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27 de setembro de 2007, 22:45
Tipo, agora essa budega aqui tem um FAQ.
27 de setembro de 2007, 22:45
Seriado que assisti as duas primeiras temporadas inteiras em menos de três semanas, antes que começasse a terceira (na última segunda-feira): How I Met Your Mother. Ted, em 2030, conta a seus filhos como conheceu a mãe deles nos dias atuais etc etc, não estou com paciência para ficar descrevendo nada aqui, se quiser leia na wikipedia ou use o Google. Passa na Fox Life - sério, esse canal existe! - às 19hs de quarta-feira. Dizem que dá pra baixar de forma ilegal, pirata e criminosa na internet, mas eu não sei nada a respeito, não fiz nada disso, já estava assim quando eu cheguei!
A série tem um roteiro muito acima da média, diálogos geniais e algumas frases que entram na antologia das grandes frases de seriados de todos os tempo. Como essas aí embaixo, mal-traduzidas por mim mesmo:
"Filho, um pequeno conselho: nunca use as palavras "pênis de smurf" em um primeiro encontro."
"Eu não deixaria você tomar conta nem dos filhos imaginários que eu invento para me dar bem com mães solteiras!"
"Para outra pessoa, isso seria um novo ponto mais baixo, mas para você é apenas um novo ponto intermediário."
"Há apenas dois motivos para sair com uma mulher com quem você já saiu antes: implantes de seios."
"Todo Dia das Bruxas, eu trago uma fantasia reserva, para o caso de eu levar um fora. Assim eu tenho uma segunda chance de causar uma boa primeira impressão."
27 de setembro de 2007, 19:58
Quando alguém querido tem problemas de saúde, nos preparamos para o pior, mas nunca acreditamos que o pior vá realmente acontecer. Quando acontece, fica uma sensação de impotência e uma dor que parece que não vai passar nunca. Nem mesmo conseguimos fazer da mesma forma atividades rotineiras tipo jogar tênis, carregar compras, tirar sujeira do ouvido direito ou fazer sinal pro ônibus.
R.I.P. meu ombro direito. Ele já vinha capengando havia alguns anos, mas nunca deixou de aproveitar cada momento da vida. Já tava mais pra lá do que pra cá, mas agora acho que foi mesmo pra cidade dos pés-juntos. Comer capim pela raiz e tal. Vou sentir a falta dele.
25 de setembro de 2007, 22:35
As melhores histórias do mundo - e isso é um fato - começam com seis palavras: "Eu estava muito chapado naquele dia."
Ronald Rios
Frase presente nesse vídeo aqui, e o autor da frase é o cara do Fotos da Sandy Pelada.
24 de setembro de 2007, 23:39
Segundo essa notícia, a NFL, liga de futebol americano profissional, proibiu as líderes de torcida de se aquecerem para os jogos nas proximidades do time visitante. Alguns times colocavam suas cheerleaders propositadamente à vista dosa jogadores adversários para distraí-los enquanto o técnico dava as instruções finais para a partida.
No dia em que eu for assistir a um jogo da NFL, devo me lembrar de:
1. Comprar um ingresso longe do banco de reservas do time visitante;
2. Chegar mais cedo para assistir o aquecimento e os alongamentos;
3. Levar câmera com zoom potente; e
4. Levar um babador.
20 de setembro de 2007, 11:30
Na noite de ontem, aventurei-me a disputar uma partida de tênis contra um amigo também de nível pós-iniciante-1A no esporte da Sharapova. Perdi, por 2 sets a 1, parciais 6/4, 1/6 e 7/5. Mas o meu ponto que fechou o segundo set foi cinematográfico, devolvi o saque com força e bem aberto, na direita do adversário, ele até conseguiu devolver, mas aí já estava eu na rede pra dar um voleio à Roger Federer no lado oposto da quadra, sem a menor chance para o adversário. A torcida aplaudiria de pé e algumas fãs seminuas mais empolgadas invadiriam a quadra para me felicitar, caso houvesse lá na quadra 2 do Minas I torcida e fãs seminuas empolgadas.
Se alguém tivesse filmado o jogo, assistiria esse ponto umas 2000 vezes, fácil. E vocês veriam que as descrições que faço de minhas façanhas esportivas nem são tão histórias de pescador quanto parecem. A não ser aquela história do filhote de tubarão-martelo que pesquei com minhas próprias mãos. Em BH.
20 de setembro de 2007, 00:34
Eu tentei. Procurei com todas as minhas forças pelo Youtubo. Mas não encontrei lá os vídeos da minha lista de melhores esquetes do Saturday Night Live. A NBC deve ter um batalhão de advogados de plantão só por conta de tirar do ar os vídeos de seus programas.
A lista dos quatro melhores esquetes do SNL - considerando os esquetes que o meu cérebro guarda, em vez de guardar informações importantes como "não gaguejar muito ao conversar com mulheres interessantes" - é:
1. Steve Martin cantando/dançando King Tut.
2. Operaman - um personagem do Adam Sandler que dá notícias sempre em forma de ópera, com sotaque italiano e tudo mais - começa a falar sobre o Pearl Jam. Obviamente, em ritmo de Even Flow. Esse eu achei o video, mas sugiro ver primeiro esses dois vídeos pra entender o personagem antes de ver o esquete citado.
3. O lendário esquete da Sharon Stone passando pelo detector de metal do aeroporto, e os seguranças (Dana Carvey e acho que o Kevin Nealon) fazendo "bip" até que ela ficasse só de roupas de baixo. Não soa tão engraçado assim, eu sei, mas tipo se esquetes do SNL fossem musicas dos The Beatles, esse aí seria tipo no mínimo Hey Jude.
4. Fred Savage, a.k.a. Kevin Arnold, fazendo o monólogo de abertura do programa. E no meio do monólogo, entra a narração em off do de Anos Incríveis.
Nota-se que 75% dessa lista é 100% anos 90. E nem incluí nada do Wayne's World. E, ainda mais noventista do que isso tudo é esse vídeo que eu anda não conhecia e achei lá no Youtubo - Rock for Michael, uma música para que Michael Jordan não trocasse o basquete pelo beisebol. Com Chris Farley como Meatloaf, Kevin Nealon como James Taylor, Rob Schneider (ainda com cabelo) como Fred Schneider dos B-52's (que ainda tinha cabelo), David Spade como o cara do Soul Asylum, Aerosmith com uma versão modificada de Dream On, Tim Meadows como Snoop Dogg, e mais uma vez o Adam Sandler como Eddie Vedder.
17 de setembro de 2007, 17:11
Lá em casa temos, há pouco menos de um mês o pacote master-super-mega-top-com-uma-cereja-no-alto da TV a cabo, com todos os pontos devidamente legalizados. Além de dobrar a possibilidade de ter algum filme legal nas minhas noites de tédio, apareceram lá dois canais gringos só de clipes de música. MTV Hits e VH1. Só clipes. Tipo que meu tempo de inércia no sofá (ver nota abaixo) quintuplicou.
Canais de vídeos musicais, deveriam fazer isso aqui no Brasil também. Talvez fizesse sucesso. Pelo menos, me agradaria bem mais do que aquele canal que passa a Cicarelli bancando o cupido e ajudando alguma mina feia a escolher um entre três espinhentos fantasiados de sapo.
*NOTA*
Tempo de inércia no sofá: Tempo gasto no modo "vou desligar a TV e sair do sofá, é só acabar esse clipe/programa/cena... ah, esse agora é legal também, depois desse eu saio..."
16 de setembro de 2007, 01:22
Nessa semana que passou, o país perdeu um de seus últimos bastiões da sua elite cultural e social: Pedro de Lara, radialista, cantor, ator de pornochanchadas, astrólogo e jurado de programas de auditório.
Nos clássicos anos do Show de Calouros do Sílvio Santos, era ele quem tentava se passar por jurado ranzinza, resmungão, mau-humorado e ranheta. Mas todo mundo gostava dele. Ao que me lembre, era o mais popular da formação clássica do júri do Seu Sílvio, que contava também com os sem-graça Sônia Lima, Décio Piccinini, Wagner Montes, com a tal da Flor que acho que estava lá só porque era gatinha, e com o surreal Sérgio Mallandro. E, claro, a Aracy de Almeida. Eu tinha medo da Aracy de Almeida. Ela sim era do mal, escondida atrás daqueles óculos retangulares cor de garrafa de cerveja, sempre com algum vestido aparentemente feito com o mesmo pano das cortinas da casa da minha bisavó.
Anos mais tarde, fui descobrir que a Aracy havia sido uma aclamada cantora, intérprete de Noel Rosa e tal. Que havia gravado músicas como "Tenha Pena de Mim", "Bom Dia, Tristeza" e "Não Me diga Adeus". Aracy de Almeida, sempre à frente de seu tempo, era emo já nos anos 40. O que nos leva à pergunta: será que daqui a 40 anos os caras do NXZero e todos esses cantores de rímel e meia-franja vão estar soltos por aí assustando criancinhas na TV?
Voltando ao Pedro de Lara: ele era um cara bacana e elegante. E não me julgo capaz de dizer algo digno desse personagem ímpar em nossa nação cada vez mais pobre de ídolos e heróis. Por isso, passo a palavra a seu antigo colega de júri, Sérgio "Mallandrovski" Mallandro:
- Salsi fufu! Rááááá! Glu-glu! Ié ié! Rááááá! A porta número dois? Tem certeza?! Glu-glu! Ié ié! Você está desesperado?! Então mostre que você está desesperado! Ié ié! Salsi fufu! Glu-glu! Rááááá!
13 de setembro de 2007, 23:51
Agora, além do dia de 50 horas, estou desesperadamente precisando do mês de 81 dias e do ano de 19 meses.
Só de planos para minhas próximas férias - no longínquo verão de 2008, seja ele no hemisfério que for - já bolei uns cinco. Baratos, divertidos e capazes de agradar a mim mesmo e mais ninguém, porque eu gosto de fazer coisas esquisitonas nas férias, tipo assistir aos Highland Games da Alemanha, ou seguir os passos do MrManson e ir ao Burning Man no meio do deserto. Visitar museuzinho fresco e/ou viajar por pacotão da CVC é para os fracos.
Mas o plano #1, que seria "passar as férias de pijama no sofá" está descartado, contra a minha vontade, ao menos enquanto eu ainda morar na mesma casa que meu chefe.
11 de setembro de 2007, 15:16
Meu veículo de informação cultural preferido nos últimos anos era um tapume de uma construção situada no meio do trajeto casa-trabalho. A eficiência desse tapume era impressionante: antes que os eventos fossem noticiados por jornais e sites, antes que os ingressos começassem a ser vendidos, o cartaz aparecia lá no tapume por cima de dezenas de outros cartazes de shows - acho que nem havia mais madeira lá, possivelmente os anos de cartazes superpostos já se sustentavam sozinhos.
Ultraje, Skank, Pato Fu, Léo Jaime, Nenhum de Nós, Marky Ramone, Sepultura, Slayer, aquela banda que tocava Anna Júlia e até o show do Alice Cooper que acabou sendo cancelado, todos estiveram lá no "meu" tapume, sempre em letras garrafais e cores desnecessariamente chamativas. E também micaretas, festas de cidades do interior, peças com atores da Globo, duplas sertanejas da moda, jotaquestes, marisasmontes e humbertosgessingers.
Pouco tempo atrás, o tapume desapareceu, foi substituído por um muro de um prédio prestes e ser inaugurado. Um muro sem cartazes de shows. Perdi minha fonte confiável e atualizada de informações. Acho que agora sei como se sente uma mulher quando fica sem ler o resumo das novelas no jornal de domingo.
9 de setembro de 2007, 15:43
Série intrigante de coisas estranhas que pessoas esquisitas perguntam ao Google antes de aterrissar por aqui.
• historia da cadeia alimentar do tamandua
Hoje em dia, formigas comem folhas e restos de piquenique, tamanduás comem formigas, e onças comem tamanduás. Mas durante a Idade Média, formigas medievais comiam folhas medievais e restos de piqueniques medievais, tamanduás medievais comiam formigas medievais, e onças medievais comiam tamanduás medievais. (Para a pré-história, repete-se a situação medieval, trocando-se a palavra "medieval" por "pré-histórico/a".)
• tecnicas de puxar conversa com as mulheres
A resposta a isso me renderia livros, palestras e dinheiro, caso eu a conhecesse. O pouco que aprendi a respeito é sobre o que NÃO se deve usar como temas de abordagem feminina. Compartilho isso aqui, mas já adiantando que meu conhecimento é empírico e limitado e pode estar - e muito provavelmente está - completamente errado. Ou não.
TOP 8 TEMAS A EVITAR PARA
PUXAR CONVERSA COM MULHERES
1. futebol
2. videogames
3. Jabba the Hutt
4. Guerra Civil Espanhola
5. heavy metal
6. piadas de humor negro com crianças
7. aquele dia em que você interditou o banheiro da casa da sua tia
8. Harry Potter (Esse não por causar repulsa, mas pelo motivo oposto: o tema estimula o cérebro feminino a falar ininterruptamente por horas, e a não aceitar opiniões contrárias - tipo, ainda mais do que o normal.)
• meu pequeno territorio
Ele pode ser importante, principalmente se o seu objetivo for conquistar 24 territórios. Pequenos territórios como Islândia ou Sumatra valem tanto quanto China, Vladivistok ou Mackenzie.
• ter um macaco
Faça-o por sua própria conta e risco. Mas só me convide para visitar sua casa após ter ensinado o macaco a não atirar seus próprios excrementos (os do macaco) nas visitas.
4 de setembro de 2007, 23:39
Já devo tê-las postado por aqui alguns anos atrás, mas sempre vale encher lingüiça com algumas das minhas piadas cretinas favoritas:
- O que dá o cruzamento de um macaco com um sanduíche?
- Um xis-panzé.
- Como se faz pra saber se tem um elefante dentro da piscina?
- Procure um par de chinelos redondos na beirada.
- Como se canta Parabéns Pra Você para uma criança com câncer?
- Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades, lá lalá lá lá lá...
3 de setembro de 2007, 23:33
Banda legal que canta em língua que eu não entendo da semana:
Belanova. Banda que eu conheci ao achar por aí a versão latino-mexicana de What I've Been Looking For, sim, da trilha do High School Musical. Assim como no Brasil o Ludov gravou a música como O Que Eu Procurava, o Belanova gravou Eres Tú para a versão latino-mexicana da trilha sonora.
O primeiro disco deles, Cocktail, é cheio de baladinhas eletrônicas chatinhas, mas gostei muito do segundo álbum, Dulce Beat. As duas primeiras músicas, Niño e Rosa Pastel, me deixam feliz por estar com meu castelhano meio enferrujado, caso contrário elas ficariam sendo repetidas por meses na minha cabeça.
A vocalista Denisse Guerrero, ao que me consta, usa sempre saias e shorts bem curtos. Ela não é exatamente uma Pussycat Doll, mas pelo menos desvia a minha atenção do gordinho de cavanhaque esquisitão e do nipo-mexicano que toca teclado-guitarra.
1o. de setembro de 2007, 21:20
Filmes do Kevin Smith sempre têm uma certa intertextualidade entre eles. Não apenas Jay e Silent Bob, personagens recorrentes; não apenas por serem todas as histórias situadas em New Jersey: as histórias dialogam umas com as outras. A Alyssa de Procura-se Amy era amiga da menina que morreu afogada no Barrados no Shopping, cujo funeral aconteceu em O Balconista. O cara do Menina dos Olhos tem uma estátua daquele Buddy Christ apresentado em Dogma. Na lanchonete Mooby's onde se passa a maior parte de O Balconista II, aconteceu uma cena importante de Dogma. E esse parágrafo poderia ser quase sem fim, se na porta de casa não estivesse buzinando agora uma loira de longas pernas, curvas bem desenhadas e vestido azul tipo frente-única, em seu Porsche, esperando pela minha companhia, para irmos jogar paintball. (Eu estou inventando essa parte mesmo, então acho que tenho o direito de me colocar na situação que eu quiser. E eu sempre tive vontade de jogar paintball, mas nunca o fiz.)
Como já dizia Mussum, "a vidis imitis a artis". Esses filmes do Kevin Smith também têm histórias recorrentes do lado de cá da tela. Quando assisti Procura-se Amy no cinema, lá no fim dos anos 90, em um dia de semana no Savassi Cineclube, duas senhoras de mais idade se retiraram da sala enquanto os personagens falavam sobre as cicatrizes que tinham adquirido devido a práticas sexuais não-ortodoxas em locais também não-ortodoxos. Quando vi Dogma, um cara saiu do cinema na cena do Monstro do Esgoto - aquele monstro feito inteiramente de... digamos, dejetos sólidos. E essa semana, assisti O Balconista II no cinema, e um casal - que eram as duas únicas outras pessoas no cinema, além de mim - se retirou da sala durante um longo diálogo sobre práticas sexuais não-higiênicas. Imagino o que aconteceria se eles tivessem esperado pela cena do "show erótico inter-espécie", provavelmente a mais engraçada e também mais nojenta dos sete filmes do cineasta.
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