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27 de julho de 2007, 21:38
Continuo vivo. Amanhã termina a maratona do Pan, com uma possivel correria Marapendi-Maracanã no meio da tarde. O Rio é um lugar legal. Tenistas mexicanas são uma paisagem excelente. Tempo pode ser algo bem escasso. Imprensa adora exagerar, tanto para o bem quanto para o mal. Albergues poderiam se esforçar um pouquinho mais no sentido de atingir, se não a excelência, ao menos um nível digno na área da higiene e do conforto. Um celular com 4 gigabytes de mp3 e acesso à internet torna meus dias mais felizes.
18 de julho de 2007, 20:34
Deixei isso aqui meio abandonado, mas por um motivo justo: estou passando as férias na cidade-sede dos Jogos Pan-Americanos, e atravessando diariamente todo o Rio atrás de velódromos, estádios, piscinas e arenas, me resta pouco tempo para sentar em frente a um computador que funcione. Estou tentando pelo menos manter atualizado o blog que criei pra falar do Pan - http://blogdetorcedor.blogspot.com.
Alguns comentários mais pessoais cabem aqui, e não nesse outro blog. Por exemplo, o fato de eu não conseguir não pensar em futebol ao ver o mapa dos trens da Central. Várias das estações têm nomes que remetem diretamente a futebol: além das óbvias Maracanã, Engenho de Dentro, Bangu, Madureira e Olaria, tam também Quintino, Bento Ribeiro, Edson Passos, Campo Grande, São Cristóvão, Bonsucesso, Guilerme da Silveira, Marechal Hermes... Tudo futebol.
11 de julho de 2007, 03:57
Eu gosto da sabedoria contida em títulos de discos e canções pop. Meus títulos preferidos, já comentei por aqui algum tempo atrás, são "If We Can Land a Man on the Moon, Surely I Can Win Your Heart", última música do melhor disco do Beulah; "Eu Tenho Uma Camiseta Escrita Eu Te Amo", balada tosca do Wander Wildner; e "Se Sexo é o que Importa, Só o Rock é Sobre Amor", nome do primeiro CD da banda gaúcha Bidê ou Balde. E minha lista receberá um adendo em breve: o novo álbum do Biquíni Cavadão vai se chamar "Só Quem Sonha Acordado Vê o Sol Nascer".
Um dia deses uma de minhas discussões desnecessárias via MSN com uma amiga era exatamente Alvorada x Crepúsculo. Essa amiga é fã incondicional do pôr-do-sol, usa uma foto de pôr-do-sol como avatar do MSN, e tem um fotolog em que, dependendo do humor dela, fotos de pôr-do-sol são postadas por sete ou oito dias consecutivos. Já eu acho o nascer do sol bem mais legal, mesmo sabendo que meu relógio biológico não colabora com minha peferência.
Uma das coisas que gostaria de fazer durante minha viagem ao RJ é conseguir uma foto legal do nascer do sol no Arpoador - mas imagino que não vá ser viável, pois além do fator "eu não vou acordar tão cedo assim", ao que eu me lembre o sol ali nasce do lado errado, no continente, atrás de prédios e montanhas altas.
Por que no Arpoador? Porque eu gosto dali, mesmo só tendo estado lá uma vez. Já gostava de lá mesmo antes de conhecer, mas nessa única vez, estava em companhia de uma certa menina de cabelos escuros e sorriso contido. Ela trajava então um simpático biquíni azul-marinho, e era a fim de mim tanto quanto eu dela, e os dois sabiam disso, e todo mundo em volta também sabia, mas isso não era comunicado verbalmente entre as partes interessadas. Essas bobagens de quando se tem 13 anos. Ou uns quatro ou cinco a mais do que isso, talvez.
Lembro que foi nesse dia que resolvi gostar de Pearl Jam. Caminhando em direção ao Arpoador, íamos naquela conversa furada, ela me disse que gostava de Pearl Jam. "Legal, eu também!", afinal, naquela situação eu concordaria com qualquer coisa que ela dissesse, mesmo sendo fã de Nirvana, e ser adolescente nos anos 90 significava que só se podia gostar de UMA banda de Seattle.
Nessa toada, caminhávamos bem próximos, falando de amenidades, e quando chegamos lá em cima encontramos parte da turma que estava com a gente lá no Posto Nove - e isso cortou por completo o clima. Ou então, estávamos caminhando todo o tempo juntos a essa turma, e não conseguimos nos distanciar muito dela, o que acabou cortando o clima. Enfim, a história envolve eu, a menina de biquíni azul, e uma galera que de alguma forma cortou o clima, sinceramente não lembro a ordem exata dos fatores, isso pouco importa.
No fim, aquilo que até o vendedor de Biscoito Globo podia perceber continuou sem ser comunicado entre nós dois - não verbalmente, nem tampouco fisicamente. E ainda assim essa tarde é uma das melhores lembranças que eu guardo comigo.
Onde eu queria chegar com isso tudo? Basicamente, só queria mesmo era falar que o nome do CD novo do Biquíni Cavadão é bacana, mas daí fui divagando por escrito, e perdi o controle do meu próprio texto. Mas ficou legal. Acho que a moral da história é "permita-se perder o controle ocasionalmente". Ou então, "Deus dá nozes a quem não tem dentes e dá dentes a quem não tem nozes". O que não faz muito sentido, mas eu sempre quis usar como moral de algma história.
10 de julho de 2007, 00:30
Assisti semana passada à meia-temporada final de Veronica Mars, o seriado mais legal de todos os tempos desde que o Kevin Arnold não ficou com a Winnie Cooper no final. Demorei duas temporadas e meia pra entender um pouquinho a cabeça da Veronica, mas no episódio 16 dessa terceira temporada, tudo fez sentido. E sempre fui fã dos personagens secundários, Mac e Piz, especialmente. Sentirei falta deles.
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Quem está na chuva é pra se queimar. Será meu lema durante os meus 20 dias de férias cariocas-panamericanas.
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Federer x Nadal, final de Wimbledon: O jogo durou quase quatro horas. Um possível compacto com os melhores momentos da partida teria pelo menos 90 minutos, sem comerciais. Um dia contarei a meus netos, "eu vi vários jogos do Federer contra o Nadal pela TV, inclusive *aquela* final de Wimbledon, esses caras que jogam hoje em dia não são de nada".
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Chocolate é bom. Morango é ainda melhor. Logo, morangos cobertos po chocolate derretido e quentinho deveria ser algo fantástico. Mas o popular fondue de chocolate não entra no meu Top 10 Formas de Consumo de Chocolate. E nem no Top 50 Formas de Consumo de Morangos.
08 de julho de 2007, 16:21
Naqueles tempos longínquos onde telefones celulares serviam unicamente para fazer ligações telefônicas e Malhação ainda se passava em uma academia, as relações humanas eram mais simples. Quando se perdia contato com alguém, quando os encontros casuais não mais aconteciam e os amigos em comum se distanciavam, então era isso, perdia-se o contato. Restavam boas lembranças, fotos guardadas, tudo devidamente reservado para os momentos de nostalgia.
Hoje, basta acessar o orkut para trocar receitas discutir filosofia nietzschiana e lá está, no canto superior direito da tela, alguém que já foi parte de sua vida, e de quem restam hoje só lembranças e fotos. E também essa foto que aparece todo dia ali no monitor. É tipo uma porção diária e obrigatória de saudade, em graus diferentes dependendo da pessoa que está ali - variando de um "esse cara era um figuraça" até o já clássico movimento respirada-profunda-com-longo-olhar-para-o-infinito seguido por um "o que é que eu estava fazendo mesmo?"
02 de julho de 2007, 11:12
Algo que me passou pela cabeça ontem quando eu assistia Os Simpsons: No tão aguardado longa-metragem, haverá uma abertura tradicional? Aquela, começando com o Bart de castigo, escrevendo uma frase no quaro-negro, e terminando com a trdicional cena da família chegando ao sofá da sala (chamada de couch gag no submundo dos fanáticos pela série)? Em caso afirmativo, uma cena do sofá ruim pode destruir minhas expectativas sobre o filme logo em seus primeiros minutos.
Algo que passou pela cabeça do Ayrton Senna logo que ele batou no muro da Tamburello: o braço da suspensão do carro dele.
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