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31 de outubro de 2006, 23:37
Sobre vôos e aeroportos:
• Ao contrário de ônibus e cinemas, em um avião não é muito incômodo ter uma pessoa na cadeira ao lado. O encosto de braço entre duas cadeiras tem dimensões dignas.
• Falando em cinemas: de que adianta ter cinemas no aeroporto se quando o meu vôo atrasa três horas o maldito cinema ainda não abriu?
• Uma vez que não faz muita diferença ter alguém sentado na cadeira ao lado, Murphy se encarregou de deixá-la vazia. Não colocou lá nem a moça de olheiras e blusa rosa semitransparente, nem a loirinha que estava lendo Pergunte ao Pó na sala de embarque, e muito menos a aeromoça morena de 1,80m.
• Em Brasília, a pista nova do aeroporto fica tão longe do terminal de passageiros que eu cheguei a pensar que o avião estivesse indo por terra até BH.
• Embarcar no mesmo vôo ocupado por uma turma de dezoito tiozões retornando de uma pescaria não é nenhum incômodo. Não sei se eu poderia dizer o mesmo se os tiozões estivessem *indo* para a pescaria.
• A citada aeromoça morena de 1,80m sozinha já justifica todo o fetiche que o hemisfério ocidental tem por aeromoças.
• As duas palavras que um taxista mais go$ta de escutar: "Pro aeroporto".
• Revistas de bordo são um misto de Caras com Revista da Folha, só que em papel caro e com alguma pose de intelectual ipanemense.
• Talvez tenha sido uma boa a loirinha que estava lendo Pergunte ao Pó não se sentar ao meu lado. Eu seria incapaz de tentar puxar conversa sem expor de forma constrangedora a minha total falta de talento para o flerte - "Você está lendo Pergunte ao Pó?", ou então "Já chegou naquela parte em que a garçonete mexicana surta e é internada?".
31 de outubro de 2006, 16:49
Todo ano, ao final de outubro, ir ao clube depois do trabalho se torna algo muito mais legal com o início do horário de verão. Acho que funciona como um placebo para o pensamento "eu queria estar na praia" que permanece em meu raciocínio por todo o tempo em que não estou pensando em futebol - ou seja, uns 40 minutos por dia. E agora em 2006, a ansiedade diária pela chegada das 18 horas será dobrada: além do recompensador sol do fim da tarde, descobri que a lanchonete do clube agora vende donuts.
27 de outubro de 2006, 16:04
Antigo provérbio chinês da semana:
Se a vida te der limões, use-os como isca: coloque-os no anzol e vá pescar.
25 de outubro de 2006, 11:17
Da série: Grandes diálogos de filmes subestimados
Do filme Airheads, de 1994, batizado no Brasil como Os Cabeças-de-Vento. Uma banda de rock invade uma rádio e exige que toquem sua fita demo, e o incidente toma proporções enormes. Estrelado por Brendan "A Múmia" Fraser, Adam "O Paizão" Sandler e Steve "coadjuvante de quase todo filme cult/independente" Buscemi. Da primeira vez que vi o filme (há mais ou menos doze anos), este curto diálogo me fez levantar do sofá aplaudindo, emocionado - eu estava sozinho em casa, o que talvez diminua o ridículo do ato (ou exatamente o contrário, não sei bem). Em minha (quase sempre equivocada) opinião, este curto diálogo resume tudo aquilo que se deve esperar de coerência, profundidade e bom senso de um rockstar (ou de alguém que o deseja ser). Enfim, segue o diálogo (mal) traduzido de memória (cada vez menos confiável):
(locutor da rádio invadida) - Imagine-se em cima de um palco, em frente a 20 mil fãs enlouquecidos. O que você tem a dizer para eles?
(Chazz, o líder da banda) - Eu diria... (pausa, close) ROCK'N'ROLL!
23 de outubro de 2006, 23:33
Em tempos de politicamente correto e de reality shows, acho incrível que ninguém ainda tenha produzido um Pára-BigBrother. Confinados em uma mesma casa um maneta, um cara com uma perna amputada, um surdo-mudo, um paraplégico em cadeira de rodas (que poderia ser um cara da seleão paraolímpica de basquete), uma subcelebridade com deficiência visual (aí poderia ser o Geraldo Magela ou a Kátia Cega), duas gêmeas siamesas, e o Stephen Hawking.
Histórias de dramas pessoais aos montes; grandes dilemas de comunicação - as cenas do surdo-mudo tentando conversar via linguagem de sinais com o cego seriam campeãs de audiência; romances nunca antes mostrados na TV; piadinhas cretinas para todos os gostos.
Só não sei como fariam quando a primeira das gêmeas siamesas fosse eliminada da casa.
20 de outubro de 2006, 23:57
Vai ser um fim de semana movimentado, como a imagem acima promete. Mesmo que tudo dê errado, mesmo que meu time não ganhe, mesmo o Mineirão esteja insuportavelmente cheio daqueles atleticanos que só gostam de futebol quando o time está ganhando e se embebedam como se estivessem em uma micareta, mesmo que o motor do alemão quebre de novo e deixe o espanhol ser campeão sem fazer muto esforço, mesmo que chova muito nos dois eventos, no mínimo eu ganharei mais algumas histórias pra contar. Não que alguém goste de ouvir as minhas histórias de toscos programas de índio, mas eu gosto de contá-las.
19 de outubro de 2006, 10:04
É temporada das cigarras, das moscas de banheiro e dos pernilongos. E inúmeras mosquinhas de banheiro estão habitando a copa lá no escritório onde trabalho. Enquanto faço a automática movimentação de pegar um copo, levá-lo ao bico da garrafa térmica do café e encher o copo de café, há mosquinhas voando em círculos dentro do copo. Mas como é um movimento já automático, não espero que os insetos saiam de dentro do meu copo, logo, eles acabam sendo vítimas de afogamento por café quente.
Para mim, apenas o inconveniente de engolir algumas moscas mortas. Mas para elas, deve ser um jeito horrível de morrer. Imagine-se na pele delas: você, uma Psychoda satchelli-macho feliz, ainda jovem, cheia de planos para os próximos dias de sua vida, sonhando em encontrar uma cara-metade com centenas de olhos azuis, convidá-la para um romântico jantar a dois em algum aconchegante braço de um humano distraído, dividir com ela os momentos de postura dos ovos, ver os ovos se transformarem em larvas, as larvas em pupas, finalmente ver as pequenas pupas se transformando em mosquinhas adultas e saindo de casa em busca de seus próprios pares. Em um instante, todos esses sonhos são reduzidos a nada por um jato de café morno, fraco, com pouco açúcar, e que o cara que vai bebê-lo só o faz como desculpa para dar uma caminhada de dezessete metros e passar cinco minutinhos fora de sua sala. Uma vida perdida por absolutamente nada.
16 de outubro de 2006, 22:43
Duplos parabéns ao pessoal que organizou o curso de "segurança em trabalhos com eletricidade" que estou fazendo (é obrigatório e tal). Além do sanduíche de pão de forma com um patêzinho de presunto que é simplesmente sensacional e esteve presente em todos os cofee-breaks até hoje, arrumaram um instrutor com talento para o humor negro. Humor negro + segurança do trabalho é uma combinação com um enorme potencial!
15 de outubro de 2006, 13:21
O Sindicato dos Cantores de Buteco - ou alguma entidade de classe semelhante, ou o PROCON, ou alguma ONG contra a poluição sonora - deveria instituir a obrigatoriedade de testes de competência vocal antes de permitir que cantores de buteco cantassem toda e qualquer música composta e/ou gravada pelo senhor Roy Kelton Orbison. Escutar You Got It em falsete me dá vontade de atear fogo no teclado automático que passa por contrabaixo para acompanhar o dito cantor.
14 de outubro de 2006, 13:03
Se um dia eu ficar careca, acho que só vou me vestir com camisas havaianas. Tiozões carecas de camisa havaiana sempre aparentam serem divertidos.
13 de outubro de 2006, 08:54
- Você é um idiota, Paulo.
Era um alienígena, do tipo bem alienígena. Tinha uma altura peculiarmente alienígena, uma cabeça achatada peculiarmente alienígena, pequenos olhos em fenda peculiarmente alienígenas, estava vestido com uma roupa elaboradamente desenhada e usava um colar peculiarmente alienígena, e tinha uma cor pálida cinza-esverdeada de alienígena que reluzia com um brilho lustroso que a maioria das faces cinza-esverdeadas só podia conseguir por meio de muitos exercícios e sabonetes absurdamente caros.
- Eu sei disso. Eu sou um idiota. Nunca antes eu havia sido chamado de idiota por alguém saído de uma nave espacial, e mesmo assim sempre tive certeza de que eu sou um idiota. Todo dia faço e falo um monte de coisas idiotas; me comporto como um idiota o tempo todo. Me dedico a causas perdidas, me apaixono por mulheres com coração de pedra, torço pra um time perdedor. Eu sou um idiota, eu sei, não preciso de que um cara cinza-esverdeado saído de uma nave espacial vinda sei lá de onde me chame de idiota para que eu saiba disso!
A criatura alienígena franziu o rosto brevemente e consultou uma espécie de prancheta que estava segurando com sua mão fina e esguia de alienígena.
- Paulo Torres? - disse ele.
- Sou eu.
- Paulo Torres da Fonseca? - prosseguiu o alienígena, com um tom de voz firme.
- Ahmmm... Sim, eu mesmo.
- Você é um idiota. - repetiu o alienígena -, um bundão completo.
A criatura pareceu ter ficado satisfeita com aquilo. Balançou a cabeça levemente, depois fez uma marquinha peculiarmente alienígena em sua prancheta e virou-se bruscamente, desaparecendo dentro de sua nave prateada e comprida. A portinhola se fechou, a rampa foi recolhida, a nave elevou-se no ar emitindo um leve e grave zumbido, e se foi.
11 de outubro de 2006, 11:13
10 MELHORES DESENHOS ANIMADOS LONGA-METRAGEM DA DISNEY
1. A Bela e a Fera
2. A Dama e o Vagabundo
3. Procurando Nemo
4. O Rei Leão
5. Fantasia
6. Robin Hood
7. Bambi
8. A Nova Onda do Imperador
9. Você Já Foi À Bahia?
10. Alice no País das Maravilhas
09 de outubro de 2006, 23:50
Frase do dia: "Esse urso corrompeu o meu cervo!"
Sério, daqui a uns (muitos) anos, meus filhos vão ser crianças que gostam mais de O Bicho Vai Pegar do que de, por exemplo, Shrek. O mundo não precisa de desenhos animados carregados de sarcasmo blasé e piadas referenciais. Precisa sim é de educar suas crianças com toneladas de gags visuais, animais voando, histórias 110% maniqueístas e dubladores não-atores de TV com vozes engraçadas de verdade.
08 de outubro de 2006, 17:52
Se você vai a uma festa em que não conhece quase ninguém e imagina-se em perigo iminente de passar a noite entediado mas fazendo cara de "estou me divertindo", uma boa alternativa para passar o tempo é observar a movimentação dos garçons. Eles fazem quase sempre o mesmo percurso entre as mesas, então, após algumas poucas rodadas e um breve estudo geográfico do salão, já é possível interceptar e mesma bandeja de salgadinhos por até quatro vezes, em nenhum momento mantendo mais do que um salgadinho em sua posse.
07 de outubro de 2006, 20:30
O que você fala: "Um Quarteirão sem cebola e sem picles e uma Coca Light grande sem gelo, por favor."
O que o atendente do McDonald's entende: "Um Quarteirão sem cebola, sem picles, sem catchup e sem mostarda; e um Guaraná grande, por favor. E não estou com pressa não, pode atender primeiro o pedido daquela dona ali do drive-thru que está com sete crianças esfomeadas no carro."
06 de outubro de 2006, 17:29
Da série: Menino, pára de comer porcaria!
Picolé de banana da Kibon. Eu sei, já existe há quase dois anos, não é nenhuma grande novidade - pelo que o Google me contou, foi lançado para o verão 04/05. Mas é muito bom, como o são todos os picolés da linha "ao leite" da Kibon. E eu nunca tinha prestado a este honrado alimento com cheiro de Bubaloo Banana e sabor genérico de picolé o elogio público que ele merece.
Cotação: quatro cerejas no topo (em um máximo de cinco).
05 de outubro de 2006, 23:41
Um lugar bem feliz do passado; pontos turísticos de BH; anotações na prancheta; almoço fora da rotina; serviço novo que chega; serviço velho que não vai embora; medo de falar com gente ocupada do msn; McDrive Feliz; ich spreche nicht deutsche; lua cheia; velhos amigos; ponteiro do velocímetro apontando pra baixo e à direita; todas essas etapas intermeadas por xingamentos silenciosos para o cidadão que roubou o retrovisor direito do meu carro ontem, ladrão de galinha incompetente que não sabe nem roubar direito, é por isso que o Brasil não vai pra frente, espero que o referido retrovisor entale em algum orifício impronunciável do corpo desse imbecil. Enfim, um dia cheio, divertido, cansativo, mas o final de semana tá quase aí.
04 de outubro de 2006, 23:51
Títulos de seriados costumavam ser bem mais legais antigamente, nos finais de tarde da Globo, ou nas estranhas noites do SBT, eram exibidos Super Máquina, Esquadrão Classe A, Primo Cruzado, A Gata e o Rato... Esses sim eram títulos bacanas. Vieram os anos 90, surgiu a TV a cabo, apareceram os canais especializados em seriados - não mais chamados de enlatados, termo que foi enterrado em um depósito de lixo radioativo pelas equipes de marketing desses canais - e desapareceu o bom senso.
Séries que já eram exibidas na TV aberta com bons títulos em português retornaram aos títulos originais quando apareceram nas sonys da vida. As já populares Barrados no Baile e SOS Malibu viraram Nainou-Tchuânou e Bêiuótchi. Plantão Médico virou "Iár". Daí foi tudo morro abaixo. Desenhos animados, em especial aqueles que passavam na faixa da Nickelodeon que era exibida no Multishow, foram para o lado anglófono da Força tão logo a Nick se tornou um canal separado: Os Pestinhas virou Rugrats (e no SBT virou Os Anjinhos) e Rocko Vidão Beleza passou a ser conhecido como Rocko's Modern Life. Alguém mais lembra do Rocko, aquele canguru fracassado-depressivo que tinha um boi e uma tartaruga como amigos, e um casal de vizinhos sapos mal-humorados? Alguém mais acha que isso é muito igual a Bob Esponja, só que com menos algumas toneladas de Prozac sobre o personagem-título?! Mas isso é assunto pra outro texto.
Até alguns personagens de desenhos animados perderam seus nomes abrasileirados, como vimos nas sucessivas redublagens de Snoopy: ninguém com menos de 15 anos sabe que a Isaura é a irmã mais nova do Charlie Brown, só a conhecem como Sally. Lino virou Linus, Márcia virou Marcie, e acho até que já vi o Chiqueirinho ser chamado de Pigpen numa versão dublada, mas não tenho muita certeza disso. Por obra e graça de São Herbert Richers, padroeiro dos tradutores e dubladores de TV, alguns desenhos recentes acertaram a mão nas traduções e conquistaram um lugar de destaque no panteão da cultura pop contemporânea, como as superpoderosas Florzinha, Docinho e Lindinha; ou o já citado Bob Esponja. Mas houve uma fase negra, onde o potencial de personagens como Wakko e Yakko Warner e Freakazoid foi desperdiçado porque nehuma criança sã conseguiria pronunciar esses nomes. (E também porque eram desenhos com piadas bastante infantis e ritmo muito acelerado, o que aparentemente só agradava a adolescentes com senso de humor infantil, o que era - e ainda é - o meu caso.)
Mais recentemente, a indolência parece ter chegado ao Norte, e quase não existem mais seriados com algo que se possa chamar de "título". Hoje, assistimos a Joey, Seinfeld, Veronica Mars, Malcolm, According to Jim, Everybody Loves Raymond. Só o nome do personagem principal, ou do ator principal. Às vezes é o mesmo nome, como Freddie, por exemplo, estrelado por Freddie Prinze Jr, ou Reba, com a atriz/cantora country Reba McEntire. Títulos como esses não entrarão para a história, não serão lembrados com saudades daqui a algumas décadas. Para que um programa de TV conquiste um lugar significativo no mundo, ele não precisa ser um programa bom, ele precisa apenas de nomes sonoros e facilmente pronunciáveis. Como prova disso, estão aí dúzias de baixinhos chamados de Catatau, centenas de gordinhos apelidados de Presuntinho, síndicos bigodudos que a molecada do prédio chamava de Seu Madruga, já conheci até mesmo alguns Zé Colméias e Patolinos.
Já aquele garoto que logo na puberdade ganhou pêlos abundantes em todas as partes visíveis do corpo jamais será apelidado de "Sulley" (o personagem azul-peludo de Monstros S.A.). No máximo, ele vai ser chamado de Tony Ramos.
03 de outubro de 2006, 17:16
O fato de que ninguém leva a sério nada do que eu falo tem pelo menos uma vantagem: ninguém vai levar a sério algumas idéias joselitas que me surgem vez por outra. Do tipo "Não ia ser legal se a gente registrasse o domínio malditosjudeus.com.br?"
Um conselho aos jovens inexperientes: toda vez que alguém começar uma frase com a expressão "não ia ser legal se", fuja como se sua vida dependesse disso. Porque sua vida dependerá disso! O "não ia ser legal se" é um verdadeiro catalisador de acidentes estúpidos.
02 de outubro de 2006, 09:59
Eu deveria escrever mais freqüentemente naquele site que me deu a oportunidade de assistir Togo x Suíça e Equador x Polônia in loco lá na Alemanha. Mas quando eu escrevo uma coluna nova por lá, acho que fica legalzinho, olha lá!.
01 de outubro de 2006, 17:41
10 MELHORES ÁLBUNS DO ASTERIX
1. O Combate dos Chefes
2. O Domínio dos Deuses
3. Asterix e os Bretões
4. A Foice de Ouro
5. Asterix Legionário
6. Asterix nos Jogos Olímpicos
7. Os Louros de César
8. Obelix e Companhia
9. A Odisséia de Asterix
10. A Grande Travessia
01 de outubro de 2006, 13:43
Acordei contente hoje. Com o dia claro mas sem sol na minha cara, com uma almofada/bola de futebol do meu lado e o celular tocando Surrender. Troquei a musica de alerta de mensagem ontem, o que foi providencial: ao contrário da escolha antiga, aquela Woo Hoo que a banda das três japonesas de vestido dourado toca no primeiro Kill Bill, acordar com Surrender (do Cheap Trick, a banda que toca a musica da abertura do That 70's Show) me deixa feliz.
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