30 de novembro de 2007, 14:12
"Ao fazer a crítica de um filme, prefiro não assistí-lo, para não me deixar influenciar pela qualidade da obra." Mais ou menos isso, não sei se são as palavras exatas. Mas esse é um dos lemas de Agamenon Mendes Pedreira, colunista picareta fictício de O Globo. E eu tenho seguido os ensinamentos do velho Aga ultimamente: escrevo mais sobre filmes que estou ansioso por assistir do que sobre filmes que efetivamente já tenha assistido. O que não é nem bom nem ruim, é apenas uma constatação desnecessária.
E essa introduçãozinha também é meio desnecessária, foi colocada aí em cima só para tentar disfarçar o post-diarinho. É que, com algumas semanas de atraso, estréia hoje aqui em BH Planeta Terror, a metade de Grindhouse de responsabilidade do Robert Rodriguez. E assistirei-o, no mais tardar, hoje. Porque sou fã do Rodriguez desde Um Drink no Inferno, aquele filme com a Salma Hayek seminua num bar de motoqueiros-vampiros no deserto. Porque *todas* as imagens de divulgação do filme apresentam algum personagem ou objeto banhado em sangue. Porque tem uma mina lá com uma metralhadora em lugar da perna. E zumbis. E sangue. Zumbis, mulheres seminuas, sangue, vísceras humanas, e aparentemente tudo isso para que o filme transmita aos espectadores a importante e edificante mensagem de que "zumbis, mulheres seminuas, sangue e vísceras humanas são divertidos"!
28 de novembro de 2007, 16:01
53 60 dias. É o tempo em que o futebol ficará ausente da minha rotina. Hoje o Galo faz seu último jogo em casa na atual temporada, e apenas em 20 27 de janeiro fará sua estréia em 2008 - segundo informações extra- oficiais, contra o Democrata, lá em Sete Lagoas, aumentando minha distância do futebol para 53 60 dias e 80 quilômetros.
Serão sete oito domingos consecutivos sem Mineirão. E eu honestamente não sei o que fazer com eles. Talvez seja hora de tirar da gaveta todos aqueles programas para "quando eu tiver tempo pra isso". Pedalar na Pampulha. Ir a alguma cachoeira aqui perto. Ler Guerra e Paz. Estudar latim. Abrir a pasta "e-mails não-respondidos/2005". Arrumar o meu quarto. Deixar crescer as asas e aprender a voar.
Sério, é tempo demais para ficar privado de futebol. Mas, olhando sempre o lado bom da vida, pelo menos eu não torço pro América, que encerrou 2007 há uns 40 dias e só volta lá pelo final de março. Na segunda divisão estadual.
27 de novembro de 2007, 16:03
Da série: Eu, Paulo, sou um idiota
Em meio à quantidade paquidérmica de arquivos mp3 implantadas no computador do trabalho ao longo dos anos, tem a discografia quase completa do blink 182. Dos seis discos deles (e mais os álbuns das três bandas pós-separação), só faltam o Enema of the State e o Take off Your Pants and Jacket. Só que simplesmente *todas* as músicas legais da banda estão nesses dois álbuns.
Comparando, é mais ou menos como ter todos os discos que os Rolling Stones gravaram desde 1975. Ou todos os livros do Asterix lançados depois que o Goscinny morreu.
21 de novembro de 2007, 09:49
Coisas pós-viagem ainda a fazer:
1. Baixar o giga e meio de fotos e videos pro PC.
2. Consertar/editar/maquiar todo esse giga e meio de fotos e vídeos.
3. Subir isso aí tudo (consertado/editado/maquiado) para um álbum web.
4. Subir duas ou três fotos aqui no blogue.
5. Assistir no youtubo os gols dos jogos que eu assisti lá em BsAs. E os gols de Peru x Brasil que eu, em rara escolha acertada, preferi não me esforçar para ver pela TV.
6. Comer todos aqueles alfajores que eu trouxe pra dar de presente mas acabei decidindo que ninguém merece-os mais do que eu mesmo.
7. Baixar e assistir os seriados que perdi nessa meia semana - a saber: 30 Rock, How I Met Your Mother e Aliens in America.
8. Marcar reposição para as aulas de tênis que perdi.
9. Acender três velas para Nossa Senhora do Cartão de Crédito.
10. Matar dois bodes castrados em uma encruzilhada, em honra ao Exu-Caveira do Câmbio Favorável.
16 de novembro de 2007, 00:38
A melhor parte de viajar sozinho é nao ter ninguém por aqui para desmentir histórias que eu venha a inventar. Entao, pense em algo legal que eu possa estar fazendo nesse feriadao em Buenos Aires e eu confirmarei. E contarei alguns detalhes veroissímeis, para dar credibilidade a mim mesmo.
08 de novembro de 2007, 19:46
Saque-voleio. O substantivo composto mais legal da língua portugesa. Comprei uma revista de tênis só porque tinha uma reportagem a respeito. "Dicas para melhorar o seu saque-voleio". Típica chamada caça-trouxa de capa de revista. Quase igual a um "como instalar uma placa de vídeo mais poderosa que a do seu vizinho" na Info. Semelhante ao "fale palavras difíceis e arrume um emprego melhor" na Exame. "Como culpar o capitalismo por todos os males do país", na Carta Capital. Ou "saiba por que aquele menino não conversa com você" na Capricho. Sobre esse último tópico, a resposta é simples: meninos de 14 anos só pensam em futebol e videogame. E meninas não sabem falar sobre futebol e videogame. E recuso-me a linkar a Capricho aqui, em respeito a mim mesmo quando eu tinha idade de ser colega de sala de leitoras de Capricho.
Mas, enfim, dessa vez até que deu certo, nem era tão picareta assim a matéria. Unindo a minha falta de noção natural com aquele mínimo posicionamento básico que essa reportagem conseguiu me ensinar, agora eu destruo todo mundo no tênis na base do saque-voleio. Ou seja, na base da ignorância. Ignorância que sempre foi minha mais destacada característica em qualquer modalidade esportiva. Isso, quando eu acerto o saque. Tipo, acertar a bolinha dentro da quadra, na zona de saque, e não dentro do buteco vizinho. Quase estraguei uma comemoração de aniversário que estava rolando lá semana passada. Talvez até tivesse sido uma boa. À distância a aniversariante me pareceu gatinha, já renderia uma abordagem simpática. Meio suada, mas simpática.
06 de novembro de 2007, 10:58
Recentes lesões nos meus dois ombros, que já vieram da fábrica com alguns defeitos de fabricação/montagem, me levaram duas vezes a ortopedistas nas últimas semanas, e levarão mais uma vez hoje. Imagino que me será receitado um transplante, um pai-de-santo ou um exoesqueleto de adamantium. Ou os três.
Hm... Um pai-de-santo-cyborg com exoesqueleto de adamantium daria um super-herói de história em quadrinhos sensacional! Já tenho até nome pra ele: Pai Mechamonsterzilla de Oxóssi. Como eu não sei desenhar, vou dar esse nome para o porquinho-da-Índia que comprarei um dia.
05 de novembro de 2007, 14:41
Como se fazia para planejar viagens antes da invenção do Google Earth?