29 de março de 2007, 21:57
Homem-Aranha, 300 de Esparta, Shrek 3, desenhos pretensiosos da Pixar, Piratas do Caribe sei lá qual número... As estréias vindouras desses filmes não me empolgam. Devo até assitir alguns desses filmes-evento, mas já faz um tempo que minhas maiores expectativas cinematográficas estão direcionadas a filmes que precisam batalhar por espaço nas salas nacionais, e que não recebem o reconhecimento que merecem. São ignorados pelos críticos e esnobados pelos adoradores de filmes iraniano-independentes.
Eu quero ver comédias vazias e terror ruim. Quero ver o Adam Sandler fazendo papel do cara bonzinho atrapalhado, o Jim Carrey fazendo caretas, o Jason voltando à vida. Quero ver o nerd da escola se vingando pra cima do quarterback do time de futebol americano. Quero ver péssimas atrizes seminuas sendo esfaqueadas, cheerleaders de biquíni e o Finch pegando a mãe do Stifler no final. Quero ver esses filmes aí embaixo (links para os respectivos trailers no youtube):
- As Férias de Mr. Bean: O título explica o filme. 06 de abril.
- Grindhouse: São dois filmes juntos: Planet Terror do Robert Rodriguez e Death Proof do Quentin Tarantino. Ambos perdendo a linha completamente, sexo e violência total. O trailer explica melhor do que qualquer coisa que eu escreva aqui. 6 de abril nos EUA.
- Escorregando para a Glória: Will Ferrel e o cara que fez o Napoleon Dynamite formam uma dupla masculina de patinação no gelo. 20 de abril.
- A Noite do Terror: Universitárias gatinhas descobrem que moram na casa onde um assassino psicopata serial matou a própria família quinze anos atrás. 18 de maio.
- A Volta do Todo-Poderoso: Steve Carrell precisa salvar dois animais de cada espécie. 27 de julho.
- Fanboys: Bando de adolescentes (incluindo a Kristen "Veronica Mars" Bell) tenta roubar uma cópia do Episódio 1 antes de sua estréia nos cinemas. 17 de agosto lá nos EUA, não creio que passe nos cinemas por aqui.
- I now pronounce you Chuck and Larry: Adam Sandler e o cara do King of Queens têm que se passar por um casal gay. Jessica Biel aparece vestida de Mulher-Gato. 20 de julho nos EUA.
- Black Snake Moan: Tem a Christina Ricci acorrentada e seminua, e tem o Samuel L. Jackson em outro filme com 'snakes' no título. Já gostei. Já estreou nos EUA, não achei nada sobre a estréia no Brasil.
- Kickin' It Old Skool: Dançarino de break branquelo adolescente passa 20 anos em coma. História batida, mas eu coloco minha mão no fogo por um filme com o discurso motivacional "It's time to say 'domo arigato' and find your inner roboto!". (Referência àquela música 100% farofa do Styx, se você não se lembra.) 27 de abril lá fora, e sexta-feira vou a uma encruzilhada acender uma vela para que chegue aos cinemas nacionais.
27 de março de 2007, 15:23
Uma partida de Banco Imobiliário pode se estender várias horas e criar rusgas eternas entre os jogadores. Mas um jogo de Banco Imobiliário de Simpsons de cinco horas de duração só faz deixar todo mundo com vontade de assistir Simpsons. E de incrementar o jogo criando novas cartas de sorte/revés, do tipo "Você ganhou um elefante africano no sorteio da rádio. Pague $100 para comprar ração." Ou "Você foi contratado como mascote do time de beisebol da Capital. Receba $50."
O jogo tem os personagens de Simpsons, os terrenos são estabelecimentos da cidade de Springfield (Kwik-e-Mart, Bolerama do Barney, Restaurante O Holandês Fritador), mas as cartas de sorte/revés são quase nada springfieldianas. Talvez para que não-fanáticos possam entendê-las, mas não creio que um Banco Imobiliário de Simpsons tenha não-fanáticos como público-alvo.
Já bolei cerca de 80 cartas de sorte/revés com referências a momentos clássicos do seriado, e usarei-as em minhas próximas partidas do citado jogo, e talvez disponibilize-as para download. Caso alguém da Hasbro ou da Estrela leia isso aqui, goste da idéia e queira adotá-la na próxima edição do jogo, favor discutir minha remuneração com meu agente. Caso não goste e encontre motivo para me processar, então procurem meu advogado. Os escritórios dos dois são vizinhos, só que meu agente tem uma secretária morena de minissaia, enquanto no escritório do meu advogado, o cara que fica na recepção faz bico como segurança de torneio de tae-kwon-do, então a primeira opção parece muito melhor para todos os envolvidos.
23 de março de 2007, 08:52
Combo citação de post bacana + cata-corno Google:
Sonho com o dia em que as pessoas serão apenas elas mesmas na internet. Vamos olhar pra trás e rir de tudo isso: "Eu já fui um garanhão nos chats do ZAZ, um surfista maconheiro no ICQ, três ninfetas sadomasoquistas taradas no Orkut, um transexual indie necrófilo no MySpace e um sindicalista pedófilo no Second Life. Foi uma vida agitada, mas hoje eu finalmente posso ser eu mesmo!". Esse dia há de chegar.
Desse post aqui, do Registro Dissonante.
23 de março de 2007, 08:46
Contagem regressiva: faltam 273 longos dias até o início do próximo verão. Na verdade, 273 dias curtos e 273 noites frias e longas. Até lá, vou fingindo que não ligo pra essas outras estações feias e bobas.
20 de março de 2007, 23:21
Quatro notícias boas com ponto de exclamação no final:
1. Disco novo do Fountains of Wayne no mês que vem!
Pra quem não sabe, é a banda que gravou algumas das minhas músicas preferidas, como Stacy's Mom, I Want An Alien For Christmas, Prom Theme e It Must Be Summer! (Ok, ninguém conhece, não tenho ninguém com quem dividir minha expectativa crescente!) Um dos vocalistas, o Adam Schlesinger, compôs as músicas-tema de Letra & Música e de The Wonders, só que as músicas do FoW são ainda mais legais!
2. Achei uma chuteira do meu número!
Há pelo menos cinco anos eu procurava uma chuteira nova, tamanho 46! Não, o fim de vida útil da chuteira antiga não é desculpa para o meu péssimo futebol - esse eu sei que não melhora mais! E ainda estava em promoção, por menos da metade do preço!
3. Conheci o Maracanã!
Acho que meu maior medo durante a Magical Mystery Copa do Mundo Tour era que alguma jornalista estrangeira linda, interessante e seminua me perguntasse sobre o Maracanã, mas não apenas ninguém me perguntou sobre o Maraca, como também a fraca presença feminina nas salas de imprensa da Copa do Mundo me lembrou bastante da boa e velha Escola de Engenharia da UFMG!
4. Comprei o Banco Imobiliário dos Simpsons!
É igual ao Banco Imobiliário normal, mas em vez de comprar a Avenida Brasil e a Companhia de Água, compra-se a Taverna do Moe e os Estúdios Krustylu!
14 de março de 2007, 22:40
Ano passado, durante minha temporada européia, sobrevivi basicamente à base de comida de loja de conveniência. Pringles, donuts, biscoitos, salgados alemães de massa folhada. Mas não dava pra beber refrigerante todo o tempo - isso não seria bom para o bolso, nem para a saúde. E, principalmente, refrigerante quente não é minha modalidade preferida de bebida. Muitas vezes já pela manhã eu abastecia a mochila com comes e bebes para todo o dia em alguma loja de conveniência de alguma estação de trem e/ou metrô - logo, eu precisava de comes e bebes que tivessem sabor agradável mesmo após horas de exposição ao sol e muitos sacolejos.
Em minha busca por bebidas alternativas, passei pelos repositores energéticos, pelos leites flavorizados, e após alguns dias adentrei o mágico universo dos sucos reprocessados. Sucos reprocessados são, basicamente, aqueles sucos prontos para beber, baratos, vendidos em garrafas de plástico, e que apresentam sabores inexistentes na natureza e cores berrantes. Os meus preferidos são os sabores mistos, combinações como "laranja, lima e grapefruit" ou "frutas tropicais". São os que mais agradam ao meu exigente paladar, e também são os que melhor se conservam sob condições desfavoráveis. Talvez por conterem conservantes artificiais em quantitades capazes de causar câncer em dois ou três pequenos países latino-americanos.
E eu não tinha conhecimento sobre a existência de tais sabores no Brasil, até que algumas semanas atrás - em uma loja de conveniência de posto da gasolina - prestei atenção em uma garrafa vermelha de Tampico. Frutas silvestres. E gosto de... algo difícil de definir, mas doce e amargo ao mesmo tempo. Mais doce do que amargo. Um suco de sabor estranho, e consistência uniforme e grossa. Era o princípio de uma bela amizade. Hoje, sou admirador do Tampico também no sabor frutas cítricas (o de cor amarelo-canário), e sonho encontrar o sabor pêssego em alguma lojinha de posto de gasolina por aqui. Afinal, os supermercados e padarias parecem ter algum preconceito com o Tampico.
08 de março de 2007, 17:01
"Eu amo aprender idiomas o suficiente para que possa ofender as pessoas. Faz com que elas pensem que você gosta delas!"
Mike Patton, nessa entrevista aqui.
06 de março de 2007, 01:17
Sobre língua portuguesa e tecnologia:
1. O verbo "deletar" não existe. E mesmo que existisse, há dúzias de verbos, expressões verbais ou eufemismos que podem substituí-lo com o mesmo significado: apagar, excluir, eliminar, exceptuar, extinguir, mandar pro beleléu. Com a vantagem adicional que nenhum desses substitutos tem a capacidade de causar aquele calafrio na nuca que sinto sempre que alguém fala que vai "deletar" qualquer coisa, que é ums 3 graus na escala Richter pior do que o calafrio de ouvir um quadro-negro sendo arranhado.
2. Não se "revelam" fotos digitais. O processo de revelação é aquele em que os cristais de prata do negativo de um filme, sensibilizados pela luz durante a exposição, são tornados ativos e metalizados por uma solução alcalina, tendo suas cores invertidas de volta às cores originais. Fotos digitais não usam filme. Logo, nada há para ser revelado. Podemos imprimir fotos digitais, mas tipo assim não faz muito sentido "revelar" uma foto digital. A não ser que você seja o Humberto Gessinger, aí você tem o superpoder de fazer com que as palavras signifiquem tudo e nada ao mesmo tempo. E também o superpoder de trocar vidas por diamantes, seja lá o que isso queira dizer.