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29 de maio de 2008, 17:37
Notícia de macaco da semana:
Piloto da NASCAR doa macaco de estimação ao zoo de Louisville, Kentucky

Mojo, o macaco de estimação do piloto Tony Stewart, campeão da Fórmula Indy em 1997 (o Tony, não o macaco), é um macaco-vermelho, ou macaco-pata - essa espécie aqui. Na verdade ele foi doado ao zoológico em agosto do ano passado, mas apenas nessa semana que passou que ele pôde ser colocado na área de visitação. Tony resolveu doá-lo porque estava se tornando excessivamente agressivo (o Mojo, não o Tony Stewart). Mojo é o único macaco-pata macho do zoológico, que já possuía três fêmeas da espécie.

Imagino que a vida do Mojo tenha mudado para melhor. Deixou a casa de um piloto toscão, que deve viver reclamando das inúmeras batidas em que se envolve, e foi morar com três fêmeas. Ou não. Ele deve sentir falta de companhias masculinas para falar sobre esportes e fêmeas alheias.

Tipo assim, ou o Mojo conversa sobre vestidos, sapatos e sobre quem tá pegando quem na novela das sete, ou ele aprende a se comunicar com o orangotango da jaula ao lado. E como orangotangos são do sudeste asiático, eles não devem manjar nada de futebol, basquete ou automobilismo - só de críquete. Então, quem esativer no Kentucky ou proximidades, vá visitar o Mojo! Qualquer coisa é melhor do que papo de torcedor de críquete.

27 de maio de 2008, 01:00
...vontade de encontrar AQUELE desfecho bacana para as histórias que começo a escrever é o que me torna um ficcionista frustrado. Até tentei descartar os inícios e começar as histórias sempre pela metade, mas escrevendo o final primeiro. Isso me confundiu um pouco, atordoou completamente meus personagens e criou algumas situações até constrangedoras. Em Édipo Rei na Terra de Oz, por exemplo, Dorothy não apenas dormiu com sua própria mãe, o Leão Covarde, e matou seu pai, o Chapeleiro Louco, como também já iniciou a história sabendo deste parentesco. Depois disso, nenhuma outra história minha foi encenada por aquela companhia de teatro infantil de bonecos.

Já tentei também economizar substantivos e verbos, concentrando-me nos adjetivos. Menos urgência. Mais detalhes. Um toque noir. Telegráfico. Nervoso. Rítmico. Hitchcockiano. Mas o resultado foram textos que vagavam entre a poesia concreta e o dadaísmo. E uma poesia concreta dadaísta era a pior maneira possível de desenvolver a história na qual eu estava trabalhando: o Hell's Angel mexicano que desafiou a Morte para uma partida de strip-sinuca.

Acho que vou pegar todas os meus fragmentos inacabados de contos e encerrá-los deixando cair uma bigorna sobre o(s) protagonista(s). Ou outros objetos. Âncoras. Jacas. Dentaduras. Sanfonas. Sanfoneiros. Ou um Tiririca de 23 metros de altura.

- Bola seis en la caçapa del canto.
- O que você disse?
- Bola seis en la caçapa del canto. ¿Que pasa, hombre?
- Não escutou isso? Bem baixinho, "não sei se tu me amas pra que tu me seduz". Não foi você?
- ¿Tá me estranhando, Señor Ceifeiro? Primeiro, este cuecón rosado aí, ahora usted está me cantando!
- A cueca foi presente da Cegonha. (Vira outro copo de uísque.) Aquela ingrata. Mas tem alguém cantando mesmo, escuta aí.
- ¿Além de ser un maricón, está se quedando loco? (Olha pra cima, arregala os olhos, escuta cada vez mais alto Florentina, Florentina, Florentina de Jesus.) PQP HAY UN TIRIRICA DE 23 METROS CAINDO ACÁÁÁÁ...
CAPLOFT!
- BwaHuAhauHuAhaUhah! Ninguém sobrevive a um desafio contra o Ceifeiro Maldito! (Baixa o tom de voz) Só a Cegonha. (Vira mais um copo de uísque.) Aquela ingrata. (Olha pra cima, arregala os olhos.) PQP UM SANFONEIRO DE 23 METR...
CLATOPLOF!
O sanfoneiro de 23 metros de altura começa a tocar Asa Branca.
Sobem os créditos.

23 de maio de 2008, 11:02
Replicando aqui o que escrevi lá no blog do Show de Bola.

Para quem mora em Belo Horizonte e arredores:
Até o próximo domingo está rolando a Bienal do Livro, no Expominas. E o último stand, ao lado da saída da feira, é o da Livraria Pontes - uma livraria/editora especializada em futebol.

Vale a visita. O dono da livraria, José Reinaldo Pontes, fanático por futebol e extremamente atencioso, pode dar algumas boas indicações enquanto conta boas histórias. Saí de lá com três ótimos livros nas mãos.

A Livraria Pontes também vende pela internet, no www.livrariapontes.com.br.

21 de maio de 2008, 10:57
Completando o post abaixo: Claro que valeu o esforço para ver o jogo! E cntrariando minhas expectativas, foi um jogo digno de Real x Neverkusen 2002, de Milan x Steaua 1989, ou ManU x Bayern 1999. Só que, ao contrário do título de 1999, desa vez eu torcia pelo Manchester United - graças aos valentes Carlitos Tevez e Wayne Rooney, e a Cristiano Ronaldo, com dribles que parecem saídos da fase dourada (1999-2001) do Marques no Atlético.

21 de maio de 2008, 11:49
Duas coisas que só faço em caso de necessidade mais que extrema: chegar ao trabalho antes de 8 da madrugada e não fazer horário de almoço. Uma vez por ano, faço as duas coisas no mesmo dia: quando tem final da Liga dos Campeões da UEFA - ou seja, hoje.

Não vai ser um jogão como aquele Real Madrid x Bayer Neverkusen de 2002, mas acho que valerá o sacrifício.

19 de maio de 2008, 17:05
Lições de vida - ou, em outras palavras: Paulo, deixe isso por escrito em lugar visível!

1. Viagem de ônibus entre BH e Goiânia: Real Expresso bom, Viação Gontijo ruim. Repetindo: Real Expresso bom, Viação Gontijo ruim.
2. Táxi na saída de jogo de futebol: não conte com isso.
3. Halls Creamy sabor melão: aprovado com honras.
4. Rafael Nadal: cansativo igual todos os tenistas argentinos e espanhóis - exceto talvez o Moyá. Melhor economizar a vontade de assistir tênis para o próximo jogo do Baghdatis.
5. Arrumar umas ferraduras por aí. Como amuleto, não como calçado - se bem que tênis tamanho 46 tá ruim de encontrar, de repente é uma.

14 de maio de 2008, 16:42
Se os militares voltassem ao poder estariam feitos. Imagina sofrer a oposição do, sei lá, Wilson Simoninha.
     Arnaldo Branco em entrevista a uma tal Revista Wave

13 de maio de 2008, 13:39
Quem me conhece, ou lê isso aqui ocasionalmente, sabe que eu me empolgo muito facilmente e com grande intensidade por motivos pequenos e tolos. Dessa vez, estu me empolgando facilmente e com grande intensidade por um motivo que merece verdadeira empolgação: Chuck Berry confirma shows no Brasil em junho. Tá certo que ele não vem a BH dessa vez, mas Rio e SP são logo ali na esquina. Irei a um show do velho Chuck mais uma vez!

Não é todo dia que se pode ver um cara de 81 anos de idade tocando aquele riff que abre Roll Over Beethoven. E ele não vai estar por aí por muito mais tempo, infelizmente. Perder esse show seria como deixar de ver uma apresentação da Dercy Gonçalves, se a Dercy fosse o Monty Python e já tivesse sido presa por instalar câmeras ocultas em um banheiro feminino.

09 de maio de 2008, 17:21
Notícia de macaco da semana:
Pesquisa mostra que macacos gostam de pornografia

Resumindo a notícia aí do link: Cientistas (com tempo livre e verba para pesquisa sobrando) colocaram quatro macacos rhesus machos adultos para ver fotos de macacos em um computador. Os proprios macacos controlavam a passagem de uma foto para a seguinte. E o que os pervertidos pesquisadores descobriram é que os macacos gostaram mais de ver fotos de, digamos, derriéres das macacas do que fotos de macacos-machos.

Para mim, a conclusão é simples: tem gente por ganha dinheiro pra fazer pesquisas com pornografia de macaco em universidades respeitáveis. PORNOGRAFIA DE MACACO! "Boa noite, senhoras e senhores aqui presentes, sejam bem-vindos ao XIV Congresso Interdisciplinar Acadêmico de Pornografia de Macaco!" Isso tem potencial para ser pelo menos 700 vezes mais divertido do que qualquer coisa que eu tenha feito em todos aqueles anos em que freqüentei a UFMG - exceto, talvez, aquele Concurso de Camisetas Molhadas das calouras do curso de Farmácia em que fui jurado, mas acho que eventos imaginários não contam.

09 de maio de 2008, 11:31
A campanha publicitária da comédia Forgetting Sarah Marshall - que no Brasil, será chamada de Ressaca de Amor e tem lançamento previsto para 19 de setembro - tinha cartazes como esse aí ao lado espalhado pelos EUA. Além do You suck Sarah Marshall, havia cartazes de You do look fat on those jeans, Sarah Marshall, de My mother always hated you, Sarah Marshall e I'm so over you Sarah Marshall. A trama do filme: o Jason "aquele cara do HIMYM" Segel leva um pé nos fundilhos da namorada, interpretada pela Kristen "Veronica Mars" Bell, sai de férias sozinho para tentar tirar a loirinha da cabeça, e ao chegar ao resort tropical paradisíaco encontra a ex em lua-de-mel com seu novo par.

Um parêntese aqui: You suck! é uma ofensa bacana. Simples e rude. E, acima de tudo, direta. Passei o dia de ontem pensando se existe alguma expressão em português que tenha o mesmo efeito, e não encontrei. Fim do parêntese.

Obviamente, existem algumas dúzias de Sarah Marshalls de verdade - só no facebook são 276. E, como mostram as reportagens do Chicago Sun Times e do LA Times, elas não ficaram lá muito contentes com os cartazes raivosos pelas ruas. A não ser a dona do domínio sarahmarshall.com, uma professora de arte da Universidade do Alabama que ganhou milhares de visitas nos site por causa do filme e do barulho em torno dele.

Ainda mais divertido que os cartazes é o website anunciado neles (em letras miúdas): um blog feito pelo ex-namorado para a Sarah, que começa poucos dias antes do pé na bunda e segue até que ele resolve viajar de férias. Bastante engraçado. Tanto os textos quanto os vídeos. E fizeram também um myspace da banda do novo namorado lá, mas esse nem é legal. Talvez fique engraçado depois que eu tenha asisstido o filme, sei lá.

09 de maio de 2008, 00:08
Comer um sanduíche de almôndega do Subway feito naquele exótico pão integral com aveia e mel é praticamente comer o cookie junto com as almôndegas.

08 de maio de 2008, 10:55
Da série: Diálogos engraçados de seriados subestimados
(Transcrição/tradução de memória por mim mesmo.)

- Você estava olhando para o meu decote!
- Em minha defesa, ele também estava olhando para mim!

06 de maio de 2008, 02:01
Sabe simpatia por identificação? Acho que é o motivo pelo qual gostei tanto desse vídeo aí embaixo, que chegou a meu cohecimento através da Lia Amancio, cujo blog marca presença na minha restrita lista de favoritos desde mó tempão atrás.


Assisitir isso me rendeu uns dois ou três dias de intensos flashbacks. Se alguém me viu caminhando por aí distraído, com olhar perdido, cara de "caiu a ficha", talvez resmungando sozinho, bom, isso tudo é um tanto normal, mas talvez eu tenha permanecido nesse estado por um tempo um tanto mais longo nesses dias aí.

02 de maio de 2008, 09:43
Aos excelentíssimos senhores apresentadores de mesas-redondas sobre futebol na TV:
Eu sei que pode ser complicado para vocês conseguir assunto para falar de futebol por horas e horas diariamente. Sei também que a opinião daqueles que os assistem tem lá alguma importância. Mas se eu quisesse saber a opinião de algum "internauta" sobre qualquer coisa, eu procuraria no orkut. Se interessasse a mim a opinião do Zé Maria de Itaquaquecetuba sobre o frango do goleiro do Corinthians ou o doping do zagueiro central do Partizan Belgrado, eu não ligaria a TV, eu iria a Itaquaquecetuba para discutir futebol com ele.

Se assisto uma mesa-redonda na TV, é para saber a opinião de gente que entenda de futebol sobre futebol. (Mesmo sabendo que só uns 3% dos debatedores de mesa-redonda preencham esse requisito.) E, principalmente, para ver gols, lances, imagens - sem isso, bastaria um radinho de pilha. Não quero, definitivamente, ficar assistindo gente sentada em um estúdio feioso lendo e-mails em um notebook. "A Ana Regina, de Santo André do Rio Vermelho, diz que é fã do nosso programa e torce por uma vitória do Flamengo." Tipo assim, com todo respeito, não é nada pessoal, mas que se dane a Ana Regina de Santo André do Rio Vermelho e as opiniões dela sobre qualquer assunto. Relevância, por favor!