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31 de julho de 2006, 21:28
Estou com medo de entrar no meu próprio quarto. Enquanto estive viajando, meus pais resolveram pintar a casa. E daí foi necessário desmontar as prateleiras e retirar delas todos os livros, CDs, DVDs, revistas, roupas sujas, pilhas velhas e fatias seminovas de pizza que ocupavam todos os espaços possíveis do quarto. Tudo foi empilhado sobre a escrivaninha e sobre a cama, e coberto por panos enquanto o quarto era pintado. Do alto de minha sabedoria, pedi para que tudo isso não fosse recolocado no lugar, que eu mesmo o faria tão logo retornasse.

O fim da história era previsível: não só eu não fui capaz de colocar tudo no lugar mas também sinto que aquelas montanhas de tralhas podem a qualquer momento me tragar para as profundezas. Não é um medo injustificado, a situação é realmente crítica. Talvez eu devesse escrever MONTANHAS DE TRALHAS em maiúsculas, para dar uma idéia mais real da situação. Ou talvez em maiúsculas e aumentando a fonte: MONTANHAS DE TRALHAS. Ou citar alguns dos itens que se fazem visíveis no topo dessa cordilheira de porcarias acumuladas, como a caixa de um celular Ericsson KF788 - um telefone celular que era bacana em sua época porque "cabia até no bolso"; um exemplar de uma revista SuperInteressante cuja capa NÃO cita Código de Da Vinci, nem nenhum evangelho apócrifo e nem maconha; uma fita cassete (original) do Jesus Jones (lembram, right here right no-ooow, there's no other place I wanna be-eee?!); e um porta-retrato com uma foto minha carregando minha prima recém-nascida no colo, prima essa já tem (acho que) sete anos e já passou da fase de assistir alguns dos programas do Disney Channel que eu até hoje acho legais.

Agora toda vez que entro no meu quarto eu pego um rolo de barbante e amarro uma ponta na minha cintura e a outra na maçaneta da porta - pelo lado de fora, só pra garantir.

27 de julho de 2006, 14:31
Estamos na era da informação instantânea, da comunicação sem atraso, da mídias de alcance mundial, mas só ontem eu fui descobrir uma informação essencial datada de 2002: O Boxcar Racer, banda de musica de trilha sonora de filme adolescente americano, era um projeto paralelo do Tom DeLonge, do Blink-182. E devo ter visto o clipe de There Is - maior e único sucesso da banda - umas 200 vezes, e acho que cheguei a comentar que "o vocal lembra o Blink, e esse cara até parece com o cara do Blink".

E ao que consta, o Blink acabou por causa desse projeto paralelo aí, o Mark Hoppus - o outro vocalista do Blink - teria ficado com ciúmes, e o Tom DeLonge queria fazer musicas mais sérias... Dessas musicas mais sérias deve ter surgido aquele último álbum da banda, bem sem graça... Pelo menos ficaram os clipes engraçados e as músicas divertidas para a posteridade.

26 de julho de 2006, 15:44
Então temos oito candidatos à Presidência de República em 2006. É pouco, mas pelo menos é bem mais legal do que em 2002, quando eram apenas seis candidatos, quatro deles razoavelmente conhecidos e só dois nanico-folclóricos, ambos de extrema esquerda e se levando demasiadamente a sério. Jamais voltaremos a ter outro pleito tão sensacional quanto o de 1989, quando vinte e dois candidatos queriam tomar conta do Brasil. Os debates na TV eram sensacionais, todo mundo querendo falar ao mesmo tempo. E tinham que ser realizados em dois dias consecutivos, divididos em dois grupos, o primeiro com os portadores de um mínimo de dignidade política e capacidade de falar em público, o segundo com onze malucos/desconhecidos/gabeiras que na maioria tinham exíguos quinze segundos no horário eleitoral diário para darem o seu recado.

Eleições para presidente deveriam ser abertas a qualquer louco que quisesse comandar essa bagunça e virar personagem do Casseta & Planeta. Nos EUA é assim, e gente como Larry Flynt (dono da revista pornô Hustler) e Jello Biafra (vocalista do Dead Kennedys) já se candidataram ao governo da Califórnia. Seria uma garantia de diversão. E a urna eletrônica deveria tocar o jingle de cada candidato, além de mostrar sua foto...

Antes que eu me alongue desnecessariamente (como se necessário fosse um termo aplicável a alguma coisa que eu escrevo...), aqui está a lista dos 22 de 89 que São Google achou para mim aqui - num texto com alguns erros factuais, mas bacana. Olha aí:

CANDIDATOS A PRESIDENTE EM 1989
Fernando Collor - PRN/PST/PSL
Lula - PT/PSB/PCdoB
Leonel Brizola - PDT
Mário Covas - PSDB
Paulo Maluf - PDS
Guilherme Afif - PL/PDC
Ulysses Guimarães - PMDB
Roberto Freire - PCB
Aureliano Chaves - PFL
Ronaldo Caiado - PSD/PDN
Affonso Camargo - PTB
Enéas Carneiro - PRONA
Marronzinho - PSP
Paulo Gontijo - PP
Zamir - PCN
Lívia Maria - PN
Eudes Mattar - PLP
Fernando Gabeira - PV
Celso Brandt - PMN
Antônio Pedreira - PPB
Manoel Horta - PDC do B
Armando Correa (depois Sílvio Santos, depois impugnado) - PMB

Se alguém tiver aí os números de cada um e/ou a ordem deles na cédula de votação, meu e-mail tá em algum lugar daquela coluna ali à direita. E a lista está na ordem da classificação final: Collor foi campeão; Lula, Brizola e Covas se classificaram para a Libertadores; Brandt, Pedreira, Horta e Corrêa foram rebaixados para a segunda divisão.

25 de julho de 2006, 23:56
Existem frases que valem uma citação com direito a aplausos:

"O segredo da originalidade é não lembrar direito onde foi que você já leu aquilo."
              Arnaldo Branco, cartunista

23 de julho de 2006, 13:21
Domingo, uma e vinte da tarde, o tédio reina, nada na TV, meu time não joga hoje, meu quarto precisa ser arrumado mas não o farei hoje, vou almoçar sozinho, e não faço a menor idéia do que fazer com o resto do meu domingo.

É bom saber que depois de um mês e meio fora, alguns elementos fundamentais do meu modo de vida continuam em seus devidos lugares!

19 de julho de 2006, 11:23, BH
Sweet home Alabama
Where the skies are so blue
Sweet home Alabama
Lord, I'm back home to you

17 de julho de 2006, 19:34, Paris
E então minha aventura européia termina hoje. Uma pena, me diverti bastante nesses quarenta dias por aqui. Apesar das conexões ferroviárias perdidas, dos desencontros, dos princípios básicos de higiene que tive que ignorar em alguns dias, dos hotéis que ao contrário do anunciado não ficam "próximos ao centro da cidade" e da maldita Vanilla Coke que me deixou viciado nela lá na Alemanha (e não existe aqui na Franca) - ou talvez por causa de tudo isso - foram dias memoráveis. Agora é imprimir as fotos, contar as histórias, planejar as próximas jornadas e batalhar pelo lançamento da Vanilla Coke no Brasil!

11 de julho de 2006, 12:04, Berlim
Modéstia à parte, gostei muito do meu próprio texto lá no Show de Bola, sobre a final da Copa. Acho que até vale por uma folga de uma semana... (Depois do texto da seleção da Copa, que não pode atrasar muito senão perde o sentido...)

10 de julho de 2006, 23:14, Berlim
Existem pessoas que não são capazes de tirar uma foto para mim que seja ao menos tão boa quanto uma foto que eu tiro de mim mesmo no bom e velho "estica o braço o máximo que consegue, clica e se não ficar bom tenta de novo". Essas pessoas deveriam ser proibidas de freqüentar todo e qualquer ponto turístico.

10 de julho de 2006, 23:08, Berlim


Foi sensacional! Que venha 2010!

07 de julho de 2006, 01:40, Munique
Hoje, dia de folga, havia me planejado para visitar museus, igrejas velhas e lugares do tipo "o Rei da Prússia fez um discurso aqui". No caminho, achei um complexo de piscinas, onde por uma módica quantia eu poderia entrar e me juntar à turma que estava brincando de pular do trampolim de 3 metros.

Um dia eu ainda volto aqui e vejo esses museus e igrejas velhas.