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21 de dezembro de 2010, 00:25
Tipos de pessoas que eu odeio:
1) Gente que se senta a menos de 4 cadeiras de distância de mim quando vou ao cinema sozinho, mesmo havendo outras 260 poltronas vazias.
2) Gente que dirige na faixa exclusiva para ônibus. (Não os motoristas de ônibus, mas os champs que dirigem por lá em seus possantes automóveis particulares.)
3) Assassinos, sequestradores, corruptos, terroristas, pedófilos, Hitler.
4) Gente que pega o elevador subindo quando quer descer e vice-versa.

E só. Talvez invertendo os números 3 e 4.

16 de dezembro de 2010, 23:09
Dentista, dois bancos e ficha nova na academia, tudo no mesmo dia. Sem ficar com vontade de matar ninguém. Aquele pensamento de "até que não está tão ruim assim" ganha uma dimensão inteiramente nova depois que seu time entrou em campo repetidas vezes com Diego Macedo, Ricardo Bueno e Fernandinho simultaneamente como titulares.

16 de dezembro de 2010, 15:53
Cochilar durante uma consulta ao dentista é um bom sinal. Indica que você não tem mais aquele irracional medo de dentista. Indica maturidade, confiança. Indica que você ficou até duas da manhã assistindo vídeos bestas do Funny Or Die.

Por outro lado, acordar com o barulho do motorzinho do dentista já a centímetros de seus dentes é uma das piores sensações que uma pessoa pode experimentar. (Só não digo que é A PIOR porque bem recentemente o Fábio Costa foi goleiro do meu time.)

07 de dezembro de 2010, 01:52
Pelos idos de 1995 ou 96, aquele canal por assinatura que hoje ocupa 90% de sua programação com videoclipes legendados (Garotas da Califórnia, são inesquecíveis, Daisy Dukes com biquínis em cima) exibiu uma série britânica sobre comédia, chamada Funny Business. Eram seis episódios explicando os diferentes gêneros de comédia e seus preceitos básicos; e cada episódio era apresentado por um comediante consagrado. O episódio sobre comédia física, por exemplo, foi protagonizado pelo Rowan "Mr. Bean" Atkinson.


Além de poucos e curtos registros em vídeo perdidos pelos Intertubes, como esse aí em cima, quase nada sobre esta série resistiu às areias do tempo. Na wikipedia existe apenas um rudimentar esboço, e eu tenho uma fita VHS com o episódio sobre "comédia no cinema" gravado. Guardei essa fita no meu armário, acho que ao lado daquela camiseta lilás com mangas brancas que ganhei de presente no natal de 2001 e preciso levar na Mesbla para trocar.

Esse episódio sobre comédia no cinema foi apresentado pelo sensacional Leslie "Corra Que a Polícia Vem Aí!" Nielsen, falecido há pouco mais de uma semana. Leslie Nielsen foi, ao lado do Mel Brooks, um dos reis das comédias naquele início dos anos 90 quando a TV a cabo enfim chegou na minha casa e eu já tinha idade para ir sozinho à locadora. Ainda lembro da primeira vez em que assisti Corra Que a Polícia Vem Aí, na Tela Quente da Globo, ri como poucas vezes na vida. Estavam juntos ali o absurdo (O moicano laranja do aiatolá Khomeini!), a comédia de erros (Um carro de auto-escola para perseguir um fugitivo?! Microfone de lapela ligado no banheiro?!), piadas bobas que ficavam mais engraçadas por se repetirem durante o filme (As latas de lixo derrubadas sempre que o tenente Frank Drebin estaciona sua viatura!), pastelão clássico (Nordberg sendo arrastado por um carro!), pastelão DOUBLE ENHANCED (Nordberg se ferindo sozinho ao invadir o covil dos criminosos com direito a tinta fresca, torta-na-cara e armadilha de urso enquanto os crimonosos o olham estupefatos!), progressão cômica (Vilão cai da arquibancada, é pisoteado por uma fanfarra e depois por um rolo compressor!) e aquelas gags rapidíssimas com jogos de palavras inesperados (Bingo!) que são a marca registrada do trio de diretores/roteiristas David Zucker, Jerry Zucker e Jim Abrahams.

Só vi "Apertem Os Cintos, O Piloto Sumiu!" (e ri tanto quanto) bem depois de ter visto a trilogia Corra Que a Polícia Vem Aí, e de ter alugado repetidas vezes os vídeos de "Esquadrão de Polícia", a curta série de TV onde Leslie Nielsen começou a viver seu maior personagem, o tenente Frank Drebin.

Assisti muitas das comédias de segunda linha que Leslie Nielsen fez em seguida: Duro de Espiar, A Repossuída, O Foragido, 2001: Um Maluco Solto No Espaço, Surfistas Ninjas, Mr. Magoo, o recente Super-Herói: O Filme, e a muito decepcionante parceria de mes dois ídolos, Leslie Nielsen e Mel Brooks, Drácula: Morto Mas Feliz. Na maior parte desses filmes, faltava o principal elemento das grandes comédias de Leslie Nielsen com Zucker, Abrahams e Zucker: personagens que não tinham consciência de estarem uma comédia. O humor não vinha das piscadas para a câmera, mas de situações engraçadas que os personagens não se davam conta, ou que os colocava em perigo e/ou constrangimento. (Exceto pelo Mr. Magoo, que era só ruim mesmo. Filme que estragou um ótimo personagem.)

Sempre preferi os comediantes que não riem, de Buster Keaton ao Pateta do "como fazer determinada coisa". E o Leslie Nielsen conseguia interpretar um enorme trapalhão mantendo firme sua expressão de "uma missão a cumprir".

Valeu por tudo!

Obviamente, sua cara de "uma missão a cumprir" não era essa da foto. Mas é a foto mais adequada que encontrei para deixar o meu "Valeu!" para ele. Por cada uma das risadas, inclusive as muitas que dei enquanto escrevia isso aqui.

02 de dezembro de 2010, 01:17
Breve passeio pelo supermercado essa noite, na nobre missão de suprir minha casa de mantimentos não-recomendados pelos nutricionistas (ou seja, saborosos). Enchi um carrinho. O único item que não continha corantes artificiais em quantidade superlativa era um par de meias brancas - que, na verdade, foi comprado na loja em frente, antes que eu entrasse no supermercado propriamente dito.

Os demais itens podem ser divididos em três grupos: aqueles de tirar da embalagem e comer; aqueles de tirar da embalagem, esquentar no microondas e comer; e aqueles de tirar da embalagem, misturar no leite e comer.

Tudo simples, prático e limpo. E com cores que não são encontradas na natureza.