29 de dezembro de 2008, 19:39
3060 minutos, ou 51 horas. É o que duraram os 34 jogos disputados pelo centenário Clube Atlético Mineiro em Belo Horizonte na temporada 2008. Pela primeira vez, estive presente em cada um desses jogos - nos anos anteriores, eu sempre acabava perdendo dois ou três jogos por motivos fúteis como casamentos de amigos, feriados prolongados ou a minha própria missa de formatura. E compareci ainda a três jogos fora de BH, em Sete Lagoas (Democrata 1x0 Atlético), Nova Lima (Villa Nova 0x2 Atlético) e Goiânia (Goiás 1x1 Atlético).
Pode-se dizer que não foi um ano de títulos ou grandes conquistas para o Galo, mas minha satisfação de ir ao estádio indpende disso. Sou apaixonado por todo aquele ambiente de arquibancada, por todas as pequenas tradições que cercam o futebol. Gosto de ver pais levando seus filhos pela primeira vez a um jogo de futebol, gosto do desfile de camisas recém-compradas no primeiro jogo após o lançamento de um novo uniforme, gosto de ver respeitáveis senhores de avançada idade (algumas vezes, ao lado de seus filhos e netos) proferindo insultos impublicáveis aos adversários.
Gosto também de me sentir um pouco dono daquele estádio que nos últimos dez anos passei a conhecer tão bem. Sou reconhecido pelo vendedor de picolé que sempre pára por alguns instantes para conversar comigo no início do segundo tempo, sei quais bares oferecem opções de refrigerantes além da indefectível dupla Coca-Cola e guaraná. Tem até um bar nas cadeiras especiais que vende Gatorade!
Claro que derrotas me chateiam, as mais marcantes chegam a me deixar com essa cara de o-que-estou-fazendo-aqui? dessa foto acima - tirada antes do segundo jogo da final do Campeonato Mineiro, quando só uma vitória por seis gols de diferença daria o título ao Galo. Mas, excetuando-se esses breves acidentes esportivos, as tardes de domingo no Mineirão são para mim um momento de paz e descanso. Mesmo quando passo duas horas em pé no sol gritando até ficar rouco, saio de lá novo e descansado. Minhas preocupações cotidianas ficam perdidas em algum ponto do caminho rumo ao Mineirão.
Além das preocupações, acabo deixando também o meu (já deficiente) senso estético pra trás, como provam essas duas fotos nas quais uso esse pouco elegante (porém deveras divertido) chapéu de galo. A foto de cima, em Atlético 0x1 Social, na primeira fase do Campeonato Mineiro - sim, é uma bandeira do Quênia! - e a de baixo no empate frente ao Goiás no Serra Dourada, na segunda rodada do Campeonato Brasileiro. A bandeira alvinegra eu normalmente uso amarrada nos ombros, o que não deve me deixar com uma aparência elegante e/ou sofisticada...
E foi com o chapéu e a bandeira que apareci na Globo, no finalzinho do compacto de Goiás 1x1 Atlético - vê lá a partir dos 5'35'' - comemorando o gol do Vanderlei que empatou a pelada batalha. Sim, eu tô ali, até dei um print para provar.
E pra encerrar, estatísticas inúteis: ao fim de 2008, foram 15 vitórias, 11 empates e 8 derrotas, com 52 gols marcados e 42 sofridos que assisti no Mineirão (contando também o jogo contra o Guarani de Divinópolis, que foi no Independência). Um aproveitamento de 54,9% dos pontos disputados. Mas valeu pela diversão que isso tudo me proporcionou - e nem falei do América, campeão do Módulo II do campeonato estadual e de volta à elite do futebol mineiro em 2009. 25 de janeiro tá chegando já, faltam vinte e sete dias.
27 de dezembro de 2008, 14:54
Três verões atrás, uns dias antes de viajar para a praia, gravei um CD só com músicas de/para/sobre o verão. E, ao contrário de todas as coletâneas que monto, essa ainda não me cansou com músicas que perdem o seu mojo depois de escutadas por dezoito vezes em uma única semana.
Para subir pra web, reduzi a qualidade do áudio pra 64kbps para que o arquivo final ficasse menor. E são 59 minutos e 23 segundos, dá pra gravar numa fita cassete de 60, as faixas 1 a 10 no lado A, 11 a 18 no lado B. (Sim, eu tenho um toca-fitas no carro em plena era do iPod, e estou plenamente satisfeito com ele. Não é meu toca-fitas que vai me fazer parecer um idiota. Existem formas muito mais claras pelas quais deixo isso transparecer.)
Eis abaixo as músicas. Basicamente, rock americano estilo trilha-sonora-de-filme-adolescente - por exemplo, essa música do Bachelor Number Nine é da trilha do prmeiro American Pie, e a do Long Beach Dub All-Stars é o tema de abertura de Joey - aquele spinoff de Friends que ninguém asisstiu. No meio, duas bandas nacionais, duas suecas (Psycothic Youth e Raveonettes) e uma inglesa (Cosmic Rough Riders), mas tudo mais ou menos na mesma onda. (Pegou essa? Verão, onda... Inspirado estou, hoje!)
1. Os Ostras - Surf Barba
2. Fountains of Wayne - It Must Be Summer
3. Psycothic Youth - Summer Is On
4. Katrina & The Waves - Walking On Sunshine
5. The Raveonettes - Noisy Summer
6. Weezer - Brightening Day
7. Sixpence None The Richer - Waiting On The Sun
8. Ultraje a Rigor - Domingo Eu Vou Pra Praia
9. Cosmic Rough Riders - Revolution (In The Summertime)
10. Wheatus - Sunshine
11. Bachelor Number Nine - Summertime
12. Long Beach Dub All-Stars - Sunny Hours
13. Lisa Loeb - Summer
14. Everclear - Sunshine (The Acid Summer)
15. Beck - Electric Music and The Summer People
16. Smash Mouth - Walkin' On The Sun
17. The B-52's - Summer of Love
18. The Sandals - Summer Breeze
Pra fazer o download, só clicar no título do podcast, em amarelo-alaranjado, ali no início da lista. Se não funcionar, entra em http://paulotf.podomatic.com/.
26 de dezembro de 2008, 15:00
O café aqui do escritório é apenas mediano. Passa longe de merecer vaga nas listas de recomendações dos experts, mas dá pra beber sem fazer cara feia. Mas hoje descobri uma artimanha para deixá-lo com um sabor totalmente excelente: consumí-lo juntamente com um Fruittella Swirl dá ao café uma agradabilíssima textura cremosa, além de açúcar na quantidade exata. (Segundo meu paladar: açúcar na quantidade exata = MUITO.)
Notícia da seção Planeta Bizarro do G1, que como toda notícia que aparece por lá (e, sejamos justos, pode-se dizer o mesmo sobre o Terra Popular e o UOL Tablóide) é uma reprodução de notícia publicada uns dias antes em algum grande jornal inglês, americano ou espanhol. Neste caso, do Daily Telegraph londrino.
O que ocorreu foi que os macacos treinados resolveram, em meio a uma apresentação pública na cidade chinesa de Sizhou, devolver ao treinador as pauladas que recebiam como "método educativo". Segundo testemunhas, os macacos tomaram o bastão do treinador e nele bateram até que o bastão se quebrasse.
Aposto 30 ienes nos macacos!
Algum feliz fotógrafo registrou a cena, o que resultou nesta que eu, Paulo Torres, considero a imagem mais espetacular dos últimos 20 anos na categoria "não-biquínis".
16 de dezembro de 2008, 18:49
Meu nome é Paulo, e eu tenho um problema com balas e confeitos de cores e sabores fortes e chamativos.
A partir da frase acima, que será a minha apresentação na reunião inaugural da "Fanáticos por Balas Coloridas Anônimos" assim que o grupo for criado, dá uma idéia de qual deve ter sido a minha reação ao descobrir a existência do TOXIC WASTE CANDY, que além desse nome e da embalagem espetacular (vide foto abaixo), tem como slogan "bala perigosamente azeda".
No site oficial, existe até um desafio lá (clique em fun stuff, depois na figura de Are You Brave Enough?): que suportar ficar com uma bala na boca por mais de 60 segundos, pode se considerar um FULL TOXIC HEAD. E menos de 15 segundos, um "total wuss", ou seja, um covardão, um frangote, uma menininha.
Segundo a resenha do Candy Addict, ganhar o título de Cabeça-Tóxica é uma tarefa árdua. O Aron, autor da resenha, diz ser experiente em confeitos desafiadores, mas jamais havia se deparado com uma bala tão azeda. Na primeira tentativa, com o sabor melancia, ele não passou dos nível "bebê chorão". Apenas na segunda tentativa, com o sabor limão, ele ultrapassou a barreira do minuto.
Já a Robin, cronista do Sour Candy Reviews, diz estar em uma missão em busca da bala mais azeda do mundo. Ela afirmou que horas após a degustação, estava ainda com a boca irritada. E recomenda com bastante ênfase não comer mais de uma bala por vez. (Tem lá uma parte da degustação em vídeo!)
Releio agora a primeira frase desse post, e aquela pequena parte sensata do meu cérebro fica aliviada em saber que nenhum de meus parentes próximos está e/ou pretende ir à América do Norte nos próximos meses. Essa parte sensata sabe que seus apelos não serão ouvidos quando eu me deparar com uma embalagem de balas orgulhosas de seu azedume extremo, disponíveis nos sabores maçã, melancia, limão, blue raspberry e cereja preta.
15 de dezembro de 2008, 18:18
Nesses tempos pós-modernos, pós-11 de setembro e pós-Britney careca, virou chavão elogiar o Woody Allen. Mas quase sempre pelos motivos errados. Tá certo que essa safra recente dele é bem interessante, mas dizer que "Vicky Cristina Barcelona é legal, mas o melhor filme dele é Match Point" é tipo dizer que o Steve Nash é o melhor armador da história do basquete mundial.
Tipo, o cara joga muito, tem dois MVPs na estante, esteve em meia dúzia de All-Star Games e ainda é amigo daquele gorila figuraça mascote do Phoenix Suns. Mas nunca foi campeão da nada. E o Woody Allen dos bons tempos contracenou com o Rick Blaine (o personagem do Humphrey Bogart em Casablanca) em Sonhos de um Sedutor. E o Bogart é provavelmente a única carta que vence o gorila do Suns. Tipo a carta A1 que ganha do Super Trunfo.
Vai aqui um Top 7 pra quem acha que a carreira do comediante novaiorquino - sim, o Woody Allen é comediante em primeiro lugar, e só depois disso ele é cineasta, diretor, clarinetista, marido da própria enteada etc etc - começou junto com a da Scarlett "comissão de frente" Johansson:
7 MELHORES FILMES DO WOODY ALLEN
1. Poderosa Afrodite (1995)
2. Tudo o Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo...
Mas Tinha Medo De Perguntar (1972)
3. A Última Noite de Boris Gruschenko (1975)
4. A Rosa Púrpura do Cairo (1985)
5. Sonhos de Um Sedutor (1972)
6. Bananas (1971)
7. Todos Dizem Eu Te Amo (1996)
10 de dezembro de 2008, 10:04
Da série: Histórias inventadas sobre grandes inventores
Alexander Graham Bell inventou o primeiro aparelho de telefone em 1875. Mas não encontrou utilidade para sua criação até o ano seguinte, quando inventou o segundo aparelho de telefone e finalmente conseguiu completar uma ligação. Alguns anos mais tarde, Graham Bell inventou também o castigo, após receber a astronômica conta telefônica de sua filha adolescente.
Wilbur e Orville Wright, dois irmãos americanos que viviam em uma fazenda da Carolina do Norte, afirmam terem inventado o avião alguns anos antes do franco-brasileiro Alberto Santos Dumont. Mas a aeronave criada pelos Wright não possuía grande autonomia de vôo: era usada apenas para vôos curtos, normalmente entre a sede da fazenda e o galinheiro, com uma escala na horta para reabastecimento. E devido aos 45 minutos necessários para o check-in, quando os Wright finalmente chegavam ao galinheiro, a mãe deles, Sra. Wright, já havia passado por lá, recolhido os ovos, preparado o café da manhã e deixado um bilhete "lavem seus próprios pratos" para os filhos fanfarrões.
09 de dezembro de 2008, 14:49
Semanas atrás, a Globo exibiu Pequenos Espiões 3D num domingo, e reconheci a espiã loirinha que vira meio casalzinho do pequeno espião mais novo: é a Emily Osment, a Lilly amiga da Hannah Montana.
Informação completamente irrelevante, mas minha capacidade de processá-la enquanto via o filme revela sobre minha pessoa mais do que eu gostaria.
06 de dezembro de 2008, 00:51 Mypods and Broomsticks, sétimo episódio da vigésima temporada de The Simpsons, foi exibido domingo último nos EUA. Uma sátira à Apple (ou *Mapple*, na versão juridicamente correta que foi ao ar) ocupou todo o primeiro bloco do episódio. E já na manhã seguinte comentários a respeito já assolavam blogs e twitters, saiu até na Folha Online e no G1. (Veja um clipe do episódio.)
Mas ninguém parece ter efetivamente asisstido ao episódio, pois ninguém citou Diepod Slaylist, o longo episódio de Comichão & Coçadinha - de 1 minuto e 10 segundos! - que a Lisa assiste em seu Mypod.
É o retorno triunfal da dupla de gato e rato favorita da América, após mais de um ano de ausência: a última aparição deles havia sido em I Don't Wanna Know Why the Caged Bird Sings, quarto episódio da 19a temporada, exibido em outubro de 2007! Se não me engano, nunca o desenho animado preferido de Springfield havia ficado tanto tempo na geladeira.
04 de dezembro de 2008, 23:14
Vou fazer aqui a "semana especial vídeos de I Kissed a Girl". Porque a montanha de vídeos que assisti de gente estranha fazendo vídeos esquisitos de I Kissed a Girl precisam ser comentados, cada um deles tem momentos únicos, cada um deles me faz pensar que o mundo tem um futuro negro pela frente por motivos diferentes. Então, vamolá:
Semana especial vídeos de I Kissed a Girl, partes 1 e 2:
Lembra aquele seu colega da sétima série que não sabia jogar bola e passava o recreio tocando Eduardo e Mônica rodeado pelas menininhas da sexta? Ele apanhava até de você na aula de Educação Física, e não pegava ninguém, porque as menininhas da sexta só ficavam com os caras da oitava. (E você também era o maior zero-a-zero, pegava no máximo era a Playboy da Yoná Magalhães emprestada do seu primo mais velho.) Pois bem: o cara da esquerda nesse vídeo, o gordinho que toca olhando pro violão, é o equivalente daquele seu colega. Ele tá fazendo toda a força pra não errar nada, porque já deve ter estragado a gravação umas seis vezes, e a cada erro ele leva um "pedala" do vocalista cheio de pose.
Essa é a Alyssa, que gravou vídeos cantando Madonna, Fergie, Alanis... Mas parece que o sonho dela é se candidatar a vereadora no Brasil. A cada verso da música, ela dá aquela olhada nervosa pra baixo, porque ela só decorou o refrão e tal. Podemos ver também o momento exato em que o ânimo dela acaba, aos 2 minutos e 03 segundos, quando ela faz uma expressão de ainda-não-acabou?, e da parte do "Us girls we are so magical" em diante ela fica suando frio, ainda tenta disfarçar com um sorriso forçado mas ela canta como se estivesse tentando decorar a tabuada do sete.
02 de dezembro de 2008, 01:05 Coisas legais que só a Internet pode fazer por mim, capítulo 594:
01 de dezembro de 2008, 09:44
Grande diálogo pescado no Twitter:
@floyddust: A Mallu tem dado umas entrevistas chatas? Tem. Mas gente, TODO MUNDO É CHATO COM 16 ANOS!!! @daniellrezende: Taí. Tem razão. Mas me fez pensar: como diabos era o Toni Garrido aos 16 anos?