29 de setembro de 2006, 08:28
Grounded For Life, seriado divertido da Fox. Cena daquele episódio em que a Lily (a filha adolescente) está com vergonha de admitir na escola que está namorando o Brad, seu vizinho, que é um nerd grau 4 - ou seja, presidente do Clube da Matemática, membro dos Ciencionautas e orgulhoso disso. Então Sean (o pai da Lily) tenta ensinar o Brad a se tornar um pouco mais, tipo, apresentável. Diálogo:
- Você tem que jogar fora essa Enterprise.
- Não é a Enterprise. É a USS Excelsior.
- Lixo. (Joga a nave pela janela.) E precisa se livrar dessas camisetas também. "Inspetor federal de biquínis"... "10 razões pelas quais trigonometria é melhor do que mulheres"...
- Não! Pessoas me param na rua paa ler essas camisetas!
- Alguma dessas pessoas era uma garota?
- ...
E Sean joga as camisetas pela janela.
Eu deveria ter assistido esse episódio quando eu tinha meus 16 anos. Sério.
27 de setembro de 2006, 17:30
"Senhoras e senhores, e especialmente crianças. Estou feliz que estejam aqui para testemunhar aquilo que pode ser a minha morte horrível. Esta noite, desafiarei ao mesmo tempo natureza e gravidade ao saltar de motocicleta este tanque de água, que contém tubarões brancos, mortais enguias elétricas, piranhas sul-americanas, crocodilos assassinos e, o mais assustador de todos, o rei das selvas, um leão feroz! (Um guindaste desce uma jaula sobre o tanque; a jaula é aberta e o leão cai no tanque.) Ah, quase me esqueci: para adicionar um elemento real de perigo, uma gota de sangue humano! (Fura o próprio dedo com um alfinete e deixa o sangue pingar no tanque, que começa a efervescer, com nadadeiras e garras saindo para fora da água.)
As palavras não são exatamente essas, eu peguei o texto em inglês e tentei traduzir do jeito que mais se aproximasse daquele lembrado pela minha memória, que não é lá uma Brastemp. Mas esse discurso do Destemido Lance Murdock - uma espécie de Evil Knievel ainda mais tosco - dá início àquela que provavelmente é a cena mais engraçada de todos os mais de 350 episódios de Os Simpsons já produzidos até hoje. Já assisti a essa cena mais de 150 vezes, sem exagero, e não me canso dela. Rio novamente a cada vez que a vejo. Humor que não perece com o tempo nem com a repetição excessiva é extremamente raro e precioso.
25 de setembro de 2006, 01:02
Três atividades que há algum tempo eu não praticava e neste final de semana tive a oportunidade de fazê-las:
1. Esquema farofa na arquibancada de um evento esportivo de grande porte.
2. Apelar para o Sundown pós-sol depois que a minha pele assumiu uma coloração vermelho-crustáceo.
3. Brincar de massinha :)
22 de setembro de 2006, 14:21
Lição de moral do dia: Não monte uma escala de compromissos baseando-se em eventos que podem ser adiados pela chuva.
20 de setembro de 2006, 17:04
Copa Davis de Tênis, Brasil x Suécia, neste final de semana; Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, no fim de outubro; show de lançamento do disco novo do Skank, dia 8 de outubro; e todos os jogos do Galo em casa até junho de 2007 (seja na divisão que for). Ingressos para isso tudo já estão devidamente comprados. Gosto disso, planejar com antecedência as coisas legais que vou fazer. E além disso, ainda ganhei cortesias pra um filminho de terror que não deve permanecer em cartaz por muito tempo.
O único problema disso é que na hora, quando estou lá no estádio/cinema/ginásio, nem lembro do dinheiro gasto no ingresso e me dou ao direito de cometer alguns abusos econômicos, tipo pagar 13 reais num combo de pipoca tamanho superultra + um litro de refrigerante. Bom, não conheço até agora causa mais justa para torrar dinheiro do que o meu próprio divertimento, então tá valendo.
17 de setembro de 2006, 13:22
Então você está se aproximando de seu 71o. aniversário, olha para trás e vê: meia dúzia de sucessos fundamentais do rock'n'roll; um casamento com uma prima de 13 anos sem ter se divorciado de sua esposa anterior; uma cinebiografia estrelada por Dennis Quaid; ofensas públicas trocadas com um dos primeiros tele-evangelistas dos EUA - que por acaso também era seu primo, Jimmy Swaggart; lugares de destaque nos Halls da Fama do rock'n'roll e do rockabilly; uma prisão por brandir um revólver nos portões de Graceland; uma entrevista completamente alcoolizada no Jô Soares; citações em músicas dos Ramones e do Ministry; e incontáveis pianos incendiados em pleno palco.
O que se pode fazer para dar sequência a uma biografia como essa? É só convidar alguns fãs e amigos para fazerem participações especiais em um novo álbum. Não é qualquer um que pode chamar Mick Jagger, Neil Young, Little Richard, Bruce Springsteen, B.B. King, Kid Rock e Kris Kristofferson como "fãs e amigos". E caso haja um show, especial de TV ou qualquer tipo de apresentação com todo mundo junto, ninguém vai conseguir chamar mais a atenção do que o velho Jerry Lee Lewis chutando o banquinho, pancando o piano e eventualmente jogando gasolina e um fósforo aceso em seu instrumento de trabalho.
15 de setembro de 2006, 10:09
Da série: Música pop também é ciência
Uma canção é pra fazer o sol nascer de novo
Uai, sempre achei que quem fizesse isso fosse o movimento de rotação da terra...
14 de setembro de 2006, 11:50
Noite passada sonhei com uma menina que não vejo há uns dez anos, antiga paixão platônica adolescente e tal. No sonho, cujo enredo, ao que me lembro, não passava de alguma situação cotidiana banal, tipo dividir o banco de um ônibus - sério, eu tenho inveja de quem tem sonhos épicos e detalhados, pilotando um caça da força aérea britânica em uma batalha espacial contra guerreiros escoceses medievais - ela estava solteira, e com o mesmo corte de cabelo de dez anos atrás. E aparentemente ganhou uns 200 ml de silicone. Digo isso baseado apenas em observações, não perguntei, até em sonho eu tento ser razoavelmente discreto.
Tipo que se eu apostasse no jogo do bicho, seria o dia de jogar na gata. Mas no jogo do bicho não tem gata, só tem o gato (dezenas de 53 a 56). Então apostaria no outro protagonista do sonho, ou seja, eu. Logo, burro (dezenas de 9 a 12) na cabeça!
12 de setembro de 2006, 17:42
Existem aqueles momentos que ficam gravados na memória como um marco definitivo da conquista da autoconfiança. A aprovação no vestibular depois de anos de tentativas, a conquista de um emprego há anos cobiçado, o beijo na menina mais bonita da escola, ou qualquer outra façanha que resulte de muito preparo anterior e que cause admiração e respeito de todos. Para o Bart Simpson, esse momento foi derrotar o Homer no videogame aos 4 anos de idade. Para mim, foi conseguir explicar a um jornalista canadense, durante a Copa do Mundo e em inglês, o que significa "ginga".
Não sei se ele uso algo disso em sua cobertura da Copa do Mundo, até porque o cara escrevia pra um jornal francófono, mas só por isso tenho certeza de que todos aqueles anos de Cultura Inglesa valeram a pena.
11 de setembro de 2006, 02:10
Eleições 2006. Meus votos, devidamente depositados no simulador de urna eletrônica do TSE: para deputado federal, Grande Otelo; para deputado estadual, Dom Pedro II; Rui Barbosa para senador; Chacrinha para governador e, sem qualquer dúvida ou questionamento, Mussum para presidente!
Além de votar nele para substituir o xará do vizinho do Bob Esponja, participo da campanha pela canonização do Mussum. Como diz a descrição da comunidade, Santificadis seja seu nomis!
09 de setembro de 2006, 01:51
The hula-hula song, makes me fell so strong, the hula-hula hey, goodbye i'm going away... Eu gosto dessa música, em especial desse trecho meio sem sentido. Rimas tronchas, um simpático "ah, ah" nos backing vocals, a cena de surfe-em-chorma-key mais vagabunda da história dos videoclipes (e eu me lembro do clipe da versão que Juba & Lula fizeram pra Surfin' USA), muitas coisas divertidas tudo ao mesmo tempo agora. Eu só não precisava era citar Titãs e estragar meu próprio bom humor.
08 de setembro de 2006, 15:14
Desktop do meu computador no escritório, usado nos últimos dois meses: