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29 de junho de 2007, 14:52
Dentro de alguns dias, colocarei nas costas uma mochila com duas cuecas e três bermudas e migrarei para o Rio. Jogos Panamericanos, não é bem uma Copa do Mundo, mas pretendo extrair deles uma quantidade agradável de diversão esportiva.

A maior parte dos eventos aos quais me farei presente será na Barra ou no Autódromo. Ou seja, longe, já que hospedar-me-ei na Zona Sul. Mas não devo deixar de freqüentar alguns jogos de futebol no CFZ (no Recreio); verei ao menos uma partida de beisebol, na Cidade do Rock (Jacarepaguá), e um jogo de hóquei na grama, no Deodoro. E, caso haja oportunidade, um jogo do Madureira pela Série C do Brasileirão, lá na Rua Conselheiro Galvão.

Quem conhece o Rio solta um palavrão interjeitivo quando comento que vou a Deodoro por vontade própria. E outro quando cito o estádio do Madureira. Dizem que um é estupidamente longe, e o outro é completamente fora de mão. Eu acho que essas são viagens erradas totalmente realizáveis, isso me baseando exclusivamente em meu desconhecimento geográfico e na minha falta de bom senso. Eles não costumam me deixar na mão.

27 de junho de 2007, 00:02
Recentemente voltei a freqüentar academias, por razões alheias à minha renomada indolência. E a principal mudança que percebi na "cultura de academia", após uns quatro anos de afastamento desse meio, é que hoje tipo *todo mundo* vai à academia com fones no ouvido.

Não que eu seja assim uma pessoa extremamente sociável, daquelas que puxa conversa com todo mundo, mas é bem chato ver aquela moreninha do top azul sempre com um Ipod isolando-a do planeta. Gostaria de ao menos ter a esperança de estabelecer contato com ela, esperança essa que tornaria MUITO mais suportáveis as minhas horas de atividade física forçada.

23 de junho de 2007, 13:29
O divertido A Arca saiu do ar. Era o site sobre cinema, TV, quadrinhos que eu mais gostava. Opiniões parciais, de fãs mesmo, e nada de textos-release-de-imprensa. O Judão, a alternativa que ainda resta para ler sobre esses assuntos sem cair no formalismo e na pretensão da tal "grande imprensa" (eu detesto esse termo), também lamentou o fim d'A Arca.

Bom, a web que eu aprendi a gostar vai desaparecendo aos poucos. É o círculo da vida. E aos caras d'A Arca (remanescentes do lendário putaquepariu.com), até mais e obrigado pelos peixes!

21 de junho de 2007, 10:21
Exatamente um ano atrás eu vivia o auge da minha viagem sem noção pela Alemanha. Eram tempos de passar a noite no trem, deixar a bagagem num guarda-volumes da hauptbahnhof (estação ferroviária, a palavra alemã que mais usei!) e caminhar sem rumo pelas cidades, colecionando souvenirs e histórias pra contar.

Ando meio bastante nostálgico daquele verão europeu de 2006, e já tenho pensado na próxima empreitada internacional, que se tudo correr bem não demora muito a acontecer. Ainda há tralhas da Copa "provisoriamente" estacionadas sobre a escrivaninha do meu quarto, e há histórias bacanas que prometi escrever e ainda não o fiz. Por sinal, o blog da Copa que escrevi no Show de Bola tá guardado em algum canto inacessível, preciso recolocá-lo em lugar visível.

E houve aqueles momentos mágicos, que só faziam sentido naquele contexto, e que jamais voltarão a acontecer. Pelo menos não daquela forma tão natural. Como a sensacional bandinha de p'rtugueses que passava horas andando pela cidade onde Portugal jogaria, desde o amanhecer até a hora do jogo, com bandeiras, faixas, cachecóis e caras pintadas, e tocando *sempre a mesma música*. É a bandinha que aparece nesses dois vídeos do youtubo. As horas que passei seguindo a bandinha dos portugas, cantando "Olé, P'rtugal olé" pelas ruas de Colônia, Frankfurt e Munique estão entre os momentos mais surreais e mais divertidos daquele mês.

18 de junho de 2007, 23:52
Sabe aquela coisa que você sempre planejou fazer, mas nunca teve coragem? Que você queria muito fazer, mas nunca contou para ninguém, nem para os amigos mais próximos? E que a cada vez que uma oportunidade de fazê-lo parecia se aproximar, você conseguia uma desculpa para dar a você mesmo, tentando enganar aquela voz lá no fundo da cabeça que volta e meia te chama de covarde, de franguinha, e diz que você não honra as cicatrizes do seu joelho direito?

Pois ontem não tive nem tempo de preparar essa desculpa. Fui pego de surpresa pela oportunidade claríssima, totalmente desarmado, e pude finalmente riscar esse que era um dos primeiros itens da enorme lista chamada "coisas que PRECISO fazer".

Assisti High School Musical. Sem que ninguém me obrigasse a isso.

Noite de domingão, cansado, sozinho em casa, sem ninguém para passar pela sala e reclamar que o filme é ruim, deitado no sofá, já com uma garrafa de Tampico e um pacote de salgadinhos na mesinha de centro. Ia zapeando em busca de qualquer coisa que prendesse minha atenção por mais de 4.2 segundos, e na quarta ou quinta volta pelos 73 canais povoados por tele-evangelistas, mesas redondas ruins e filmes piores, Troy e Gabriella se encontravam no karaokê de Salt Lake City.

Achei que fosse só o clipe, que passa quase que em loop contínuo no Disney Channel, mas a história foi segundo, eles se reencontraram depois das férias, mas pertenciam a grupos diferentes, tinham uma imagem a manter perante aos amigos, até que o Troy dirige o carrão envenenado dos T-Birds e vence a gangue rival naquela corrida no canal... Não... esse era o John Travolta, uns quarenta quilos atrás. E o filme era Grease. Mas o High School Musical é bem por aí, só que na categoria sub-15. É bem bobo, divertido, previsível, bobo e cheio de clichês, e isso agrada bastante ao meu estranho gosto para filmes.

15 de junho de 2007, 23:12
Faltam nove semanas para a estréia do filme d'Os Simpsons aqui no Brasil. E surge a notícia de que Homer será menos Homer do que poderia ser. Segundo essa notícia do Omelete, o dublador Waldyr Sant'Anna não mais fará a voz brasileira do inspetor de segurança da Usina Nuclear de Springfield. Waldyr é a voz clássica do Homer, que acompanhou o personagem nas sete primeiras temporadas da série - as temporadas que colocaram Os Simpsons em um nível muito superior a qualquer outra coisa já exibida na televisão.

Sei lá quem está com a razão na briga entre o dublador e a Fox. Não compro de cara esse ponto de vista de artista-bonzinho-enfrenta-grande-multinacional-malvada. Mas quem mais perde com isso é quem for assistir à versão dublada do filme. Ou seja, quem mais perde com isso sou eu. (Vou ver a versão legendada. E a dublada em português. Mais de uma vez, cada uma. E vou reclamar da ausência do Homer clássico.)

12 de junho de 2007, 23:47
- Você deveria se chamar Linda.
- Eu me chamo Linda!
- Ahm... ah... sério?!
- Sim. Meu nome é Linda. Aqui, você me conhece?
- Não... Essa era uma cantada. A única que eu sei. (pausa) Você não podia se chamar Linda.
- Como assim?
- Agora eu não sei prosseguir com a cantada. Ela é toda ensaiada, certinha. Você me fez perder o rumo. Perder o rumo... Acho que posso conseguir alguma coisa partindo disso. Peraê.
(Dá dois passos para trás, bem medidos, e se aproxima novamente.)
- Você vem sempre aqui?
- Ah não, você não vai tentar uma cantada de "você vem sempre aqui"!
- Ah... Tem razão. Foi mal. Me dá uma segunda chance? Todo mundo merece uma segunda chance.
- Tipo assim, essa já era a segunda chance.
- Acho que mereço uma segunda segunda chance, então.
- Você está bloqueando meu caminho, então, acho que não tenho outra escolha.
- OK. Vamos lá... Olá! Olha, eu estava indo cumprimentar meu amigo ali do outro lado, mas te vi e perdi o rumo, vim para cá porque eu precisava falar com você, falar qualquer coisa, só pra ter certeza que você é de verdade.
- Gostei dessa. Bem honesta.
- Gostou mesmo? Quer dizer, nem precisava dizer, com esse sorriso que você abriu. Legal. Valeu! Até mais!
- Como assim, "valeu, até mais"? Você passou cinco minutos gaguejando aqui na minha frente, até conseguir chamar minha atenção, e vira e vai embora assim?!
- Eu não preciso de mais nada agora.
- ??
- Eu sempre usei essa cantada do "você devia se chamar Linda", só ela. E ela nunca deu muito certo. Na verdade, eu nunca tinha conseguido um sorriso igual esse seu. Acho que nunca fiquei tão feliz quanto agora.
(Vira e vai embora, meio que assobiando, leve e feliz.)

10 de junho de 2007, 23:51
Sobre a formosa figura ali no topo da barra esquerda direita desse blog: Ana Ivanovic, tenista sérvia de 19 anos, vice-campeã do torneio de Roland Garros deste ano, sexta colocada no ranking da WTA e garota-propaganda do eficientíssimo Departamento de Vestidos Muito Curtos da Adidas.

08 de junho de 2007, 20:51
Citação de Futurama da semana:
- Coisas inteligentes fazem as pessoas se sentirem burras. E coisas surpreendentes as assustam. Eu sei disso porque enquanto as outras pessoas vivam suas próprias vidas, eu desperdiçava a minha assistindo TV. Mas isso porque eu sabia que um dia isso me ajudaria a salvar o mundo!

08 de junho de 2007, 16:48
Cada semana de trabalho é como se fosse uma cena de filme do Tarantino. Nas semanas mais tranqülas, o tempo se passa em discussões sobre o nome de sanduíches do McDonald's em terras distantes, ocasionalmente dança-se em restaurantes temáticos com Buddy Holly e Jayne Mansfield como garçons. Semanas comuns se resumem a longos períodos de treinamento com sábios chineses de grandes bigodes, ou a lavar o sangue do banco de trás de carros de assassinos.

Semana como a corrente é como aquela cena da Uma Thurman contra os Crazy 88, no primeiro Kill Bill. A cada japonês assassino voador que se mata, surgem mais três ainda mais loucos e vindos sabe-se lá de onde.

Podia ser pior. Podia ser aquela cena da "punição" imposta ao Marsellus Wallace no Pulp Fiction.

06 de junho de 2007, 17:21
Da série: Paulo e seu senso de direção

Minha capacidade de não me perder aumenta uns 600% quando estou dirigindo sozinho, sem ninguém mais no carro. Mesmo quando em cidades nas quais nunca dirigi antes. Pessoas atrapalham, isso é um fato. Não só para me localizar, mas para quase todas as coisas da vida. Ainda chegará o dia em que só precisarei interagir com máquinas, aparelhos eletrônicos e websites para ter uma vida completa e feliz. Enquanto esse dia não chega, passei um tempo matutando e vi dois motivos que potencializam esse meu dom de não me perder quando estou sozinho:

Motivo #1: Quando estou dirigindo sozinho, preciso prestar atenção apenas no rádio do carro e no trajeto. Nessa ordem.

Motivo #2: A diferença de pontos de vista. Quando estou dirigindo sozinho, "não me perder" significa simplesmente sair do ponto A e chegar a um ponto B pré-determinado. Quando há outras passoas envolvidas, "não me perder" passa a significar sair do ponto A e chegar a um ponto B pré-determinado sem passar oito vezes pelo mesmo lugar, sem pegar duas ruas sem saída e entrar quatro vezes na contra-mão.

1o. de junho de 2007, 10:21
Sobre essa contagem regressiva aí no alto da página:
• Considera-se a data prevista para a estréia de Os Simpsons - O Filme no Brasil, 17 de agosto.
• Considera-se também a sessão de 00h01 no dia da estréia.
• O filme estreará nos EUA em 27 de julho, mas eu não me importo.
• A faixa fica mais certinha visualizada no Firefox do que no Internet Explorer. Não que eu me importe.
• O Manifesto Webtosqueira é meu pastor, e me faltarão flash, asp, php, dotnet, web 2.0, tableless, wiki e essas boiolagens todas, mas eu não ligo.