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31 de maio de 2007, 00:47
Grêmio x Santos, semifinal de Libertadores; Fluminense x Figueirense, final da Copa do Brasil, os dois acontecendo ao mesmo tempo. E daí? Normalmente, eu cancelaria meus compromissos e começaria minha concentração na frente da TV duas horas antes dos jogos. Mas mal vi o segundo tempo do jogo do Olímpico, e ainda me peguei zapeando pelos Telecines em busca de algum filme bacana antes dos 20 minutos de jogo.

Tenho a sensação de que as emoções do futebol serão escassas para mim no restante do ano. Meu time, que é bem arrumadinho mas não chega a botar medo em adversário nenhum, passa a sensação de que vai encontrar pouso ali por volta da nona colocação do Brasileirão, e seguirá uma toada tranqüila rumo a 2008. Sequer enfrentarei a busca por ingressos, o que costuma me deixar em sintonia com o Galo dois ou três dias antes do jogo: já adquiri meu pacotão de ingresso para todo o campeonato, meu lugar nas cadeiras superiores centrais já está mais que assegurado.

Ano passado, não só vivi uma Copa do Mundo sensacional, mas passei por 19 jogos com o glorioso Clube Atlético Mineiro na segunda divisão, jogos sofridos, com muitas vitórias sim, mas torcendo unicamente em busca do título - qualquer coisa menos do que isso teria manchado ainda mais a história do Galo. Isso até aquele último jogo, contra o América de Natal, jogo que vi inteiro de pé, encostado na grade, sozinho, e que terminou com um grito de "É campeão!" muito mais aliviado do que feliz.

Em 2006 ainda vi grandes jogos do América pela Série C, com Euller e companhia conseguindo viradas sensacionais, superando adversários mais fortes na base da raça, e tropeçando a apenas dois passos do acesso. E terminei meu ano futebolístico em Nova Lima, sob um dilúvio, vendo o sempre simpático Villa Nova vencer a Taça Minas Gerais.

2007 chegou, o Galo parece ter usado toda sua estrela de time campeão naquele surreal 4x0 sobre o Cruzeiro. Acho que nenhum dos outros jogos me deixou empolgado, sem conseguir dormir, com vontade de ver mais e mais vezes os replays dos gols.

Irei a Nova Lima ver o Villa Nova na Série C, sempre jogos no mínimo disputados, mas devo passar um bom tempo longe do Independência, pois o América se afastou do mundo dos vivos - temporariamente, espero, pelo meu próprio bem e pelos encontros com os amigos do estádio do Horto.

Enfim, será um resto de ano um tanto quanto desiludido e desanimado, mas queira Deus que minhas próximas grandes emoções nas arquibancadas sejam em torneios internacioanis ou brigando pelo título brasileiro. De emoções na segunda divisão, 2006 foi mais do que suficiente.

28 de maio de 2007, 22:43
Eu tenho uma amiga que simplesmente não se conforma com a existência da Natalie Portman. Diz ela que uma pessoa não tem o direito de ser ao mesmo tempo bonita, boa atriz e formada em Harvard (ela é formada em psicologia, turma de 2003 - a Natalie, não a minha amiga).

Eu, claro, discordo. Natalie Portman tem o direito de fazer tudo o que ela quiser, desde que não deixe de aparecer linda e sorridente em filmes e programas de TV. Pode até raspar a cabeça, cabelo cresce de novo. E acho que compartilho da mesma opinião de grande parte do público masculino - a banda Ozma, por exemplo, fez até uma música chamada... (rufem os tambores!) Natalie Portman! (A letra está aqui, tem uma versão ao vivo no youtubo, e pra baixar a mp3 é só usar os caminhos usuais).


Natalie Portman foi a Rainha/Senadora Amidala por três filmes. Foi também a filha do presidente americano no clássico supremo Marte Ataca!, com direito a fazer o discurso da vitória sobre os marcianos; ela se fantasiou de elefante em Vila Sésamo; ela cantou em um filme do Woody Allen; fez a menina meio louca que se atira em cima do Zach Braff em Hora de Voltar/Garden State - tenho uma teoria de que todas as atrizes maravilhosas precisam de fazer esse papel de menina louca que se atira em cima de um fracassado, tipo a Kirsten Dunst no Elizabethtown, mas isso é outro assunto. E fez par romântico com a Julia Roberts naquele filme Closer. Quer dizer, não era um par, era um quadrilátero romântico, tinha o Jude Law e o Clive Owen na história também. Nem sei ao certo se as cenas dela pegando a Julia Roberts realmente existiram no filme ou são apenas uma lembrança falsa criada pela minha hiperestimulada imaginação, mas me lembro dessas cenas com riqueza de detalhes, multiângulo e tal.

E, se esse currículo não bastasse, ela estrela o novo clipe de Sir James Paul McCartney, Dance Tonight. E ainda fará uma participação no 12o. episódio da 18a. temporada de Os Simpsons - que a Fox deve exibir no Brasil daqui uns quatro meses mais ou menos, passou nos Estados Unidos dia 11 de fevereiro.

Vida longa e próspera a Natalie Portman!

27 de maio de 2007, 13:00
...e desde então resolvi batizar de forma temática os horários em que mais costumo ir ao cinema.

- Sessão Diversão Preventiva: sexta-feira, 18hs. Por mais inativo que seja meu final de semana, pelo menos eu fui ao cinema.

- Sessão Retomada de Ânimo: quarta-feira, 22hs, às vezes sou a única pessoa na confortável sala do BH Shopping. A semana de trabalho já consumiu minha paciência, mas ainda falta bastante pro final de semana, mente e corpo clamam em uníssono por duas horas de recesso.

- Sessão Não Tem Futebol Hoje: domingo, em torno de 4 da tarde. Porque domingo sem futebol é um dia totalmente morto.

- Sessão Derrota: noite de sexta/sábado, sozinho lá pelas 23hs no Cinemark. O nome é auto-explicativo.

25 de maio de 2007, 16:34
Citação de Futurama da semana:
- Eu tenho poucos anos de vida pela frente, e eu não gostaria de passar por eles estando morto!

25 de maio de 2007, 01:16
Tenho lido por aí críticas de filmes que usam Pequena Miss Sunshine como parâmetro de comparação, especialmente como referencial de filme com/sobre família americana desajustada. E qualquer filme que seja comparado ao filme da menininha chata viajando com a família na kombi é um filme que dificilmente será assistido por mim.

Tipo assim, eu provavelmente deveria ser a última pessoa a critcar as referências cinematográficas de outras pessoas, sei muito bem disso. Mas não quero viver em um mundo onde Pequena Miss Sunshine sirva como marco de excelência!

Famílias desajustadas são fonte infinita de histórias boas e ruins - e não cabe a um fã de Meu Fusca Turbinado avaliar quais histórias são boas ou ruins. Mas que usem famílias disfuncionais mais relevantes como comparação. Fica parecendo que o filme do do Steve Carrell barbudo deprimido foi o primeiro a falar sobre famílias estranhas e disfuncionais. Como se não houvesse existido Beleza Americana, Os Excêntricos Tenenbaums, ou o seriado Married With Children/Um Amor de Família, que era uma comédia escrachada-popularesca, mas sobre uma família toda errada. E nenhum deles teve de pegar emprestado pedaços de enredo de Férias Frustradas (parente idoso que falece no meio da viagem de carro), e nem apelar para o carro sem freios para gerar um clímax tragicômico para a tal viagem. Carro sem freios é tão batido (sem trocadilhos intencionais) que só deveria ser utilizado por gênios como Mr. Bean, Didi Mocó e Ayrton Senna.

21 de maio de 2007, 23:46
Coisas que perguntam pro Google e acabam caindo aqui. Vai entender...

filme. meu pior amigo do ziraldo
O amigo é seu ou é do Ziraldo?

o que eu faço para conquistar a garota mais bonita do mundo
Em primeiro lugar, espero que a sua idéia de "garota mais bonita do mundo" seja diferente da minha, caso contrário, eu vi primeiro e eu não gosto de você! Em segundo lugar, cara, eu realmente não sei! Nos filmes, mandam flores, fazem serenatas, salvam-na de dragões, gorilas e do Duende Verde, derrotam o namorado dela em um corrida de barcos, no cinema tudo parece funcionar. No mundo real, ainda estou por descobrir uma fórmula à prova de idiotas. E em terceiro lugar, vinha o Kimi Räikkönen, mas ele acabou de ser ultrapassado pelo Alonso.

armas bandeirinha bang
Eu sempre quis ter um desses revólveres de brinquedo que disparam uma bandeirinha escrito "BANG!" Se alguém quiser me deixar feliz no meu aniversário, anote essa sugestão. Onde comprar uma? Não sei, mas o Mandíbula deve saber, olha aí embaixo...


(E você pensava que o tal do Tarantino era original e criativo, quem mais pensaria em colocar a Rose McGowan com uma metralhadora no lugar da perna igual ele fez no Grindhouse...)

procurando trevos de 4 folhas
Temos um impasse: para encontrar um trevo de quatro folhas, você precisa de muita sorte. E para ter muita sorte, você precisa de um trevo de quatro folhas. Como quase tudo no mundo de hoje, a solução para essa versão mal-humorada do Paradoxo de Tostines pode ser encontrada na internet, sem aquela incômoda necessidade de levantar as nádegas da cadeira: tem um cara vendendo mudas de trevos de quatro folhas no Mercado Livre. (Não conheço o sujeito, não recebi nada para fazer propaganda dele, não me responsabilizo pela qualidade do produto, baterias não incluídas.)

18 de maio de 2007, 15:12
Citação de Futurama da semana:
- Fry, eu vou fazer você lembrar que é um homem de um jeito que só uma mulher é capaz de fazer!
- Você vai lavar a roupa dele?!

17 de maio de 2007, 20:56
Há dias em que os parasitas alojados na minha mente estão tipo sob overdose de cafeína, cada um correndo para um lado diferente, colidindo uns nos outros e causando acidentes. Em tais dias, sentar e escrever dá uma certa organização nessa bagunça: os parasitas passam a se mover todos em uma mesma direção, como um bando de lemingues alucinados buscando saltar do alto de um penhasco rumo ao oceano congelado.

16 de maio de 2007, 23:39
Vi no Cocadaboa o link para uma das coisas mais engraçadas que vi nos últimos tempos essa semana na internet: um vídeo (estrelado pelo cara desse blog, sensacionalmente denominado Fotos da Sandy Pelada) sobre as mazelas de ser um cara alto. Eu sou um cara alto. E dou meu testemunho público de que todas as situações descritas e amaldiçoadas no vídeo são reais e se repetem infinitamente.

Enfim, assista primeiro o trailer e depois o vídeo Você Deveria Jogar Basquete. Dura 15 longos minutos, mas vale a pena. Mesmo tendo sido (no pretérito perfeito) um jogador de basquete, me coloco solidário à causa dos caras altos cansados das mesmas eternas piadinhas ruins.

Nada contra piadas ruins. Gosto de piadas ruins. Gosto mais do que eu deveria. Quantos advogados são necessários para trocar uma lâmpada? Depende de quantos você consegue pagar. O problema maior, a meu ver, é que essas observações supostamente cômicas sobre suas características pessoais são usualmente feitas por grupos de pessoas naturalmente não-engraçadas: amigos dos seus pais que você não vê há muito tempo, tios distantes, colegas de trabalho chatos, novos sogros, ou o sargento que comanda o dia do alistamento no Exército.

Bom, pelo menos caras altos como eu somos considerados melhores namorados/amantes/esposos, de acordo com essa pesquisa da Scientific American, que na verdade não existe e o link é falso, mas, sei lá, pessoal acredita em qualquer coisa que falem ter sido comprovado por pesquisas científicas... Vai que cola...

15 de maio de 2007, 19:56
Assistir vídeos das Pussycat Dolls e comer sucrilhos com leite ao mesmo tempo pode ser algo extremamente pejudicial ao bem-estar do meu teclado.

14 de maio de 2007, 20:57
Citação de Futurama da semana:
- Você não deveria se importar tanto com o que as outras pessoas dizem.
- Tem razão! E vou começar não me importando com o que você disse!

13 de maio de 2007, 19:59
Um (raro) bom momento do Seu nome, seu bairro - nome popular das entrevistas com populares à saída de um jogo de futebol, na transmissão da Rádio Itatiaia, onde o torcedor tem seu espaço pra xingar o técnico, xingar o juiz, xingar a diretoria, xingar o adversário, mandar um alô pra galera do Bar do Ticão lá em Nova Lindéia, e eu só escuto isso porque fico esperando pelas entrevistas dos técnicos e jogadores.

Repórter: - Hoje é dia das mães, e temos aqui um filho com sua mãe. Seu nome e seu bairro?
Mãe: (Não lembro o nome), do bairro Goiânia!
Filho: Vítor, do bairro Goiânia!
Repórter: Você veio com sua mãe ao jogo, diz aí uma mensagem para ela neste dia das mães!
Filho (com uma dicção mais veloz que a do narrador do jogo): Ô mãe, 'quela lasanha que você faz é boa demais!

09 de maio de 2007, 13:41
Feedback dos posts recentes:

- As passagens aéreas com tarifa ultra-extra-promocionais realmente haviam desparecido na manhã seguinte. Mas ressurgiram à noite. A TAM não anuncia isso, mas aparentemente apenas após às 22hs essas tarifas-vampiras saem às ruas.

- Homem-Aranha 3 é o mais engraçado da trilogia. Não sei se é o melhor, ou o pior, porque meu critério de avaliação para filmes não tem a ver com a qualidade, e sim com o quanto o filme me faz rir. Melhor ainda se eu rio junto com os personagens, e não dos personagens. E, se o Sam Raimi ler isso aqui um dia: por favor, faça do Aranha 4 um musical!!!

08 de maio de 2007, 00:53
Frustração: Acontece quando você está sentado no computador, com o cartão de crédito em cima do teclado, encontra AQUELA passagem nos dias/horários perfeitos, que vai te permitir comparecer aos compromissos agendados e ainda aproveitar dois dias de praia, com a tarifa super-promocional-golden-master disponível, daí você passa uns dez minutos preenchendo tudo o que a companha aérea pede, e mais uns 40 minutos procurando o número do cartão-fidelidade, que só depois de jogar no chão todos os livros que você já levou em alguma viagem você lembrou de tê-lo anotado no verso do cartão de visitas daquela morena da assistência técnica da concessionária, que lembra vagamente a Salma Hayek. Então na hora de concluir a compra, o site dá uma mensagem de erro de SQL. Vem então a certeza de que na manhã seguinte o erro terá sido solucionado e, claro, a passagem em horário bacana e preço acessível terá se esgotado, reduzindo suas opções a São Geraldo e Itapemirim. Isso é frustração.

04 de maio de 2007, 12:53
É hoje! Ingresso na mão, preciso só chegar lá tipo uns quinze minutinhos antes do filme para ter tempo de comprar pipoca - porque assistir Homem-Aranha sem pipoca é como ir à praia e não voltar pra casa com o calção cheio de areia.


Houve algumas sessões às 00h01 aqui em BH, mas um daqueles lampejos de bom senso que me atacam de vez em quando me impediu de perder essas importantes horas de sono. Não me venham com essa cara de "bom senso, você?" - eu tenho lampejos de bom senso, não é exatamente algo comum, mas acontece ocasionalmente. OK, eu admito: só não fui ver o Aranha à meia-noite porque quando soube dessas sessões eu já tinha comprado o meu ingresso...

03 de maio de 2007, 20:48
Citação de Futurama da semana:
- Leela, tem uma coisa que eu quero te dizer há muito tempo, mas toda vez eu fico nervoso e minha boca fica como se estivesse cheia de creme de amendioim, mesmo não estando.

02 de maio de 2007, 13:41
A presença de um sorridente boneco do Sr. Herschel Schmoikel Krustofski - mais conhecido como Krusty, o Palhaço - sobre o gabinete do meu computador aumenta em uns 40% a minha disposição durante as horas de labuta.

Krusty não é apenas o melhor personagem secundário de Os Simpsons. Ele é aquele que, após quase 400 episódios, se mantém mais próximo de seu conceito original, dentre toda aquela multidão que circula pelas ruas de Springfield. Homer deixou há muito de ser o pai de família atrapalhado, que cometia deslizes próximos aos de uma pessoa comum, e se tornou um ganancioso malandro em busca de dinheiro fácil. Há muito não vemos o Homer que se sacrifica de forma imbecil para proteger seus filhos, como em "Bart o Destemido", ou o Homer triste, inseguro e arrependido por ter traído a confiança de Marge, como nos clássicos "Os Segredos de um Casamento Bem-Sucedido" e "Uma Vida Turbulenta".

Ned Flanders também mudou. Era o vizinho religioso e sempre prestativo, bem-sucedido profissionalmente, o eterno "bom exemplo", e foi tranformado em um fundamentalista cristão que parece viver em uma realidade paralela. Mas Krusty não mudou. Krusty continua sendo o mesmo palhaço televisivo que fora dos palcos é mal-humorado e cheio de vícios. É o último resquício daquele desenho animado sensacional que ofuscou tudo mais que porventura tenha acontecido nos anos 90.