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26 de fevereiro de 2008, 20:35
Preciso comprar um caderno com urgência. Essa parada de não escrever nada muito elaborado que não seja aqui no blog está meio que me tornando um dependente. Sinto que muitas vezes uso o hipertexto como uma muleta. Faço links desnecessários como recurso de humor barato, muitas vezes iludindo-me e imaginando minhas mal-traçadas como uma forma de arte.

Quero me livrar desse vício. Preciso de um retorno às minhas origens, preciso voltar ao bom e velho papel-e-caneta dos tempos daquela prosa moleque, de várzea. A prosa livre de amarras táticas, dos tempos de Garrincha e Júlio Botelho, de Leônidas e Xerxes, aqueles textos que levavam multidões aos estádios! O mundo precisa de menos links vazios, e mais conteúdo!

Complementando o raciocínio, às 22:49
Pior que essa hipertexto-dependência seria usar posts metalingüísticos para disfarçar a falta de assunto; ou então usar auto-referências, o mais covarde recurso.

25 de fevereiro de 2008, 14:54
...e então inscrevi-me no campeonato de tênis lá do Minas. Começa em meados de março, e disputarei o torneio de simples masculino, categoria 20 a 34 anos. Acho que até tenho chances de não passar muita vergonha - ao menos pose de tenista de fim-de-semana eu já tenho. Veio de brinde com a munhequeira branca que comprei só pra tirar onda.

Sei que as normas de conduta do tênis permitem que a torcida se manifeste apenas entre os pontos, mas não serei eu a impedir que gritos, buzinas, fogos de artifício e dardos tranqüilizantes sejam usados contra meus adversários quando eles estiverem no saque.

Aviso antecipadamente a meu fã-clube feminino que não haverá troca de camisas entre os jogadores após os jogos. Distribuirei um máximo de 30 autógrafos ao final de cada partida, para fãs que serão selecionadas com base na soma ponderada dos seguintes critérios:
• Pontualidade (deve acompanhar a partida desde o início);
• Fidelidade (deve incentivar-me mesmo nos momentos desfavoráveis);
• Desfile em trajes de banho.

P.S.: A onda agora é começar posts com "...e então". Letra maiúscula no início do texto é para os fracos.

22 de fevereiro de 2008, 09:13
Uma das frases-feitas mais verdadeiras que conheço é aquela do "você só tem uma chance de causar uma boa primeira impressão". Aplica-se com perfeição à situação-clichê garoto-conhece-garota.

Se a primeira impressão que a garota da situação-clichê teve foi que você é um idiota, ela irá tratá-lo como idiota para todo o sempre, nao importa o que aconteça depois disso. Mas se a primeira impressão que ela teve foi diferente disso, favor enviar um e-mail explicando como você fez isso, porque eu acho que nunca consegui.

19 de fevereiro de 2008, 14:22
Se um dia eu resolver listar os melhores episíodios de Os Simpsons pós-clássicos (ou seja, da nona temporada em diante), certamente That 90's Show estará no pódio.

Apesar de bagunçar (ainda mais) a cronologia da série, é um episódio sensacional. As referências engraçadas (a Melrose, ao grunge, à exacerbação do "politicamente correto", a De Volta Para o Futuro) são apenas um tempero extra, como acontecia naquelas sete primeiras temporadas da série, e não o ponto central do episódio. Sinopse resumida: Marge troca Homer por um professor da faculdade, e Homer monta uma banda grunge para expressar sua dor. E a trama é pontilhada de ótimos momentos de Homer e Marge contando a história aos filhos, assim como contecia nos episódios de flashback das sete primeiras temporadas.

(Nota: uma comparação às sete primeiras temporadas de Os Simpsons vinda de mim é, na escala Paulo Torres de elogios, o ponto máximo, superior até mesmo a comparações com as pernas da Ana Ivanovic.)

Infelizmente, o restante da atual temporada (décima-nona) não faz jus ao respeito que ainda tenho pela série. Idéias interessantes, como a morte do Sideshow Bob ou Ralph Wiggum se candidatando a prefeito, são mal desenvolvidas, e os episódios são pobres, confusos e com finais abruptos. Como tem sido nos últimos dez anos. Não tão ruim quanto a 12a. temporada - aquela com o Dia dos Golfinhos no Especial de Dia das Bruxas XI e a viagem à África - mas ainda assim desanimadora.

18 de fevereiro de 2008, 00:11
E o Google continua direcionando buscas esquisitonas pra cá.

só tenho amigo incompetente
Às vezes eu penso assim. Mas na maior parte do tempo, em vez de pensar na incompetência alheia, prefiro imaginar a Alicia Silverstone com o biquíni dourado da Princesa Leia. Isso me acalma.

a história da espanha bem resumida
Tribos ibéricas. Celtas, gregos, fenícios. Domínio romano. Invasões germânicas. Invasão dos mouros. Reconquista (a expulsão dos árabes, e não aquele filme toscão do John Travolta). Contra-reforma. Grandes navegações. Monarquia. Guerra Anglo-Espanhola. Guerra civil. Franco. Di Stéfano. Emilio Sanchez. Zubizarreta. Romário. Bebeto. Ronaldo. Rivaldo. Ronaldinho. Robinho.

o que é no volei rodizio?
Nas segundas-feira, os jogadores com final 0 e 1 não podem jogar no ataque. Na terça, são os jogadores de final 2 e 3. E assim em diante. Acho que é por isso que a maioria dos jogos é nos finais de semana.

definição de desnecessário
Ok, esse aí o Google mandou pro lugar certo.

12 de fevereiro de 2008, 23:55
10 coisas que aprendi sobre Buenos Aires - parte 2

Obs.: A parte 1 é o post do dia 31 de janeiro!

6. Para visitar o Caminito, em La Boca, programa de domingão de todo turista, Paulo recomenda chegar lá antes das 10h. Motivo: em torno desse horário começam a montar uma feirinha infernal lá, e começam a chegar os ônibus lotados de turista. E você não quer barraquinhas de bugigangas e/ou um monte de turista-tiozão nas suas fotos das casinhas coloridas.

7. O Hipodromo de Palermo tem páreos mais ou menos a cada três dias (o calendário tem no site). Vale a visita. Nomes engraçados de cavalo ficam ainda mais engraçados em espanhol - no dia que fui lá, apostei no Grande Fabián, que ficou em último, e no Confio en Ti, que não justificou minha confiança e terminou em oitavo. No fim você pode xingar o pangaré a vontade, porque poucos lá entendem palavrões em português. Pela expressão resignada que fez ao olhar para mim, acho que o jumento cavalo entendeu tudo.

8. CDs e DVDs são bem mais baratos lá do que cá, tipo metade do preço. A variedade de títulos disponíveis de rock é bem maior, dá pra achar algumas pérolas lá, tipo alguns álbuns do R.E.M. que jamais deram as caras no Brasil. Na seção "rock en castellano" pode-se descobrir algumas ótimas surpresas. E lojas enormes como a El Ateneo e a Musimundo são bem legais.


Monumento a los Caídos en Malvinas, na Plaza San Martin

9. Os dois lugares mais bacanas da cidade:
  • Plaza San Martín, no bairro do Retiro (bem no fim da Calle Florida), que na parte de cima parece o Parque Municipal aqui de BH, se o Parque Municipal fosse limpo e não-depredado; e na parte de baixo tem o Monumento a los Caídos en Malvinas, esse da foto acima, bem bonito. E é cercada pelos prédios mais bonitos da cidade.
  • A feira da Recoleta, que acontece aos finais de semana na pracinha em frente ao Cemitério e ao divertido Centro Cultural. Além das obrigatórias barraquinhas de bugigangas, tem grupos musicais (foi lá que vi o citado Sinviola), tem hare krishnas dançando, tem um grupo cômico que faz malabarismos com bastões pegando fogo e ao mesmo tempo canta rap em espanhol, e no verão isso rende até depois das nove da noite.

10. Brasileiro que se preze, quando pensa em futebol argentino já pensa na Bombonera. Vá lá, o Museo de La Pasión Boquense é incrível, passei mais de três horas lá dentro. Mas tem muito mais fútbol por Bs.As. do que Boca e River. Tipo assim, leia esse texto do Balípodo sobre o futebol portenho. Depois, leia essa crônica do Daniel Galera sobre um jogo do pequeno Almagro pela segunda divisão. E veja esse vídeo da torcida do Ferrocarril Oeste que eu fiz (e veja os vídeos relacionados). O que tenho a dizer, aqui da minha posição de irrecuperável fanático por futebol: assista um jogo de um time médio ou pequeno! É uma atmosfera que não tem equivalente em nenhum outro lugar - talvez nas divisões inferiores da Inglaterra ou da Alemanha, mas certamente não aqui no Brasil.

12 de fevereiro de 2008, 15:54
Tem dias em que vou batendo aleatoriamente no teclado e saem frases simplesmente brilhantes. Tipo uma versão sem piolhos do Teorema do Macaco Infinito, que diz que se mil macacos forem colocados frente a mil máquinas de escrever, um deles acabará por escrever as obras completas de Shakespeare. Duas dessas frases aleatórias que saíram do meu teclado hoje:

- A diferença entre um sonho e um plano é só uma questao de ponto de vista.

- O Legião tem tudo pra conseguir uma vaga na série C, aí vai jogar no Amazonas, no Araguaia iá, iá, na Baixada Fluminense, em Mato Grosso, Minas Gerais…

Essa segunda foi um comentário a este sensacional post do Impedimento. E uma importante diferença entre eu e os macacos na máquina de escrever é que eu, ao contrário dos símios Elmo, Gum, Heather, Holly, Mistletoe e Rowan, cobaias de um experimento científico britânico, não sujo meu teclado com excrementos, ainda.

08 de fevereiro de 2008, 00:25
Fiquei devendo a segunda metade daquele post sobre Buenos Aires que escrevi semana passada. Continuo devendo. Mas eu tenho dois mega-placemarks do Google Earth, e postei-os lá no fórum oficial do programa. Um tem os lugares legais/interessantes de Bs.As., o outro tem estádios dos times profissionais de Buenos Aires e cidades vizinhas.

Nesses vários anos de blog, com centenas de milhares de posts, acho que é a primeira vez que posto alguma coisa efetivamente útil. Sim, é útil. Se você por acaso viajar a Buenos Aires, e lá resolver assistir um jogo, digamos, do Excursionistas, time simpático que disputa a Primera C Metropolitana, que vale a quarta divisão de lá, não adianta perguntar pro guia da CVC onde fica o Coliseo del Bajo Belgrano - afinal, guias de turismo, recepcionisas de hotel, e até mesmo aquela morena linda, simpática, perfumada, de voz meio rouca do balcão de informações turísiticas, são macaquinhos que só sabem repetir as informações que receberam em seus respectivos treinamentos. E a morena do balcão de informações turísticas não é de dar papo pra turista brasileiro insistente, acredite. E olhando no Google Earth, já dá pra ter uma vaga noção da localização do estádio, ao menos para não ser *muito* enganado pelo Señor Taxista.

04 de fevereiro de 2008, 23:55
...então, eis o tipo de entretenimento audiovisual que minha conexão banda larga vem me proporcionando nesse feriadão:

• Juno Original Soundtrack
Assisti esse filme ontem, é bem divertido. E as músicas bonitinhas que tocam no filme meio que grudam na cabeça. E, não-relacionado com a trilha sonora, acho que é a primeira vez que falha a minha regra de "filme que começa com silêncio bucólico na primeira cena não pode ser legal". Normalmente os filmes que eu gosto começam com música alta, ou explosões, ou macacos. Ou macacos tocando guitarras que explodem.

• Zoey 101 - s03e24-25 - Goodbye Zoey
• Zoey 101 - s04e01 - Trading Places
• Zoey 101 - s04e02 - Fake Roomates
A Nickelodeon nacional tem uma dinâmica muito estranha de exibição de seriados, então, sempre que consigo pescar na internet um episódio de Zoey ou Ned que ainda não vi, eu o faço.

• Hannah Montana - s01e01 - Lilly, Do You Want to Know a Secret?
• Hannah Montana - s01e02 - Miley Get Your Gum
Eu precisava me situar um pouco melhor no universo dessa série, por isso fui direto aos primeiros episódios. Assisto a episódios isolados, e não é que haja grande complexidade na trama, mas tinha curiosidade em saber, 1) se a Miley já começara o seriado como Hannah Montana superpostar mundial, e 2) como o Oliver e a Lily, os dois amigos dela, descobriram a dupla identidade. Talvez a Lois Lane devesse assistir Hannah Montana, o disfarce da Miley é quase tão elaborado quanto o do Clark Kent.

Concluindo: Caso aconteça um daqueles acidentes bisonhos envolvendo descargas elétricas, uma vingativa feiticeira asteca e um garfo fincado no pé direito da minha pantufa da garrinhas, que em uma de comédia de sessão da tarde poderia fazer com que eu trocasse de corpo com minha prima de 9 anos, eu definitivamente teria bastante assunto com minhas novas colegas de sala.

01 de fevereiro de 2008, 09:07
Sabe aquelas embalagens pequenas de geléia/manteiga, que se encontram em aviões e cafés da manhã de hotel? Um pote raso de plástico com uma tampa tipo de papel alumínio? Pois existem duas maneiras de abrí-las: o jeito certo e o meu jeito.