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29 de dezembro de 2009, 23:38
Da série: Dicas do Paulo para uma vida melhor

No cinema do shopping, em vez de comprar a pipoca tamanho master-super-plus, compre a pipoca pequena. Mas coloque uma quantidade de sal suficiente para DOIS pacotes do tamanho master-super-plus. A sensação de saciedade será a mesma. A necessidade de beber todo aquele balde de um litro de refrigerante será a mesma. E além de economizar uns três reais, há uma significativa redução da quantidade de casquinhas de pipoca que ficarão presas entre os dentes.

**************

E esse filme Encontro de Casais até que tem alguns bons momentos (e a Kristen Bell de biquíni!), mas seu maior mérito foi ter dado vontade de assistir aquele episódio da terapia de casais de Os Simpsons.

28 de dezembro de 2009, 00:55
Sobre alguns seriados que tenho assistido:

Glee: Draminha adolescente do tipo garoto-popular-e-garota-presunçosa-querem-se-pegar-mas-são-meio-lentos, com meia dúzia de subtramas de duração indeterminada e algumas boas piadas ocasonais. Lembram da primeira temporada de Smallville? É tipo assim a mesma história, só que o meteoro que acertou a McKinley High, em vez de dar supervelocidade e visão de raios-X ao herói e poderes destrutivos aleatórios aos vilões, fez com que todo mundo fosse capaz de cantar como um finalista do American Idol. Mas eu gosto de Glee. Assim como gostei da primeira temporada de Smallville. Talvez por identificação com o lance das pessoas lentas lá, acho.

Coupling: Série inglesa produzida entre 2000 e 2004. São seis personagens - um casal, mais os dois respectivos melhores amigos e os dois respectivos "ex" - em uma comédia sobre relacionamentos. Os diálogos são caregados de boas piadas, e um recurso cômico quase onipresente na série é contar a mesma história por diferentes pontos de vista - tipo fazem muito nos flashbacks de How I Met Your Mother, ou na minha série subestimada preferida, Grounded For Life. Coupling foi exibida no Brasil pelo Eurochannel uns anos atrás. Como a programação do canal era mais incerta do que o torneio paraolímpico de tiro ao alvo para portadores de Parkinson, eu tinha assistido só uns poucos episódios isolados.

Glee é melhor assistir os episódios na ordem e tal. Mas caso queira ver um episódio de Coupling só para saber se vale a pena assistir a série toda, recomendo o "The Girl with Two Breasts", o penúltimo da primeira temporada. Sozinho, ele me fez rir umas 450 vezes mais do que todos os filmes da Dreamworks. (Sem contar os pinguins e o Rei Julian, claro.) Tem no youtube, dividido em quatro partes: aqui, aqui, aqui e aqui.

27 de dezembro de 2009, 21:04
Um filme que tem Ellen "Juno" Page, Drew "As Panteras" Barrymore e uma competição de luta de mulheres de shortinhos em patins é, definitivamente, um filme capaz de captar minha atenção, nem precisava tocar Weezer no trailer.


Pra melhorar, só se uma das patinadoras for uma estudante estoniana de intercâmbio (sempre tem um intercambista nas minhas comédias preferidas). Ou se tiver algum tipo de viagem no tempo.

21 de dezembro de 2009, 00:34
Brittany Murphy, atriz que faleceu neste domingo, era uma parte importante do meu pouco convencional universo cinematográfico. Sua filmografia passeava pelos meus gêneros preferidos, do terror ruim de Medo em Cherry Falls - aquele em que o maníaco assassino psicopata atacava apenas adolescentes virgens - às comédias românticas como A Agenda Secreta Do Meu Namorado e Recém-Casados.

(Um parêntese: Não sei se já comentei por aqui, mas no dia em que assisti Recém-Casados encontrei os pais de um amigo na saída do cinema, e disseram que eu era muito parecido com o Ashton Kutcher. Suspeito que menos pela semelhança física do que pela minha natural habilidade em levar tombos dolorosamente cômicos.)

Na minha coleçã de DVDs, porém, a Brittany Murphy destaca-se por ter feito a Tai de As Patricinhas de Beverly Hills, a menina de cabelo desarrumado e calças largas que ganha da Alicia Silverstone um recauchutada no visual. Alicia Silverstone. Alicia Silverstone. Alicia Silverstone.


Esse vídeo reúne uma enorme quantidade de ícones dos anos 90. Além da já mencionada Alicia, tem Daisy Fuentes, a VJ idolatrada pelo Garth Algar; tem Jenny McCarthy, coelhinha do ano de 1993; tem o futuro Turk de Scrubs usando tênis de basquete com bermuda e camisa xadrez; tem festa da MTV na praia; tem a Yasmine Bleeth, minha salva-vidas preferida de SOS Malibu. E a segunda parte do vídeo é um show do Luscious Jackson, que era uma espécie de Elastica não-britânico.

Enfim, o vídeo parece ter sido produzido especialmente para o Trash 90, blog abandonado do Túlio Bragança - mais conhecido hoje como "o cara do Pagodeversions", verdadeira semi-celebridade da web.

Considerem este vídeo não só como uma homenagem à Brittany Murphy, mas também como a minha homenagem pessoal (antecipada em dez dias) ao vigésimo aniversário do início dos anos 90. Porque em pleno 2009 eu ainda me sinto bem em sair de casa usando tênis de basquete com bermuda e camisa xadrez.

12 de dezembro de 2009, 03:18
American Pie Presents: The Book of Love, o sétimo filme da franquia, foi lançado na gringa agora no início de dezembro.

O filme tem pouco em comum com a trilogia clássica: a história se passa na mesma East Great Falls High, um dos protagonistas pertence à família Stifler, e o eterno pai do Jim volta a marcar presença. Mas tem a mesma premissa do primeiro filme: grupo de colegiais com personalidades distintas correndo atrás de mulher. E como bom filme lançado direto em DVD com um "unrated" estampado em letras maiúsculas e vermelhas na capa, rola aquela interação meio irreal com o sexo oposto. "Desculpe, derramei cerveja na sua blusa!" "Vou tirar a blusa e colocá-la para secar. E minha amiga líder de torcida também vai tirar a camiseta, em solidariedade." Bem tipo aquele episódio de Friends em que o Joey e o Chandler recebem o canal pornô de graça. Mas o público-alvo de American Pie: The Book of Love não deve achar que isso seja exatamente uma falha.

The Book of Love não aparecerá em nenhuma lista de melhores comédias adolescentes de todos os tempos, mas cumpre seu papel de forma eficiente. Se em vez de uma comédia adolescente o American Pie: The Book of Love fosse um centroavante, seria tipo o Washington. (Os American Pie 1 e 2 seriam Batistuta e Van Basten. E o 6 seria o Ortigoza.)


Arielle Kebbel, a loirinha sensacional do American Pie 4

A questão que fica no ar é: "E agora?" Porque a série certamente ganhará novas sequencias nos anos vindouros. Deixo aqui minhas sugestões:

· American Pie: Bola Em Jogo
Os times de lacrosse masculino e feminino da East Great Falls viajam para as finais do campeonato nacional. Rob e Nathan (os protagonistas de "The Book of Love") perdem o voo, vão de carro pra Fort Lauderdale, se metendo em altas enrascadas. O pai do Jim, recém-aposentado, está de mudança para a Flórida e encontra com seus pupilos no caminho.

· American Pie: Nos Tempos do Iê-Iê-Iê
Em sua cerimônia de bodas de prata, o pai do Jim narra como conheceu a mãe do Jim e o início do "Livro do Amor".

· American Pie: O Amuleto do Sexo
Ao encontrarem um antigo amuleto em uma excursão da East Great Falls High, Mike Stifler (irmão mais novo do Scott Stifler do "The Book of Love") e a intercambista sueca Inga Fältskog trocam de corpo. Enquanto isso o melhor amigo do Mark finge ser gay para tentar seduzir a psicóloga da escola. O pai do Jim, que é antropólogo especializado em religiosidade indígena, tenta reverter o feitiço.

· American Pie: Boca de Urna
Mike Stifler é candidato a presidente do corpo estudantil da East Great Falls High. Sua adversária é uma nerd de óculos e rabo-de-cavalo, que no decorrer da história revela toda a beleza que os óculos e o rabo-de-cavalo disfarçavam. O pai do Jim é apresentador de um reality show sobre relacionamentos adolescentes.

· American Pie: A Filha do Stifler
Steve Stifler, executivo da indústria de filmes adultos, se tornou um pai careta e superprotetor. Sua filha Emily Stifler é líder de torcida e quer ir ao seu primeiro baile na East Great Falls High. O pai do Jim é o presidente dos Estados Unidos.