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30 de novembro de 2006, 01:21
Esse aqui é o já famoso vídeo com o locutor da Globo falando "confusão" em diversas chamadas de Sessão da Tarde. E consegui identificar quase todos os filmes aí, não só os mais conhecidos como Um Príncipe em Nova York, Flintstones ou K-9 Um Policial Bom Pra Cachorro, mas também filmaços como Class Act - Alunos Muito Loucos, pequeno clássico afro-adolescente do início dos anos 90, Um Adolescente em Apuros, um dos mais engraçados filmes "tudo em uma única noite" que eu já assisti, com a musa Jennifer Love-Hewitt no auge de sua boa forma, e Manequim - A Magia do Amor, filme que só confirma a minha teoria de que *todo* filme com viagem no tempo é legal!

27 de novembro de 2006, 21:51
Momento Google, ou seja, buscas nonsense que por razões que transcedem o saber judaico-cristão-ocidental acabam caindo aqui nesse blog:

grandes heróis do basquete brasileiro
Todos os heróis do basquete brasileiro são grandes. Os pequenos heróis do basquete brasileiro foram reprovados nos testes do pré-mirim por serem baixinhos e mudaram de esporte, viraram jóqueis ou ginastas.

"alguma coisa legal"
Hmmm... Aviões de papel flamejantes! O campenato de aviões de papel em chamas do qual eu participei na sétima série foi uma coisa bem legal!!! A única regra era: o avião de papel precisa voar e pegar fogo ao mesmo tempo.

o lado bom e ruim de piuma espirito santo
Imagine-se de pé no meio da Avenida Beira-Mar, olhando para o Sul: o lado bom é o que está à sua esquerda (a praia). O lado ruim é o que está à sua direita (o Espírito Santo).

meninas que falam palavrão
Não gosto muito.

blusas femininas decotadas
Aprecio bastante.

um cara impulsivo
Definitivamente, quem fez essa busca no Google veio parar no lugar errado. Esse não sou eu. Para o bem ou para o mal.

24 de novembro de 2006, 17:21
Frase do dia:
        "Camisa do Flamengo é pára-raio de mendigo bêbado."

Pérola de sabedoria proferida na Futebol Alternativo.

24 de novembro de 2006, 02:18
Há exatos vinte anos eu fui pela primeira vez a um jogo de futebol, Atlético x Corinthians, no dia 23 de novembro de 1986. Uma data que merece ser comemorada. Escrevi uma coluna no Show de Bola a respeito, e no final de semana completarei as comemorações indo mais uma vez ao bom e velho Estádio Magalhães Pinto para ver meu time dando uma volta olímpica. (Volta olímpica que não acontece há bastante tempo, é verdade.)

23 de novembro de 2006, 00:19
Perambulando sem rumo pelo orkut, deparei-me com essa comunidade divertida: Não li Dostoiévski. O que me lembrou da minha traumática tentativa de ler um livro do ilustre autor petersburguês, que foi tema de uma prova cuja localização exata em minha trajetória escolar me parece meio vaga agora.

E lá fui eu ler Crime e Castigo. Sabiamente, na véspera da prova, e assistindo Rocky III na TV ao mesmo tempo. Com preguiça daqueles nomes russos de personagens grandes e complicados (os nomes, não os personagens - se bem que os personagens eram bem complexos também, mas a essa altura eu ainda não sabia disso), decidi simplificar o meu trabalho: para ganhar tempo, resolvi chamar os personagens de Boris ou Nadia. Já imaginava que haveria mais de dois personagens, mas os livros que eram cobrados em provas naquele tempo, quase todos da Coleção Vagalume, tinham enredos bem pouco complexos e os personagens podiam ser conhecidos apenas por seus estereótipos, não necessariamente pelos nomes. E cento e cinqüenta páginas de Crime e Castigo mais tarde, o que eu compreendia da história era que Boris contava a Nadia sobre o assassinato de Boris e de sua irmã Nadia, que havia surprendiddo Boris enquanto este matava o agiota Boris. No final o Boris, já liberto da prisão, derrotou o Mr.T e recuperou o título mundial dos peso-pesados.

Até hoje eu culpo o idiota do Boris Dostoiévsky por ter escrito um livro tão confuso em que todos os personagens têm o mesmo nome.

22 de novembro de 2006, 23:31
Poucas músicas me fazem lembrar de coisas boas. Essa aqui é uma delas. Luíza Denizot, do Carbona. Música que teve que figurar em dois discos consecutivos da banda para que eu prestasse mais atenção nela, uma versão em velocidade ramônica no Cosmicômica, de 2004, e uma versão bem lenta - ou tão lento quanto o Carbona é capaz de ser - no Apuros em Cingapura, o disco novo.

Quem sabe dessa vez eu consigo ir no show deles...

E se puder me ouvir, saiba que eu desejo toda sorte do mundo pra você

21 de novembro de 2006, 01:40
Expresso aqui meu respeito e admiração por um seriado que tem um diálogo como esse:
- Por que História é sempre tão chato?
- É porque nenhum dos presidentes era bonito.
- O Lincoln era bonito.
- Aquele chapelão matou a beleza dele.
- Achei que tivesse sido aquele cara no teatro.

19 de novembro de 2006, 23:40
No dia em que meu time foi campeão de alguma coisa depois de seis longos anos, um show legal, de uma das bandas que eu mais gosto, num lugar bacana, filmado com minha câmera que foi a segunda melhor compra que fiz na minha Magical Weltmeisterscheift Mystery Tour - a melhor foi a camisa do Lokomotive Leipzig.


Sem mais no momento.

15 de novembro de 2006, 14:30
Da série: Como crítico de cinema, sou um lateral-esquerdo muito ruim:

Pequena Miss Sunshine: Comédias independentes americanas, aplaudidas no festival de Sundance: você viu uma, você viu todas. Merecem um estudo de caso sobre o mau uso do termo "comédia". Comediantes que ganham 20 milhões de dólares por filme fazendo papéis sérios de pessoas desfuncionais deprimidas em filmes independentes e tentando provar ao mundo que são bons atores: voltem a fazer comédias retardadas, POR FAVOR. Cotação: Um "Cine Majestic", de um "Show de Truman" possível.

O Ano Em Que Meus Pais Saíram de Férias: A história poderia ser contada em, tipo, oito minutos, incluindo os momentos cômicos. Mas é um filme bonitinho. O que pode ser ou não um elogio. E é bem produzido, nem parece nacional - isso é um elogio, definitivamente. Filme fofinho, bonitinho, meio lento - filme pra assistir com a namorada. No meu caso, creio que o filme sairá de cartaz uns 62 anos antes que eu tenha essa oportunidade, então fui ao cinema sozinho mesmo. O que me deu a oportunidade de não parecer idiota ao deixar duas ou três lágrimas escorrerem quando mostraram o gol do Jairzinho contra a Tchecoslováquia na Copa de 70, aquele que ele recebeu um lançamento de 50 metros, matou no peito, passou pelo goleiro, deixou a bola quicar e chutou com força. Acho que gostei mais dos gols da Copa de 70 do que de todo o resto do filme. E ainda reclamei que não teve *aquele* drible do Pelé do Mazurkiewicz. Cotação: oitavas-de-final de 2006, de uma final de 1970 possível.

Uma Verdade Inconveniente: Basicamente, um documentário em que o ex-vice presidente americano Al Gore fala sobre o aquecimento global. Uma palestra filmada, com apresentações tipo powerpoint, piadinhas do palestrante e tudo o que faz parte do pacote. Sei lá se o cara tem pretensões político-eleitorais, o que me interessa é o filme. E sim, achei que meus suados sete reais foram empregados de forma satisfatória, consegui ser entretido por uma hora e meia.

Se bem que com esse desenho (de Futurama,não por acaso de um episódio em que o próprio Al Gore faz uma participação especial) sendo exibido logo nos primeiros minutos do filme, até O Paciente Inglês ficaria bacana. Cotação: 4 El Niños de 5 possíveis.

12 de novembro de 2006, 16:01
Essa sim é uma eleição na qual vale não só votar, como também acompanhar todos os debates, propagandas e pesquisas: Vote no novo Lula da Casseta & Planeta.

Votei no candidado Luiz Marcelo Madureirácio Lula da Silva. O Luiz Beto Silvácio Lula da Silva é até mais parecido com o supremo mandatário original; e o melhor slogan, sem dúvida, é o do Luiz Hélio de La Peñácio Lula da Silva - um simples e direto "não vote em branco!". Mas o Madureira tem um potencial de piadas nonsense inigualável, e ainda evocou o Coisinha de Jesus em seu vídeo de campanha.

11 de novembro de 2006, 01:07
Chego em casa com o DVD de As Apimentadas: Tudo ou Nada em mãos. Nada menos do que o terceiro filme da Trilogia Sagrada dos Filmes sobre Campeonatos de Cheerleaders, iniciada com Bring It On, terrivelmente traduzido como "Teenagers - As Apimentadas", cuja história pode ser resumida em apenas cinco palavras: Kirsten Dunst vestida de cheerleader.

Antes de ver o filme, um pouco de TV. No episódios de hoje de Zoey 101, a Zoey e as duas amigas dela passaram mais da metade da história vestidas de cheerleaders. E logo em seguida, em Manual de Sobrevivência Escolar do Ned, o Ned foi o cara que se fantasia de mascote da escola - e, claro, as cheerleaders da escola marcam presença no episódio.

Tanta coincidência assim não pode ser só coincidência. Isso é um sinal. Só não sei o que isso está sinalizando. E me recuso a acreditar que a mensagem de tudo isso seja apenas "Paulo, pare de asssitir filmes e seriados feitos para pré-adolescentes!"

10 de novembro de 2006, 23:39
Não tenho nada contra as bandas que tocam aquilo que convencionou-se chamar de "emo". Sei que é de bom tom entre os maiores de 19 anos achá-las detestáveis, mas eu gosto de muita coisa que se encaixa nessa categoria. A música nova do Fall Out Boy ("Dance Dance") é bem legal; o The All-American Rejects tem aquela "Swing Swing", que eu considero uma das cinco melhores músicas do período pós-Nirvana de todos os tempos; das nacionais eu gosto muito do Ramirez, escuto direto o cd deles.

Mas não dá pra agüentar músicas saídas diretamente do Manual Renato Russo de Composição em Primeira Pessoa. As FMs tocam toda hora uma tal de Quem Já Perdeu Um Sonho Aqui? (que São Google me contou que é do Hateen, e se eu fosse executivo de gravadora tacaria fogo no cd-demo só de ver o nome da banda), com trechos como "Nada dá certo pra mim, será que vai ser sempre assim?". E tem o Simple Plan, que em Welcome To My Life canta "Do you ever feel out of place? Like somehow you just don’t belong, and no one understands you". Tipo, isso parece seção de cartas da Capricho, e não letra de rock'n'roll. Rock'n'roll não é pra ficar chorando que ninguém te entende, o rock, como bem disse Chuck Berry, deve ser sobre carrões e mulheres.

Eu gosto de muitas músicas com letras sobre dores de cotovelo e pontapés no traseiro. Mas justifico meu discurso aparentemente contraditório do parágrafo acima afirmando de que essas músicas com letras tristes que eu gosto são músicas felizes com letras tristes. Típicas letras feitas com o claro intuito de pegar mulher - o velho golpe da conversa sensível e sentimental. Letras choramingantes como as do Simple Plan e do Hateen se encaixariam melhor na voz do Roberto Carlos ou de alguma dupla neosertaneja. Se o Lemmy Kilmister (do Motörhead) visse alguém cantando "Quem já perdeu um sonho aqui, sabe o que é decepção", encheria esse alguém de porrada. Se o Axl Rose escutasse essa música, jogaria a TV do quarto do hotel na cabeça de quem a estivesse cantando. Marcelo Nova o chamaria de bicha, enquanto Johnny Rotten, além de bater e xingar, possivelmente urinaria no coitado. Gilberto Gil, por sua vez, falaria por uns dez minutos, e ninguém entenderia nada.

09 de novembro de 2006, 21:53
Hoje, após almoçar sozinho em um shopping center, me vi em frente a um fliperama e com uma hora livre a ser ocupada. Foi quase uma volta ao segundo grau. Ou uma volta aos tempos de universitário. OK, recém-formado. Ah, deu pra entender, não é um problema de idade, o problema é que eu não mais almoço nas proximidades de um fliperama!

09 de novembro de 2006, 01:07


2006 nunca mais!

03 de novembro de 2006, 17:46
Coupling: Seriado sobre três homens, três mulheres e relacionamentos amorosos e profissionais. Sim, parecido com Friends, só que é inglês, logo tem um humor muito mais (dã) britânico. Dessa forma, tudo fica bem mais tosco - "tosco" aqui assumindo diversos significados: Tosco, adj.: 1. grosseiro; 2. sem noção; 3. sem qualquer elemento 'fofinho' como uma criança ou um macaco; 4. personagens mais burros; 5. com cenas de nudez parcial; 6. britânico.

O número 5 acima na verdade é um ponto negativo. Ingleses deveriam ser proibidos de se despirem. Mesmo para tomar banho. E, por favor, não espalhem que eu tenho assistido ao Eurochannel.