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30 de maio de 2011, 17:52
21 de maio de 2011, 13:22 Nem toda partida de futebol não dura 90 minutos. Domingo último, o frio na barriga de cruzeirenses e atleticanos teve fim ao septuagésimo quinto minuto. Quando a bola chutada por Wallyson encontrou o fundo da baliza defendida por Renan Ribeiro, nenhum atleticano acreditava ser possível o empate, e qualquer cruzeirense já tinha a certeza da vitória e do título. Àquela altura, todos sabiam que as redes setelagoanas não seriam maculadas mais do que uma vez, dada a tensão do jogo. A ação se desenvolvia apenas entre a meia-lua e o círculo central do campo de ataque do Cruzeiro, porque desde o primeiro minuto o time celeste marcava com intensidade a saída de bola do Galo. Poucas vezes a bola chegava a Mancini ou Magno Alves no ataque, sempre sozinhos contra dois ou três adversários. Precisando vencer por qualquer placar, o Cruzeiro também tinha dificuldades em criar chances de gol. Réver e seus colegas de defesa rechaçavam qualquer tentativa de invasão da grande área. Em todo o primeiro tempo, apenas Roger teve oportunidades mais agudas, por duas vezes: em uma boa cobrança de falta, defendida por Renan Ribeiro, e dando um carrinho para alcançar um cruzamento de Thiago Ribeiro no qual não conseguiu golpear a bola com alguma força. (ImpediData informa: foi o primeiro carrinho executado pelo meia Roger em toda sua carreira.) No início da segunda etapa, o Cruzeiro parecia ir com mais força para buscar o triunfo. Nos dez primeiros minutos, uma cabeçada do zagueiro Gil e um chute de Roger triscaram a trave à esquerda de Renan Ribeiro, mas o Atlético conseguiu recompor sua barreira defensiva, que apenas foi batida no já citado chute de Wallyson. Ressalte-se os méritos do atacante em chutar com precisão ao mesmo tempo em que usava velocidade e força física para se livrar da marcação de Serginho. Dois minutos antes do gol cruzeirense, porém, o Atlético foi campeão. Durante cinco segundos. Foram cinco segundos que demoraram umas três horas para passar (entre 5 e 10 segundos desse vídeo). Magno Alves surgiu na tela sozinho, à frente da defesa recebendo um lançamento de Giovanni Augusto e dominou a bola. Antes que o artilheiro chegasse à grande área, nós atleticanos tivemos tempo para aumentar o volume da TV (a Arena do Jacaré recebeu apenas cruzeirenses, nessa segunda partida da final), para levantar do sofá e/ou ajoelhar no chão da sala, para pensar na vitoriosa manhã de segunda-feira no escritório. Com a hesitação do atacante, a euforia se fez ansiedade, a mão que segurava o controle remoto quase o partiu ao meio, o Fábio consegiu o desarme e o sentimento da vez foi a incredulidade. O replay confirmou que o gol do título não tinha acontecido, mesmo que já tivéssemos antevisto a rede estufada e os abraços de todo o time ao Magnata, e veio a decepção. Da mesma forma que esses cinco segundos demoraram uma eternidade, os dois minutos dali até o 1x0 sofrido foram rápidos em excesso. A tentativa falha de driblar o Fábio e o chute de Wallyson foram um único movimento, que deu contundência à vitória do Cruzeiro. Campeão com justiça pelo ótimo campeonato que fez, e pela firmeza que mostrou nessa segunda partida da final. Dizem que ainda houve alguns minutos de jogo após o gol do Wallyson, e que teria ocorrido até um segundo gol, mas não encontrei fontes que me confirmassem essa informação.
09 de maio de 2011, 23:36 Após assistir 500 Dias Com Ela por um número de vezes muito acima do que o senso comum cinsideraria saudável, comecei a imaginar o filme montado em ordem cronológica. Não daria certo. Metade de plateia se mataria ali pelos dias 300 a 350. Na ordem não-linear em que a história é contada, o pior que acontece é ter ganas de dar uns tapas no Tom. A mesma vontade que sinto de dar uns pontapés no Kevin Arnold sempre que revejo (o que também já fiz por um número de vezes muito acima do que *eu mesmo* considero como saudável) algum dos episódios Winnie-Cooper-cêntricos de Anos Incríveis. Kevin Arnold que, ao que me consta, fez par também com a Alicia Silverstone por alguns breves instantes na quinta temporada da série. Alicia Silverstone que hoje anunciou o nascimento de seu primeiro filho, chamado Bear Blu. Imagino que daqui uns anos o Bear Blu se tornará amigo da Everly Bear Kiedis, filha do Anthony Kiedis do Red Hot Chili Peppers, e do Mano Wladimir, herdeiro da Marisa Monte. Mas a Alicia tem crédito, por mim ela poderia batizar o filho de Dino da Silva Sauro que ainda teria todo meu respeito e admiração. Porque ela fez aquele clipe de Cryin', do Aerosmith. E o de Amazing. E ainda Crazy, esse junto com a Liv Tyler. A sagrada trilogia. Contemplem-na:
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