no Parlamento Britânico; eu, como ex-humorista amador, concordo 100% com o texto citado; e Rowan Atkinson é ele mesmo, o primeiro e único Mr. Bean.
16 de fevereiro de 2006, 08:43
Planejamento turístico-financeiro, aula inicial:
F = t^2/(T+1) * (D/$$) * k
F = dificuldade em se planejar uma viagem
t = tempo de duração da viagem
T = tempo passado no local de destino em ocasiões anteriores
D = distância média do(s) destino(s)
$$ = (quantidade de dinheiro disponível) / (previsão inicial de gastos)
k = fator de imprevisibilidade dos eventos
13 de fevereiro de 2006, 21:31
Hoje um papagaio entrou pela janela aqui de casa. Está meio machucado, e aparentemente, tem dono, mas ainda não consegumos localizá-lo.
Não me assustarei se nos próximos dias entrarem pela janela aqui de casa um português, um judeu, o papa, um seringueiro e um cachorro chamado Nabunda.
(Na verdade parece mais ser uma maritaca, não um papagaio, mas isso tiraria o sentido da piada.)
11 de fevereiro de 2006, 20:05
E, como diz o velho provérbio, tudo na vida tem um lado bom, exceto LP do Wando. Até mesmo tomar um cano financeiro/cultural pode render uma boa história e uma inédita experiência no papel de "consumidor indignado lutando na justiça por seus direitos".
11 de fevereiro de 2006, 19:58
Johnny & June é um filme que me deu vontade de assistí-lo imediatamente outra vez. Não sei o quanto o fator "eu adoro todas as musicas do Johnny Cash" influenciou isso, mas há muito tempo eu não gostava tanto de um filme.
9 de fevereiro de 2006, 01:41
Na última tarde foi divulgada a tabela da Série A do Campeonato Brasileiro deste ano. Abri a página e passei uns trinta segundos procurando pelo jogo de estréia do Galo, até que eu me lembrei que as coisas não são mais como antes...
Acho que essa ficha não caiu ainda.
7 de fevereiro de 2006, 08:50
Não sei se mais alguém percebeu isso, mas o indicado ao Oscar Munique, de Steven Spielberg, tem uma determinada cena que é incrivelmente semelhante a um dos melhores momentos de A Vida de Brian, clássico supremo do Monty Python.
Espero que eu não tenha rido muito alto, porque no filme do Spielberg tal cena acontece em um momento deveras tenso da trama.
3 de fevereiro de 2006, 21:16
A primeira vez que ouvi falar sobre Buddy Holly foi quando assisti La Bamba pela primeira vez, lá por 1991. Não dei muita importância, afinal, ele era só um dos outros caras que estavam no mesmo avião do Ritchie Valens naquela madrugada fria de 1959 em Clear Lake, Iowa.
Eu já havia aprendido a gostar do rock dos anos 50 quando, no final de 1995, foi lançado o primeiro volume do Anthology, dos The Beatles. That'll Be The Day era a faixa 3 do disco 1, uma das primeiras músicas gravadas pela banda ainda denominada The Quarrymen. "Ei, esse cara é aquele que tava no avião do Ritchie Valens. Ouvi dizer que ele era o mais famoso dos três." E pouco depois disso, a TNT passou - repetidas e incansáveis vezes - o filme The Buddy Holly Story, que foi onde tive meu primeiro contato com muitas das músicas dele - e tiver refrões grudados na cabeça por semanas, "maybe baby, I'll have you, maybe baby, you'll be true...".
Teve também a música do Weezer. Que cronologicamente não tenho certeza de onde se encaixa, mas sei que da primeira vez que assisti esse clipe, numa tarde daquela era de ouro na qual a MTV ainda passava videoclipes, eu já tinha o personagem-título como ídolo, mas só conhecia algumas poucas músicas.
Depois, minha capacidade de adquirir infoirmações foi aumentando exponencialmente (novos canais de musica na TV a cabo, paridade dólar-real, internet, pirataria de músicas na internet...), e vim a descobrir que em 1970 Don McLean compôs American Pie em homenagem a Buddy, Ritchie e J.P., os três célebres passageiros daquele avião de Clear Lake; que ele teve várias de seus hits regravados por gente como os The Beatles (Words of Love) e os Rolling Stones (Not Fade Away); que ele junto com os seus Crickets gravaram músicas de alguns de seus ídolos, como Brown-Eyed Handsome Man do Chuck Berry e Baby I Don't Care (You're So Square), famosa na voz de Sua Majestade Elvis Presley e composta por Lieber & Stoller (dupla que era uma espécie de Sullivan & Massadas do bem); que uma de suas melhores músicas foi usada para dar título a Peggy Sue Got Married - no Brasil, "Peggy Sue, Seu Passado a Espera", um filme bem legal do Francis Ford Coppola; e, finalmente, que até hoje ninguém entendeu quem ou o que são The Father, Son, and the Holy Ghost na letra de American Pie.
Já nem sei mais onde eu queria chegar com esse texto. Sei que resolvi escrevê-lo porque ontem escutava uma fita do Buddy Holly no carro e me lembrei que hoje se completariam 46 anos passados desde o dia em que a música morreu, o dia em que Buddy Holly, Ritchie Valens e The Big Bopper faleceram em um acidente aéreo.
3 de fevereiro de 2006, 10:18
Sabe aquela história de "o mundo não é justo"? Não é sempre que é assim.