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25 de janeiro de 2007, 12:06
Passando aqui só pra dar sinal de vida. De vida, não. Sinal de existência. Porque janeiro de 2007 não pode ser considerado "vida".
21 de janeiro de 2007, 12:38
Nunca pensei que um dia eu fosse dizer algo assim, mas: Quando janeiro terminar, eu serei uma pessoa mais feliz. Desde que eu sobreviva.
Ah, e desligar a chave geral do colégio onde estudei por 12 longos anos não é divertido como eu imaginava que seria. Talvez porque agora eu faça isso por profissão, ou talvez por fazê-lo de forma programada e em um dia sem alunos e sem professores dentro do colégio.
15 de janeiro de 2007, 02:31
Uma técnica interessante para fotografar pessoas usando flash: faça o enquadramento adequado, usando o visor ou o display da câmera. Então dê três passos para trás e ajuste o zoom para 1.4x. Isso evita que as pessoas fiquem fantasmagoricamente brancas na foto.
Detalhe de extrema importância: o fotógrafo deve sempre olhar para trás ao dar os três passos. Especialmente se estiver em varandas, terraços, penhascos, cachoeiras, currais ou praias de nudismo.
07 de janeiro de 2007, 17:23
Meu nome é Paulo, e eu estou há 42 dias sem ir a um estádio de futebol. Manifesto alguns sintomas como insônia, ansiedade, irritabilidade, delírios. E passo boa parte do meu tempo me imaginando sentado na arquibancada, ofendendo algum cabeça-de-bagre do meu próprio time ou o vendedor de picolé que nunca aparece. Mas faltam só mais 14 dias para que a abstinência termine. Camisa alvinegra já separada, foguetes e bandeiras ao alcance da mão. Duas semanas que vão demorar a passar, sim, mas já estamos quase lá.
06 de janeiro de 2007, 01:04
Da série: Ainda lembro onde eu estive no verão passado
(Ou inverno passado, considerando o fuso horário brasileiro.)
04 de janeiro de 2007, 17:17
Como fazer o Paulo se isolar (ainda mais) do mundo exterior durante parte do dia:
• 20:00 - Futurama (Fox)
• 20:30 - Os Simpsons (Fox)
• 21:00 - Zoey 101 (Nickelodeon)
• 21:30 - Manual de Sobrevivência Escolar do Ned (Nickelodeon)
Isso de segunda a sexta. Simpsons, tem ainda os episódios inéditos na Globo, 11:30 de sábado, e na Fox, 20:30 de domingo. Se precisarem entrar em contato comigo, favor evitar esses horários - posso até me levantar do sofá, caso eu esteja num dia bom *e* seja um episódio já diversas vezes reprisado, mas apenas fingirei prestar atenção e não responderei nada mais do que "arrãm", "isso aí" ou "tá certo então".
E nem ao menos conseguirei usar esses seriados pra puxar conversa com mulheres interessantes, o que até poderia acontecer caso eu gostasse de algum seriado-modinha sobre ilhas desertas e/ou nova-iorquinas promíscuas. Sempre que começo a falar sobre Simpsons ou Futurama, mergulho na zona de nerdice suprema, aquela que atrai mulheres interessantes da mesma forma que um crucifixo feito de alho e água benta atrai vampiros. E até seria possível encontrar pessoas que assistem a Zoey ou Ned, mas eu não freqüento os mesmos locais que elas - tipo playgrounds, festas de aniversário no McDonald's ou a quarta série do ensino fundamental.
Ah, não adianta tentar usar os "arrãm", "isso aí" e "tá certo então" para que eu concorde com coisas que eu normalmente não concordaria. Meus advogados já estão de posse de toda a documentação necessária para me livrar de qualquer promessa feita enquanto assisto meus seriados bobos.
02 de janeiro de 2007, 14:31
Muita gente não gostou das mudanças feitas à história de Nick Hornby na adaptação do romance Febre de Bola para o filme Amor em Jogo, protagonizado por Jimmy Fallon e Drew Barrymore. Uma história sobre o Arsenal, a Inglaterra e o futebol virou uma comédia romântica sobre o beisebol, o Red Sox e Boston. Mas acho que o essencial permaneceu: o papel que um time pode assumir na vida de uma pessoa, e como é difícil para seres humanos normais conviverem com isso.
Além de todo o repertório de sorrisos da Drew Barrymore, cada um deles capaz de derreter um bando de guerreiros hunos em meio a uma pilhagem, o filme tem algumas cenas memoráveis. A melhor delas, em minha opinião, é aquela onde o Jimmy Fallon se ajoelha, tira uma caixinha de alianças do bolso e diz, "Quer ir comigo ao jogo de abertura da temporada?". Dentro da caixinha, dobrados, um par de ingressos. Romântico isso, e tal.
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