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30 de maio de 2011, 17:52
As desventuras dos preparativos para a Copa do Mundo de 2014 estampam capas de jornais a cada dia. Comunistas Manifestantes protestam contra o novo código florestal. Pessoas nas ruas discutem o meio-de-campo do Barcelona. O taxista que me levou para casa sexta-feira tinha uma teoria interessante que ligava as caixa-pretas do Air France naufragado à morte do Osama Bin Laden.

Tudo isso rolando, e o meu universo particular há uns quinze dias preocupado apenas com uma questão maior: Uva na salada de frutas: heresia ou aprimoramento? Mesas-redondas sobre esse tema teriam minha audiência.

Minha sugestão para a escalação dos debatedores: Um representante da indústria de uvas. Um representante do sindicato dos montadores de saladas de frutas. Um ex-participante do Top Chef (ou seja, um equivalente culinário a um ex-BBB). Um ex-vocalista de banda de rock nacional dos anos 80 (porque alguém tem que dar emprego pra esses caras antes que eles resolvam gravar mais um Acústico MTV). O Corvo daquele programa do Marcos Mion na Band, devidamente fantasiado. A Brooklyn Decker de biquíni. E mais um português, um papagaio e um cachorro chamado Nabunda.

21 de maio de 2011, 13:22
Fui convidado a escrever sobre a final do glorioso Campeonato Mineiro 2011 a convite do Impedimento (guardião das VERDADES do futebol que muitos não admitem em público, por exemplo, "os melhores goleiros são aqueles que cheiram solvente"), mas só fechei o texto na madrugada de sexta-feira e, como dizem os jornalistas, "a pauta caiu". Já havia os menos relevantes Libertadores e Brasileirão enchendo a semana.

Assim sendo, em vez de publicar apenas um link para o meu texto no Impedimento, publico-o integralmente logo aqui embaixo. E lembro ainda que há algumas semanas publiquei por lá um relato sobre a mais recente das muitas tardes de domingo que passei embriagando-me de futebol de baixa qualidade no Alçapão do Bonfim, a modesta porém orgulhosa casa do centenário Villa Nova Atlético Clube, em Nova Lima.

-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-


Nem toda partida de futebol não dura 90 minutos. Domingo último, o frio na barriga de cruzeirenses e atleticanos teve fim ao septuagésimo quinto minuto. Quando a bola chutada por Wallyson encontrou o fundo da baliza defendida por Renan Ribeiro, nenhum atleticano acreditava ser possível o empate, e qualquer cruzeirense já tinha a certeza da vitória e do título.

Àquela altura, todos sabiam que as redes setelagoanas não seriam maculadas mais do que uma vez, dada a tensão do jogo. A ação se desenvolvia apenas entre a meia-lua e o círculo central do campo de ataque do Cruzeiro, porque desde o primeiro minuto o time celeste marcava com intensidade a saída de bola do Galo. Poucas vezes a bola chegava a Mancini ou Magno Alves no ataque, sempre sozinhos contra dois ou três adversários.

Precisando vencer por qualquer placar, o Cruzeiro também tinha dificuldades em criar chances de gol. Réver e seus colegas de defesa rechaçavam qualquer tentativa de invasão da grande área. Em todo o primeiro tempo, apenas Roger teve oportunidades mais agudas, por duas vezes: em uma boa cobrança de falta, defendida por Renan Ribeiro, e dando um carrinho para alcançar um cruzamento de Thiago Ribeiro no qual não conseguiu golpear a bola com alguma força. (ImpediData informa: foi o primeiro carrinho executado pelo meia Roger em toda sua carreira.) No início da segunda etapa, o Cruzeiro parecia ir com mais força para buscar o triunfo. Nos dez primeiros minutos, uma cabeçada do zagueiro Gil e um chute de Roger triscaram a trave à esquerda de Renan Ribeiro, mas o Atlético conseguiu recompor sua barreira defensiva, que apenas foi batida no já citado chute de Wallyson. Ressalte-se os méritos do atacante em chutar com precisão ao mesmo tempo em que usava velocidade e força física para se livrar da marcação de Serginho.

Dois minutos antes do gol cruzeirense, porém, o Atlético foi campeão. Durante cinco segundos. Foram cinco segundos que demoraram umas três horas para passar (entre 5 e 10 segundos desse vídeo). Magno Alves surgiu na tela sozinho, à frente da defesa recebendo um lançamento de Giovanni Augusto e dominou a bola. Antes que o artilheiro chegasse à grande área, nós atleticanos tivemos tempo para aumentar o volume da TV (a Arena do Jacaré recebeu apenas cruzeirenses, nessa segunda partida da final), para levantar do sofá e/ou ajoelhar no chão da sala, para pensar na vitoriosa manhã de segunda-feira no escritório. Com a hesitação do atacante, a euforia se fez ansiedade, a mão que segurava o controle remoto quase o partiu ao meio, o Fábio consegiu o desarme e o sentimento da vez foi a incredulidade. O replay confirmou que o gol do título não tinha acontecido, mesmo que já tivéssemos antevisto a rede estufada e os abraços de todo o time ao Magnata, e veio a decepção.

Da mesma forma que esses cinco segundos demoraram uma eternidade, os dois minutos dali até o 1x0 sofrido foram rápidos em excesso. A tentativa falha de driblar o Fábio e o chute de Wallyson foram um único movimento, que deu contundência à vitória do Cruzeiro. Campeão com justiça pelo ótimo campeonato que fez, e pela firmeza que mostrou nessa segunda partida da final.

Dizem que ainda houve alguns minutos de jogo após o gol do Wallyson, e que teria ocorrido até um segundo gol, mas não encontrei fontes que me confirmassem essa informação.

-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-=-

09 de maio de 2011, 23:36
Acho legal que atores famosos sejam usados como dubladores em animações de longa metragem. Menos quando os atores estão marcados no meu pensamento por outros personagens que fizeram. Fui assistir um desenho animado sobre uma araras azul que não sabe voar, e fiquei esperando que em algum ponto do filme ela criasse o Facebook.

*****

Após assistir 500 Dias Com Ela por um número de vezes muito acima do que o senso comum cinsideraria saudável, comecei a imaginar o filme montado em ordem cronológica. Não daria certo. Metade de plateia se mataria ali pelos dias 300 a 350. Na ordem não-linear em que a história é contada, o pior que acontece é ter ganas de dar uns tapas no Tom. A mesma vontade que sinto de dar uns pontapés no Kevin Arnold sempre que revejo (o que também já fiz por um número de vezes muito acima do que *eu mesmo* considero como saudável) algum dos episódios Winnie-Cooper-cêntricos de Anos Incríveis.

*****

Kevin Arnold que, ao que me consta, fez par também com a Alicia Silverstone por alguns breves instantes na quinta temporada da série. Alicia Silverstone que hoje anunciou o nascimento de seu primeiro filho, chamado Bear Blu. Imagino que daqui uns anos o Bear Blu se tornará amigo da Everly Bear Kiedis, filha do Anthony Kiedis do Red Hot Chili Peppers, e do Mano Wladimir, herdeiro da Marisa Monte. Mas a Alicia tem crédito, por mim ela poderia batizar o filho de Dino da Silva Sauro que ainda teria todo meu respeito e admiração. Porque ela fez aquele clipe de Cryin', do Aerosmith. E o de Amazing. E ainda Crazy, esse junto com a Liv Tyler. A sagrada trilogia. Contemplem-na:

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Blog anteriormente conhecido como
http://www.geocities.com/meucerebrodoi/
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